ESCOLA
NOVA DO AMBRÓSIO MUNICIPAL
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
GAROPABA(SC)
2019
“Insanidade é continuar
fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.”
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
...........................................................................................................................4
Concepção
de escola........................................................................................6
Axiologia............................................................................................................7
Missão...............................................................................................................8
Visão................................................................................................................8
HISTÓRICO......................................................................................................8
RECURSOS......................................................................................................9
MARCO
REFERENCIAL.................................................................................14
Marco situacional............................................................................................14
Marco
doutrinal...............................................................................................23
Metodologias
ativas.............................................................................25
Conhecimento
empírico-teórico/científico...........................................28
Princípios básicos para construção
de estratégias na construção de conceitos e conhecimentos............................................................................29
Criando
subsunçores (estamos onde nosso pensamento está)....................31
Marco
operativo.............................................................................................32
Considerações
específicas.................................................................33
Aula expositiva
...................................................................................37
Indicativos de
soluções.......................................................................38
Avaliação
quantitativa........................................................................49
Avaliação
qualitativa...........................................................................49
Avaliação qualitativa para dialogar
com o aluno em metodologias
Ativas..................................................................................................51
Avaliação atitudinal
(planilha).............................................................53
Saber Básico......................................................................................55
Projeto
300.........................................................................................55
BNCC e
Resolução municipal 1/2016 (PME)......................................
.............57
PLANO DE
AÇÃO.............................................................................................66
Metas
pedagógicas.................................................................................66
Metas administrativas.............................................................................68
Metas para implementação de
políticas públicas internas e externas...70
1.
INTRODUÇÃO
O presente documento foi
elaborado por uma equipe de professores, estando aberto aos demais segmentos
escolares para participação irrestrita conforme as fases de discussões
deliberativas, considerando as diversas expectativas, quanto aobem-estar,
eficiência e eficácia dos trabalhos escolares. O referencial doutrinário levou
em consideração a Resolução CMEG 06/2010 que estabelece diretrizes para a
elaboração dos PPP das escolas municipais de Garopaba, a LDB 9394/96, A Proposta Curricularde Santa Catarina – (2014),
“ RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 2, DE 22 DE
DEZEMBRO DE 2017 que Institui e orienta a implantação da Base
Nacional Comum Curricular, a ser respeitada, obrigatoriamente, ao longo das
etapas e respectivas modalidades no âmbito da Educação Básica e, por fim, a RESOLUÇÃO DO CMEG 01/2016 que altera o
texto da Resolução do CMEG 01/2010 que fixa diretrizes para o Ensino
Fundamental de 9 (nove) da Rede Municipal de Ensino de Garopaba, Santa Catarina.
1.2 Projeto Político Pedagógico (conceito)
O Projeto
Político-Pedagógico é um instrumento,juridicamente, reconhecido para reger as
ações escolares, quanto a qualidade das
ações e o respeito aos direitos e deveres de cada um que compõe a comunidade
escolar. Assim, as condições de equidade oferecidas e praticadas, quanto ao
acesso aos bens públicos,como os conhecimentos científicos, artísticos,
culturais e emocionais ficarão garantidos.
Enquanto projeto, esboça a
visão de futuro construída no presente para uma posterior realização mostrando:
o que vai ser feito, quando, de que maneira, por quem e onde (quanto aos
resultados) quer chegar. É um chamamento a responsabilidade dos agentes com as
racionalidades internas e externas.
Já, enquanto político, está
introjetado num espaço de sucessivas
discussões e decisões, pois o exercício de nossas ações, está sempre
permeado de relações que envolvem debates, sugestões, opiniões, sejam elas ,
contra ou a favor e mais, como dizia Aristóteles: “ Todo ato humano é um ato
político”. Assim, a escola mostra sua origem e finalidade públicas, pois o seu
saber e o seu fazer constituem bens e serviços que se realizam pelo e para o
povo.
Quanto ao aspecto pedagógico
relativo aos bens e serviços oferecidos, uma vez que a pedagogia é o campo de
estudos da educação, como tal, incorpora
as questões do ensino, da pesquisa, do saber científico, da aprendizagem e da
extensão das ações educacionais.
Assim,
o Projeto Político Pedagógico traz clareza aos conceitos básicos, como as
perspectivas, as propostas, o planejamento sócio educacional e as políticas
assumidas pela unidade escolar, valorizando sua história, origem, valores,
visão e missão.
Portanto,
a construção do PPP é uma elaboração coletiva com a intenção de reconhecer e
respeitar a pluralidade cultural existente na escola, como preconiza nossa “Proposta
Curricular de Santa Catarina” (2014. P. 41) e, assim, contribuir para o desenvolvimento integral do aluno em
todo o processo de ensino e aprendizagem:
O PPP, como um documento síntese, um
instrumento e um movimento da escola, carrega consigo a potencialidade de se
transformar em um fio condutor entre o contexto escolar e a comunidade,
realçando o envolvimento da família, de modo que esta seja parte das decisões
da escola. Cabe à escola, assim, entender os sujeitos nessa relação
indissociável com seu entorno. A escola é, portanto, o espaço social
justificado pelo processo de mediação (VYGOTSKY, 2007), ou seja, é nela que se
reúnem sujeitos que interagem uns com outros em favor da elaboração conceitual
progressivamente mais complexa, que os leva a pensar diferente, porque deslocam
suas representações de mundo. Dessa forma, desenvolver o ato criador, o
pensamento teórico, é (ou deveria ser) objetivo que move os sujeitos para a
escola e marca a sua especificidade, sendo ela o espaço social da
institucionalização do desejo de aprender.
(Proposta Curricular_final.indd 41 21/11/2014 15:58:52 42 Atualização da
Proposta Curricular de Santa Catarina – 2014)
1.3 Concepção de Escola
A escola que vem
atravessando os séculos, vem sendo aprimorada a cada dia, a cada resolução, a
cada nova tecnologia, ou seja, a cada mudança na sociedade brota a necessidade
de mais adequações para que possa sempre ensinar mais, melhor e em menor tempo.
Mas, ensinar não é mais sua única missão. Hoje a escola tem também a missão de
reproduzir com melhorias as novas gerações, ou seja, a humanidade caminha, se
multiplica e cresse conforme a escola se aprimora e potencializa cada
participante deste sistema de aprendizagem.
Sabe-se que a escola
enquanto instituição tem finalidade específica:
“Instituições são estruturas ou mecanismos de ordem social,
que regulam o comportamento de
um conjunto de indivíduos dentro
de uma determinada comunidade. Instituições são identificadas com uma função social,
que transcende os indivíduos e as intenções mediando as regras que governam o
comportamento vivo.[1] Na
definição de Huntington, são "padrões de
comportamento recorrentes, valorizados e estáveis."[2]
Organizadas
sob o escopo de regras e normas,
visam à ordenação das interações entre os indivíduos e entre estes e suas
respectivas formas organizacionais. Com outras palavras, a instituição social
tem seu papel fundamental no processo de socialização, ou seja, tem como objetivo fazer um indivíduo
tornar-se membro da sociedade (grifo nosso).
O
termo "instituição" comumente se aplica tanto às instituições
informais quanto como a padrões de comportamento ou costumes importantes para
uma sociedade, e em particular às instituições
formais criadas por entidades como os governos e serviços públicos -
instituições como a família são suficientemente amplas para
abranger outras instituições.(grifo nosso)
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Institui%C3%A7%C3%A3o)
Uma
vez compreendendo, o que é comum a todas as instituições, faz-se necessário
apresentar os aspectos diferenciais, que as especificam conforme as diferenças,
quanto a missão de cada uma delas.
Em
se tratando da instituição escolar, estas se destinam a formação de indivíduos,
preparando-os para um bem-viver, um bem-conviver e autonomia econômico social,
tudo isto por intermédio do processo ensino-aprendizagem, do acolhimento e do
cuidar. Assim, as escolas públicas e privadas praticam sua missão
proporcionando aos alunos um preparo cognitivo e axiológico, o que permite generalizar o sistema escolar
como sendo um sistema educacional, dada a relevância do aspecto comportamental
e sua relação com a cidadania.
1.4 Axiologia/missão
Para finalizar esta
introdução, identificaremos nossa escola segundo seus atributos axiológicos
apresentando nossos mais elevados valores sempre norteados e amparados pela boa
vontade, quando esta prioriza o bem simultâneo para o indivíduo que pratica,
para o outro, para sociedade e para a natureza:
·
Propósito – porque julgamos ser de extrema
importância que o ser humano se articule com a vida, à medida que busca por
algo relevante e que justifica concentrar seus esforços para realizá-lo.
·
Autonomia– porque julgamos ser uma condição
humana necessária ao exercício da liberdade livre da alienação. Ou seja, sendo
a autonomia como fruto de um aprendizado que permita que, na sociedade, o
indivíduo possa transitar como um nadador formado que consegue transitar pelas
águas, com maestria, respeito e solidariedade.
·
Responsabilidade – porque esta complementa-se com a
autonomia, quanto aos resultados do exercício da liberdade e, ao mesmo tempo,
impõe disciplina como condição necessária para a realização do propósito.
·
Solidariedade – porque, sem esta, que é a valorização
(do) e respeito ao outro, falharemos na construção de boas relações, seja de
trabalho, familiar ou de amizade, portanto, tão necessárias ao bem-viver ou
mesmo a felicidade.
·
Empatia –porque desta advém a flexibilidade
quanto a mudança, ou ajuste, de ponto de vista, onde nos colocamos no lugar do
outro para fins de melhor compreendê-lo e, assim, podendo, inclusive, abrir
espaço para a educação vicária onde a vivência do outro pode ser,pelo o
observador, internalizada, por conta desta mesma capacidade de perceber pelo
olhar do outro.
1.5 Missão:
·
Ajudar o aluno a desenvolver suas inteligências
e utilizá-las, sendo estas, norteadas pelos valores institucionais com foco
no bem-viver eno bem-conviver em
sociedade, em família, consigo mesmo e no trabalho.
1.6Visão:
·
Escola autossustentável em 3 anos.
2.
HISTÓRICO
A Escola Nova do Ambrósio,
nasceu da necessidade da adequação, para um melhor atendimento escolar as duas
comunidades estudantis –Maria Ferreira Couto (Ambrósio) e Isidro Manoel de
Amorim ( Areias de Ambrósio), atendendo, assim, a necessidade de ampliação,
assim como também de melhores instalações para atender a demanda crescente da
população.
A pedra fundamental foi
lançada no dia ...............e a obra finalizada em ......................,
sendo inaugurada em .............. e tendo como Secretária de Educação a
Professora Maria Nadir e como Chefe do executivo, o Prefeito
......................
Hoje a escola conta com 340
alunos, e com a elaboração deste Projeto Político Pedagógico, assim como, com a
criação do Conselho Escolar e as assembleias dos alunos, torna-se perfeitamente
enquadrada dento do conceito de escola de gestão democrática.
A escola Nova do Ambrósio
está localizada na rua Ilha do Corvo s/n no bairro Ambrósio, Município de
Garopaba pertencendo a uma comunidade de 961 famílias e, aproximadamente, 2883
indivíduos. São famílias de padrões aquisitivos e estruturas diversos. Possui uma indústria de médio porte e mais
algumas pequenas e microempresas que são responsáveis por grande parte dos
empregos.
É significativa, também o
somatório das atividades de agricultura e pecuária, assim como a construção
civil que servem de fonte de renda para uma outra parcela da população. Tendo
ainda, por fim, as prestações de serviço informais lícita e ilícitas praticadas
por uma minoria desta população. Nossa escola recebe alunos, praticamente, de
todas estas categorias e, portanto, estes são influenciados pelas forças
relacionais inerentes as estruturas familiares, assim como, pelo poder
aquisitivo de sua família. Tudo isto acarretando significativos fatores
limitantes para o aprendizado, a medida que o despreparo dos pais e algumas
estruturas familiares não favorecem o bem-estar necessário para a participação
do aluno no processo ensino-aprendizagem. E, isto, nos leva a busca de soluções
para melhoria do rendimento escolar para fins de aproximar a escola de sua
missão original como instituição e com a qualidade esperada.
2.1. Recursos (Diretora)
Físicos:
Área do terreno
|
|
área
construída
|
|
salas de aulas
|
06
|
biblioteca
|
0
|
sala de informática
|
01
|
laboratório
|
0
|
banheiros
|
7
|
Humanos:
Gestão
NOME COMPLETO
|
ESCOLARIDADE
|
ACT ou EFETIVO
|
CARGA HORÁRIO
|
SÔNIA GONÇALVES
|
PÓS
|
EFETIVA
|
40 H
|
SANDRA CARLSEM
|
GRADUAÇÃO
|
EFETIVA
|
40 H
|
CLAUDELIR DE AMORIM
GONÇALVES
|
PÓS
|
EFETIVO
|
40 H
|
Professores
NOME COMPLETO
|
ESCOLARIDADE
|
ACT ou EFETIVO
|
CARGA HORÁRIO
|
ANA PAULA DA SILVA MARTINS
|
GRADUAÇÃO
|
EFETIVA
|
20 H
|
ANGÉLICA DE AMORIM CONSTANTE
|
GRADUAÇÃO
|
EFETIVA
|
20 H
|
CELSO JOSÉ BARBOSA DE SOUZA
|
MESTRADO
|
EFETIVO
|
20 H
|
CLAUDELIR DE AMORIM
GONÇALVES
|
PÓS
|
EFETIVO
|
40 H
|
CLAUDIA DOS PASSOS HARTTWING
|
PÓS
|
EFETIVA
|
40 H
|
CLAUDIA RENATA GASPARONI
OETINGER
|
PÓS
|
ACT
|
40 H
|
ETIELLE PACHECO DE SOUSA
|
PÓS
|
EFETIVA
|
40 H
|
ITAMARA MENEGHEL DEMÉTRIO
|
PÓS
|
EFETIVA
|
40 H
|
MARIA APARECIDA RAMOS DIAS
|
PÓS
|
ACT
|
20 H
|
MARIA APARECIDA SILVA
LAURENTINO
|
MAGISTÉRIO
|
EFETIVA
|
40 H
|
ANA APARECIDA DE SOUZA
|
PÓS
|
EFETIVA
|
40 H
|
PATRICIA SILVEIRA TEIXEIRA
|
MESTRADO
|
EFETIVA
|
20 H
|
ROSIMARI MARIA DA SILVA
|
PÓS
|
EFETIVA
|
40 H
|
SANDRA CARLSEM
|
GRADUAÇÃO
|
EFETIVA
|
40 H
|
AMANDA DOS SANTOS ABREU
|
PÓS
|
ACT
|
20 H
|
SIMONE ROGALSKY
|
PÓS
|
EFETIVA
|
40 H
|
SÔNIA GONÇALVES
|
PÓS
|
EFETIVA
|
40 H
|
THIAGO MARQUES DE MIRANDA
|
PÓS
|
SERVENTES
NOME COMPLETO
|
ESCOLARIDADE
|
ACT ou EFETIVO
|
CARGA HORÁRIO
|
CARMINA AMORIM
|
FUNDAMENTAL
I
|
ACT
|
40h
|
ROSANA
|
FUNDAMENTAL
I
|
EFETIVA
|
40h
|
MERENDEIRA
NOME COMPLETO
|
ESCOLARIDADE
|
ACT
ou EFETIVO
|
CARGA HORÁRIO
|
CLACI KAUFMANN
|
GRADUANDA
|
40h
|
|
SANDRA LOBO
|
FUNDAMENTAL I
|
40h
|
|
Turmas (alunos)
Especificação
|
Quantidade
|
Vacância
|
Limite
|
1ª1
|
27
|
27
|
|
1ª2
|
26
|
1
|
27
|
2ª1
|
24
|
3
|
27
|
2ª2
|
27
|
0
|
27
|
2ª3
|
25
|
2
|
27
|
3ª1
|
29
|
-2
|
27
|
3ª2
|
28
|
-1
|
27
|
4ª1
|
24
|
6
|
31
|
4ª2
|
23
|
8
|
31
|
4ª3
|
25
|
6
|
31
|
5ª1
|
29
|
2
|
31
|
5ª2
|
30
|
1
|
31
|
Financeiros
Fonte
|
Valor – receita
|
Data
|
Saídas
|
Discriminação
|
Fonte
|
Valor – receita
atualizado – 1º Bimestre
|
Fonte
|
Valor – receita
atualizado – 2º Bimestre
|
Fonte
|
Valor – receita
atualizado – 3º Bimestre
|
Fonte
|
Valor – receita
atualizado – 4º Bimestre
|
3. MARCO
REFERÊNCIAL
Quem
somos,onde estamos e quanto falta para chegar onde queremos estar enquanto
escola. Este marco referencial buscará responder a estas perguntas, cujas
explanações, nos levarão ao diagnóstico e, consequentemente, ao plano de ação,
o qual denotará as ações a serem praticadas em 2019, conforme os objetivos de implementação
e execução das ações pedagógicas. Integrando ainda a este projeto a criação da
equipe supervisora e mecanismos de avaliação para garantia do sucesso da
proposta pedagógica desta forma, os problemas advindos do inesperado, serão
dirimidos pelos mecanismos de prontidão como assembleias, conselho escolar e
regimento interno.
3.1
Marco
situacional
Este marco expressará um
conjunto de diagnósticos que serão transformados, portanto, em desafios a serem
vencidos. Convertendo-se, assim em metas a serem alcançadas.
3.1.1
Desafio 1
O
problema do entretenimento em função do consumismo e novas tecnologias
presentes em sala de aula.
O
Brasil, assim como o resto do mundo, vive hoje uma realidade inusitada, por
conta do avanço tecnológico, da indústria do entretenimento, que alimenta a
alienação, como é o caso da indústria cultural, das redes sociais cibernéticas
e todas as facilidades advindas da tecnologia e, tudo isto, imerso num macro
sistema que denominamos mercado, que enquadra o indivíduo como ator principal,
enquanto consumidor. Uma sociedade líquida, segundo Bauman, com diversos novos
e efêmeros modelos que se multiplicam dentro da sociedade, dando a esta, uma
qualidade movediça e líquida. Entretanto, o consumo permanece perene e cada vez
mais abrangente.
Então,
educar ou escolarizar neste contesto, implica em construir mecanismos capazes
de driblar as influências dos entretenimentos, enquanto alienantes. Influência que,
segundo Habermas, reduz a capacidade de reflexão, que acarreta a má formação de
valores que impedem aos alunos de terem uma postura adequada ao aprendizado,
visto que as salas de aula tem sido palco da presença de vários objetos de
consumo voltados para o entretenimento.
3.1.2. Desafio 2
Problema relativo aos resultados do
ensino empírico, e a pouca ênfase ao aprendizado dos conhecimentos emocionais,
axiológicos, filosóficos, artísticos e científicos.
Não obstante, há que se
considerar, também, as pressões mercadológicas que atuam sobre as escolas, por
intermédio do currículo extenso, tempo reduzido e metodologias de formato
empresarial que não propiciam aprendizagem significativa. Produzindo, assim,
pelo despreparo, a mão de obra barata condizente com o interesse do mercado, formando,
assim, uma sociedade com baixo aprendizado e baixo potencial criativo, o que
acarreta a reprodução de uma sociedade com baixo potencial para alavancar o
crescimento da nação brasileira. Formando, assim, uma nação com cidadãos mais
direcionados a operacionalidade, por conta da educação empírica e, ainda, um
cidadão de pouca inteligência emocional e pobre quanto a epistemologia
(conhecimento científico), axiologia (valores) e saúde. Deixando, assim, uma
nação com seus esforços voltados quase integralmente para solucionar os
problemas advindos destas fraquezas desnecessárias e não resolvidas na escola.
Portanto, temos: corrupção, infanticídios, feminicídio, desmatamentos, pouca
saúde, poluição, muita violência, muita pobreza e muitas crianças
desrespeitadas no seu direito de crescer, aprender e viver em ambiente propício
ao seu desenvolvimento,etc. Tudo isto, certamente, tolhendo do brasileiro o bem
viver e o bem conviver prejudicando, assim, os brasileiros eo Brasil no cenário
mundial, quando se trata de gerar aprimoramentos ou novas descobertas que se
tornam mais presentes quando se tem sustentação emocionais, axiológicos, filosóficos,
artísticos e científico.
3.1.3.
Desafio 3
Problema
relativo a necessidade de reverter, as condições objetivas e subjetivas que contribuem para produzir
ineficiência, má qualidade e desigualdade no sistema escolar produzido a partir da Declaração de Jomtien.
Encontramos também, como
limitação ao aprendizado, o número reduzido de horas de aula, assim como o
engessamento legislativo que impede graus significativos de mudança, quando
surgem, com capacidade para alavancar o aprendizado. Ou seja, a ausência de mecanismos
de gestão democrática e leis carentes de aprimoramento são, neste caso, o
grande desafio que precisa ser vencido para uma operacionalidade educativa
eficaz como aprimoramentos humanos e sociais. Buscando,
assim, reverter vinte
anos de políticas educacionais no Brasil, elaboradas a partir da Declaração
de Jomtien, que selaram o destino da escola pública brasileira e seu
declínio, segundo a pesquisadora equatoriana Rosa Maria Torres (1996) que avaliza
essa afirmação quando se refere ao pacote do Banco Mundial:
Sustentamos que
o referido pacote e o modelo educativo subjacente à chamada “melhoria da
qualidade da educação”, do modo como foi apresentado e vem se desenvolvendo, ao
invés de contribuir para a mudança no sentido proposto – melhorar a qualidade e
a eficiência da educação e, de maneira específica, os aprendizados escolares na
escola pública e entre os setores menos favorecidos - está, em boa medida,
reforçando as tendências predominantes no sistema escolar e na ideologia que o
sustente, ou seja, as condições objetivas e subjetivas que contribuem para
produzir ineficiência, má qualidade e desigualdade no sistema escolar. (p. 127).
(O dualismo perverso da escola pública
brasileira: escola do conhecimento para os ricos, escola do acolhimento social para
os pobres. José Carlos Libâneo, Universidade
Federal de Goiás)
3.1.4. Desafio
4
Problema
da aula expositiva, onde se considera que há crença de igualdade, mas na
verdade o que ocorre é a predominância da diferença e, isto, implicando em
pouco ou nenhum aprendizado.
Continuando, chegamos à sala de aula, verificamos que o ambiente que
deveria ter o foco no aprendizado, segundo Pedro Demo, tem no ensino. Isto
revela um protagonismo focado no professor e na atividade de ensino. Tudo isto
evidenciado pela aula expositiva onde o professor, claramente, protagoniza e,
certamente, possui pouca eficácia, pois a ideia de abranger a todos igualmente,
é uma incoerência, se considerarmos as diferenças, advindas das características
intrínsecas de cada aluno.O que torna inconsistente a afirmativa de que é
possível escolarizar satisfatoriamente de forma uniforme uma turma onde cada
aluno, por interação social (a maioria oriundas da família), possui preparos
diferenciados para o aprendizado dentro desta metodologia igualitária que
melhor se adequar às fábricas onde se aplica a produção em série. Portanto, esta
metodologia, privilegia os alunos mais preparados familiarmente, que são
poucos, e isto reduz em grande escala a missão da escola que é,
indiscriminadamente, possibilitar a todos reais condições para seu
desenvolvimento.
3.1.5. Desafio
5
Problema
relativo a necessidade de aprimorar os planejamentos, tornando-os mais coletivo
e abrangente.
Quanto ao planejamento, ferramenta primordial para o processo de
aprendizagem, este, tem sido feito de forma individual, basicamente, entre o
professor e a coordenação, impedindo, assim, ações pedagógicas mais abrangentes
quanto aos assuntos transversais, de grande valia para oportunizar aos alunos
aprimoramentos além do previsto na proposta curricular.
3.1.6. Desafio
6
Problema relativo a desconstrução de relações
advindas de hábitos feudais tardios brasileiros.
Quanto a responsabilidade em relação ao ambiente de estudo, não são
ministrados nenhum tipo de ensino ou procedimentos capazes de mudar ou
aprimorar hábitos sociais para o convívio em comunidade. Pois, as salas de
aula, ao final da última aula do turno, normalmente, estão em estado deplorável
quanto a arrumação e sujeira, aspectos ignorados pelos alunos e portanto, assim
se permite a reprodução, de costumes arcaicos, advindos das relações feudais
tardias brasileiras, que persistem nos dias atuais limitando o desenvolvimento
do aluno para o bem-conviver em sociedade e nos diversos coletivos que,
circunstancialmente, se integram, como na família, no trabalho, nos
acampamentos, etc.
3.1.7. Desafio
7
Problema relativo a cardápios alimentícios que
ainda apresentam alimentos carregados de componentes, comprovadamente,
maléficos para o corpo humano.
Quanto a alimentação, sabemos que é uma necessidade básica e prioritária
ao aprendizado, segundo Maslow. Contudo, por conta de mais um hábito congelado
e perpetuado, nós escolas e outras instituições, nos petrificamos e regredimos
quando ignoramos os avanços da ciência presentes nos artigos mais recentes e
que levarão anos ou décadas para chegarem as instituições para então serem,
tardiamente, aplicados por estas instituições. Certamente, isto acontece na
educação, na medicina e no campo de estudos nutricionais desatrelados dos
conhecimentos médicos complementares. Em virtude deste retardo, nossas escolas,
quanto a alimentação, ainda caminha com os prejuízos outrora desconhecidos,
presentes na alimentação carregada de componentes causadores de diversos tipos
de doenças que, certamente, para serem curadas ou remediadas, dispende de
muitos esforços ou gastos para resolver problemas possíveis de serem evitados
com uma simples adesão aos novos conhecimentos já disponíveis para a
humanidade, mas, queainda estão foradas instituições. Lembrando que segundo Hipócrates,
o pai da medicina: “Que seu remédio seja o seu alimento e que seu alimento seja
o seu remédio”. Assim sendo, fica explicito a necessidade de direcionar
esforços para que nossos alunos tenham na sua alimentação, no dia a dia
escolar, um potencializador de saúde e aprendizado. Iniciando pela agua, quanto
ao pH e sua geometria molecular, pelo menos. Segue-se com as bolachas salgadas
-carregadas de gordura trans-, os óleos de vegetais, etc.
3.1.8. Desafio
8
Problema relativo a necessidade de uma avaliação
qualitativa que valorize a produção do aluno e possa ajudá-lo a se
conscientizar quanto a causa do maior ou menor sucesso por ele alcançado, sem
descartar a avaliação quantitativa, necessária ao sistema para geração de
políticas públicas de melhoria da qualidade do aprendizado.
Quanto a avaliação, fator primordial para garantia de sucesso dos
trabalhos implementadores, seja da aprendizagem, ou do andamento da
materialização do projeto. Hoje, temos uma avaliação classificatória que
menospreza os erros, no sentido de que, estes, são indicativos de ajustes de
procedimentos para uma maior aproximação do objetivo esperado. Faz-se hoje uma
avaliação desprovida dos elementos atitudinais, tão importantes para agregar
qualidade a uma avaliação eficiente, capaz de auxiliar ao aluno na descoberta ou conscientização sobre os motivos do seu
menor ou maior sucesso em suas atividades de aprendizagem.
3.1.9. Desafio 9
Problema relativo a avaliação e implementação das
10 competências gerais dentro da proposta curricular da escola.
Por fim, este ano de 2019 nos lança o desafio da implementação da BNCC
e suas dez competências gerais que
passarão a integrar a educação a nível nacional.
“1. Conhecimento
O que é: Valorizar e utilizar os conhecimentos sobre o mundo físico, social, cultural e digital.Para: Entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar com a sociedade.Incentivo: Fazer escolhas a partir desse conhecimento.
2. Pensamento científico, crítico
e criativo
O
que é: Exercitar a curiosidade intelectual e utilizar as ciências com
criticidade e criatividade. Para: Investigar causas, elaborar e testar
hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções. Incentivo: o foco
está na mobilização de adquirir novas habilidades e desenvolver o processo
cognitivo, como a atenção, memória, percepção e o raciocínio. É fazer o aluno
investigar sobre o assunto e apresentar soluções com o conhecimento adquirido.
3.Repertóriocultural
O
que é: Valorizar as diversas manifestações artísticas e culturais.
Para: Fruir e participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
Incentivo: Consciência multicultural, com incentivo à curiosidade e experimentação. (Aulas como da diversidade cultural do filme Viva e Pantera Negra são ótimos exemplos neste tópico)
Para: Fruir e participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
Incentivo: Consciência multicultural, com incentivo à curiosidade e experimentação. (Aulas como da diversidade cultural do filme Viva e Pantera Negra são ótimos exemplos neste tópico)
4. Comunicação
O que é: Utilizar diferentes linguagens. Para: Expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias, sentimentos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. Incentivo: Domínio de repertórios da comunicação e multiletramento, como acesso à diferentes plataformas e linguagens.
5. Cultura Digital
O que é: Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de forma crítica, significativa e ética.Para: Comunicar-se, acessar e produzir informações e conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria.
Incentivo: Contato com ferramentas digitais, produção multimídia e linguagem de programação – tudo de forma ética.
6. Trabalho e Projeto de Vida
O que é: Valorizar e apropriar-se de conhecimentos e experiências.
Para: Entender o mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas à cidadania e ao seu projeto de vida com liberdade, autonomia, criticidade e responsabilidade. Incentivo: Compreensão sobre o valor do esforço e capacidades, como determinação e auto avaliação.
7. Argumentação
O que é: Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis.
Para: Formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns, com base em direitos humanos, consciência socioambiental, consumo responsável e ética.Incentivo: Consciência sobre modos de expressão e reconhecimento de pontos de vista diferentes.
8. Autoconhecimento e autocuidado
O que é: Conhecer-se, compreender-se na diversidade humana e apreciar-se.Para: Cuidar de sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
Incentivo: Reconhecimento de emoções e sentimentos e como influência de suas atitudes. (Lembra da importância de ensinar aos alunos habilidades emocionais?)
9. Empatia e cooperação
O que é: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação. Para: Fazer-se respeitar e promover o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade, sem preconceitos de qualquer natureza. Incentivo: Diálogo como mediador de conflitos e acolhimento da perspectiva do outro.
10. Responsabilidade e cidadania
O que é: Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação. Para: Tomar decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
Incentivo: Participação ativa na avaliação de problemas atuais, levando em conta desafios como valores conflitantes e interesses individuais.As competências gerais serão trabalhadas em cada uma das áreas de conhecimento – Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Ensino religioso – e construídas por habilidades desenvolvidas a partir de atividades em sala de aula.A proposta da BNCC é colocar o estudante como agente ativo da sua própria educação, fazendo com que ele saiba identificar problemas, compreender conceitos, propor soluções, interagir com os colegas de classe, argumentar e etc. Aprendizagens sintonizadas com as necessidades dos alunos, gerando maior engajamento e adequando-se aos desafios da sociedade atual.
Não existe uma hierarquia
entre as 10 competências gerais. De acordo com o MEC, cada uma tem seu valor e
todas se articulam para o desenvolvimento positivo da educação dos alunos. Na
educação Infantil, por exemplo, os cinco campos de experiência – O eu, o outro
e o nós; Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; Escuta,
fala, pensamento e imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e
transformações – são o foco da aprendizagem, que deve se encaixar na proposta.
Os enfoques das novas
diretrizes citadas pelas 10 competências gerais da BNCC são como os novos
fundamentos da educação brasileira, a fim de construir um ensino linear. Dessa
forma, é legal também estimular os pais e responsáveis a lerem e conhecerem as
novas propostas. Assim, todos estarão por dentro das novas mudanças, gerando
uma harmonização, boa comunicação entre pais, escola e alunos e um excelente
desenvolvimento pedagógico. ”
3.1.10
– Desafio 10
Problema:
nosso número reduzido de professores, o qual é adequado, conforme a lei, nosso
tempo limitado para planejamento, também adequado, conforme a lei e o nosso
despreparo, nos limita em criatividade e ânimo, o que nos leva a preferir
seguir estruturas mortas, as quais, mesmo sabendo deste detalhe, seguimos. Sem
questionamento, ao invés de se olhar para o que está vivo, necessitando de
estruturas novas e vivas, para atender aos que anseiam por desenvolvimento.
Nossos alunos.
3.2-Marco doutrinal
Com base nos preceitos
legislativos, assim como as peculiaridades intrínsecas da comunidade e no
pensamentos dos teóricos considerados fundamentais para se pensar aprendizagem,
este marco norteará este PPP, quanto as reflexões, assim como, trará luz às
questões do “como”. Apresentando,
então, o que há de mais avançado e disponível em forma de conhecimento e
prática para o nosso PPP.
Portanto, após muita
pesquisas e encontros, foi possível percebermos valores consistentes nas
metodologias que renegam o conhecimento empírico e priorizam o teórico ou
científico e, isto nos leva a Lev Vygotsky com a Teoria Histórico-Cultural,
assim como a Davidov, com a Teoria do ensino Desenvolvimental (1988). Sendo
estas duas teorias citadas na Proposta Curricular catarinense. Somando-se a
estas concepções pedagógicas, abarcaremos também as metodologias ativas que,
comprovadamente, têm apresentado excelentes resultados no âmbito educacional
como, por exemplo, Aprendizagem por
pesquisa (Pedro Demo), “Aprendizagem baseada em equipes”,
desenvolvida, inicialmente, por Michaelsen, como uma estratégia instrucional; a
construção de mapas conceituais,
associada a teoria da aprendizagem significativa de Ausubel, assim como com
suas derivações em Novak e Gowin
Portanto, este PPP tem como
pressuposto o propósito de reunir o que há de melhor para implementação de
nossa missão escolar.
De alguma forma, nos alinhamos com a
legislação que, como citação, complementa este documento e, assim, nos ampara
para realização daquilo que se faz necessário para implementação deste projeto:
RESOLUÇÃO
CNE/CP Nº 2, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2017
que institui e
orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular, a ser respeitada
obrigatoriamente ao longo das etapas e respectivas modalidades no âmbito da
Educação Básica
“Art. 3º No âmbito da BNCC, competência é definida como a mobilização
de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas cognitivas
e socioemocionais), atitudes e valores, para resolver demandas complexas da
vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.
Parágrafo Único: Para os efeitos desta Resolução, com
fundamento no caput do art. 35-A e no §1º do art. 36 da LDB, a expressão
“competências e habilidades” deve ser considerada como equivalente à expressão
“direitos e objetivos de aprendizagem” presente na Lei do Plano Nacional de
Educação (PNE).
Art. 4º A BNCC, em atendimento à LDB e ao Plano Nacional de
Educação (PNE), aplica-se à Educação Básica, e fundamenta-se nas seguintes
competências gerais, expressão dos direitos e objetivos de aprendizagem e
desenvolvimento, a serem desenvolvidas pelos estudantes
3.2.1-Metodologias ativas como bases para
mudanças
Sobre as metodologias chamadas ativas, podemos dizer que é uma metodologia
que se diferencia das tradicionais de transmissão de conhecimento, como ação do
professor, para um conhecimento produzido a partir da ação e reflexão do aluno,
proporcionada pela estratégia desenvolvida, pelo professor, que coordena o
processo, oportunizando ao aluno por intermédio de uma metodologia ativa, a
construção de uma aprendizagem significativa.
Estratégias e metodologias bem
sedimentada no campo teórico do “Histórico
cultural” de Vygotsky e “Aprendizagens
significativas” de Ausubel. Teorias que precisam ser compreendida para
uma aplicabilidade eficaz nas salas de aprendizagem.
Metodologias ativas
O ensino brasileiro nas escolas públicas, estão focados
no conhecimento empírico, ou seja, no também chamado conhecimento escolar,
visto que ao adentrar a escola o conhecimento é subtraído de uma construção
mais complexa e adaptado para passar a fazer parte de um currículo escolar.
Sendo assim, não resta outra alternativa ao aluno, a não ser aprender
mecanicamente, ou seja, um pouco de compreensão e fixação daquele segmento
recortado do conhecimento. Desta forma, o professor e o aluno, praticam uma
tarefa hercúlea para produzir este tipo de aprendizado, o qual chamamos de
empírico. Pois a fixação ocorre a partir do uso contínuo. Sem o uso, este
conhecimento tende a se apagar e o aluno não tem como mantê-lo, a não ser pela
repetição, como sugere a neurociência.
Certamente, esta prática é como querermos que um indivíduo cresça forte e saudável e só damos para ele,
como alimentos, apenas alguns alimentos,
que já possuem água e esta é a única água que eles ingerem. A sede existe mas a
única água que tem para sacia-la é a que está no próprio alimento e, que não é suficiente para que ocorra o
processo completo para absorção dos nutrientes. Isto, certamente, limitando a
absorção dos nutrientes, obrigará o corpo deste indivíduo a se reestruturar
internamente para viver desta forma o quanto for possível, sem se quer
vislumbrar a possibilidade de ir além da sobrevivência e, para este individuo
não perceber tudo isto, alguns alimentos são gostosos e geram até um certo
prazer. Assim, a água que faz a verdadeira diferença e mais potencializa o
indivíduo, só é usufruída por alguns outros indivíduos que apresentam maior
desenvolvimento e potencialidades.
Pois bem, para as metodologias ativas, a água que está
nos alimentos e são de fácil acesso, é a que é utilizada, mas existe neste
mesmo alimento uma grande quantidade água de acesso um pouco mais trabalhoso,
porém é mais que suficiente para absorção dos nutrientes e, o que sobra, se
armazena como conhecimento prévio (Vygotsky) ou subsunçor (Ausubel) que servirá
de âncora para novos conhecimentos que chegarão ao cais.
Tanto Vygotsky quanto Ausubel,
se referem a importância
de ancorar o conhecimento, e, ambos apontam para a importância de estimular o
aluno a pensar, como se assim, este aluno aprendesse a cavar seu próprio poço e
dele tirar toda a água necessária a construção de seu aprendizado. Ou seja o
conhecimento pode vir desconectado, solto, empírico, mas o aluno deve aprender
a conectá-lo, investigando, refleti-lo, subsidiado por amigos que ofertam
colaborações auxiliando, assim, uns aos outros e todos, ao final do processo
terão um conhecimento escolar transformado em científico, super nutrido de
conexões, para um crescer contínuo, leve e profundo.
Podemos dizer também, que no campo pedagógico, os
conceitos são essenciais, junto com o subsunçor para dar sentido e aceitação em
forma de aprendizado para o aluno. Mas somente o aluno é capaz de caminhar até
o conhecimento e, cabendo ao professor, a função de iluminar este caminho, até
que o aluno finalize e ilumine sua obra e, lembrando que a luz é a linguagem
que serve de mediadora nas descobertas ou reflexões dentro deste sistema de
aprendizagem.
Isto nos remete a Maiêutica, a Sócrates, que sabia
perguntar tão bem que não precisava responder para o aluno. Pensemos que ainda
é este o papel do professor, dar à luz por intermédio de perguntas ou
situações problemas. Como a mãe de
Sócrates era parteira, ele associou sua técnica a atividade de sua mãe,
querendo dizer que ensinar é “fazer parir o conhecimento”
Portanto, não é de se admirar que as metodologias ativas,
todas são voltadas para a participação ativa do aluno em seu próprio
aprendizado e a ação planejadora do professor para o sucesso do aluno quanto a
produção deste aprendizado. Sabendo que o conhecimento inicialmente é empírico
e será transformado em teórico ou científico e, posteriormente,
operacionalizado pelo aluno.
3.2.2- Conhecimento
empírico ou escolar versus conhecimento teórico ou científico
Nesta alegoria imagética, fica explicita
a diferença entre uma memorização sem conceituação de apoio, como ocorre com o
conhecimento empírico ou mecânico e uma outra com conceituação primária, que o
conhecimento teórico pode proporcionar sendo que o próprio aluno pode realiza a
partir de uma estrutura metodológica criada, pelo professor, para esta
construção.
3.2.3 - Princípio básico para construção
de estratégias na construção de
conceitos e conhecimentos.
Partindo
de um axioma, lançado por Jay Gould, em sua coleção de frases citadas por
pensadores diversos, Dhyana diz: “Você está onde seu pensamento está” e para
construção conceitual, que corrobore com a prática das metodologias ativa, esta
afirmação se encaixa como um axioma perfeito para elucidar sobre o porquê da
pertinência destas metodologias.
Ficando
aceito que estamos onde nossos pensamentos então, podemos fazer um pensamento
paralelo, construindo a ideia de que pertencemos a um grupo de turistas e,
então, somos conduzidos a um museu e lá chegando, o guia turístico nos fala de
tudo que tem no museu, a medida que vamos caminhando em nosso itinerário e
vamos anotando, tentando memorizar algumas coisas, nos divagando e perdendo
parte da explicação, ou, ainda, pode, algum de nós se encantar com algo
presente, mas que não está no foco da explicação e o encanto ser tão intenso,
que chegamos a nos desgarrar do grupo. Mais ou menos assim, ocorrem o que
consideramos como aula em uma sala de aula no ambiente escolar. Prosseguindo, após alguns dias, será feita
uma verificação se o que foi mostrado e explicado, foi fixado pelos “turistas”.
Daí, quem acertar 60% das perguntas, continua no itinerário e quem não
conseguir, fica para trás e se encaixa no próximo grupo. Agora, se a prova
aplicada, for corrigida e aqueles que erraram 40% prestaram a atenção, se outra
forma com este mesmo conteúdo for aplicada, então, praticamente todos serão
aprovados e assim, todos seguirão o itinerário até o fim e terminarão com um
certificado de aprendizado em relação a tudo que o guia turístico explanou. Bom
daqui a 10 anos, aqueles participantes terão seus filhos e vão relatar o que
aprenderam no museu naquela data. Certamente, alguns pouquíssimos irão ser
capazes de relatar o básico: “...Fui com
um grupo e visitamos o Museu tal e lá
haviam muitas obras de fulano, ciclano e beltrano”. Tudo isto é
conhecimento empírico e só vai lembrar de alguma coisa, quem tiver muito boa
memória, principalmente, se colocarmos na equação o fato de que o grupo visitou
centenas de museus e, em cada um deles as coisas foram passadas de forma
semelhante. Dificilmente tais coisas serão lembradas e embora os certificados
certifiquem que mais de 70% foi internalizado, sabemos que, em verdade, nem 10%
estará guardado nas memórias destes turistas e, portanto, caberá a seguinte
pergunta: que formação ocorreu, de fato? E, sendo uma escola, que
conhecimentos, ali ensinados, estarão ajudando ao adulto a desempenhar seu
papel profissional? Pois bem, o que ocorreu foi o seguinte: os certificados
ajudaram ao adulto a entrarem para uma determinada empresa. Quanto mais amplo o
certificado, maior poderá ser o status do trabalhador que, de alguma forma exercerá,
sua função, conforme o aprendizado específico para aqueles afazeres. Normalmente, serão
ministrados conhecimentos empíricos e, desta forma, aquele trabalhador estará
amarrado àquele aprendizado pela prática. Se parar de praticar, poderá vir a
esquecer ou perder o traquejo para li dar com a tal atividade. Ou seja, de
qualquer forma, este estudante, em questão, ficará amarrado pelo empirismo,
também quando adulto e trabalhador e, consequentemente, amarado ao tipo de
trabalho. Ou seja, seguir o currículo e o conhecimento adquirido, ainda assim,
não é libertador. Não vai gerar autonomia ampla.
Agora,
vamos voltar ao grupo que está no museu recebendo as informações do guia
turístico. E o guia os separa em grupo e
sugere que os mesmos, uma vez , nos grupos formados, escolham espaços físicos
do museu e se atenham as poucas obras ali presentes. Podem tocar, fotografar,
buscar na internet algumas informações sobre esta ou aquela obra, podendo
investigar as relações com fatos da época, presentes, de alguma forma nas
subjetividades daquela obra, ou seja, indo além do nome do autor, data e local
de produção daquela obra, etc. Logo após o cumprimento desta atividade, faz-se
um rodízio de espaços e assim sucessivamente até que todos circulem por todos
os espaços. Ao final, um representante de cada grupo apresenta para os demais
as constatações elencadas pelo seu grupo e assim, sucessivamente, e, a medida
que cada representante atua, o guia turístico, pode, quando necessário, agregar
algum dado ou esclarecer algo que não foi bem compreendido. Certamente, esta
unidade curricular, foi expandida para além de suas dimensões curriculares,
atuando desde relacionamentos entre indivíduos, até conexões entre saberes, o
que colabora para uma real autonomia, advinda do aprofundamento que foi
possível, graças a esta metodologia. A esta metodologia, damos o nome de ABE,
Aprendizagem Baseada em Equipes. Mas...e as prova?! Não foram necessárias. E daqui a dez anos,
como será esta equipe? Será de pessoas capazes de trabalharem em grupo,
investigarem trocarem ideias e operacionalizarem os conceitos e conhecimentos
advindos do processo. Assim com um grau de autonomia, mais elevado. E a
quantidade de visitas, vai interferir para o esquecimento?! A princípio, se aprenderá mais com menos museus, digo, unidades curriculares,
trabalhadas. E a forma de gerar conhecimento contará como maior ferramenta para
relacioná-lo com a aprendizagem significativa relativa ao conhecimento que se
fizer necessário. Contudo, o que tiver aprendido empiricamente, ou não, e
persistir como conhecimento ativo, podendo facilmente ser acessado pela
memória, denotando inteligência, irá, certamente, ampliar as competências e
habilidades do indivíduo.
3.2.4
- Criando subsunçores – informações ou conhecimentos apoiadores extraídas de:
um vídeo, um texto, um problema...
Estamos onde nosso pensamento está
Agora
Vamos imaginar o museu como um lugar onde todos estamos. Mas estamos porque
todos fomos levados a pensar neste lugar, como nos afirma o axioma a cima
mencionado. Pois bem. Um texto, um vídeo, um filme, um jogo,,,diversas são as
maneiras de levarmos um grupo a pensar em algo comum e, portanto, todos, num
dado momento, estarão neste lugar. Em seguida, vamos, por intermédio de um bom
planejamento e estratégias, manter estas pessoas neste lugar, dando para elas
atividades que realimente esta posição, enquanto esta será minunciosamente, por
eles explorada. Vamos exemplificar com um vídeo a ser assistido pelos alunos.
Eles assistem junto com os pais ou sozinhos. Chegando no espaço de aprendizado
escolar, eles são levados a responderem algumas perguntas chaves que se
relacionam com o conceito ou conhecimento, que por conter um fazer, implica em
uma habilidade que queremos desenvolver com os alunos. Seguindo, após responderem
este questionário, vão ser divididos em grupo e, em seguida, debaterão sobre as
respostas divergentes. Ao final, deverão buscar o consenso, quanto as novas
respostas, agora, considerando o potencial do grupo. Em seguida, terão acesso
as não respostas. Daí se algum grupo considerou resposta certa a alternativa
considerada não resposta, voltam a discutir a questão. Assim,
sucessivamente. Ao final, cada grupo
indica um representante para explicar como o grupo chegou a tais conclusões.
Certamente, procedendo assim, o professor levará os alunos a um determinado
lugar e, como no museu, promoverá um compartilhar de saberes e opiniões e ao
final procedem com a operacionalidade do que foi desenvolvido como saber. Seja,
este, um conhecimento, um conceito ou fato social. Lembrando que, sendo
conhecimento, implica em um fazer ou “habilidade” do ponto de vista pedagógico
e não empresarial.
3.3 - Marco operativo
Meta 1(desafios 1, 2, 3 e
4)
Com
base em nosso marco situacional, procuramos, aqui, a fundamentação necessária
para melhor compreensão do problema, com o intuito de descobrirmos qual a
melhor forma de resolvermos a problemática apontada.
·
(Desafio 1)
O
problema do entretenimento em função do consumismo e novas tecnologias
presentes em sala de aula.
·
(desafio 2)
Problema relativo aos
resultados do ensino empírico, e a pouca ênfase ao aprendizado dos
conhecimentos emocionais, axiológicos, filosóficos, artísticos e científicos.
·
(desafio 3)
Problema
relativo a necessidade de reverter , as condições objetivas e subjetivas que contribuem para produzir
ineficiência, má qualidade e desigualdade no sistema escolar produzido a partir da Declaração de Jomtien.
·
(desafio 4)
O Problema da aula expositiva, onde se considera que há crença de igualdade, mas na verdade o que
ocorre é a predominância da diferença e, isto, implicando em pouco ou nenhum
aprendizado.
Como estes quatro desafios estão intimamente ligados, convém uma
estratégia de solução que seja abrangente aos quatro. Podendo inclusive abarcar
outros desafios elencados.
3.3.1 - Consideração específicas para
fundamentação e reflexão sobre estes problemas:
Segundo Libâneo, em
decorrência do que se inicia com a
“Conferência
Mundial sobre Educação para Todos, realizada em Jomtien, na Tailândia, em 1990,
sob os auspícios do Banco Mundial, do Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (PNUD), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e
da Organização das Nações Unidas para a Educação e Cultura (UNESCO).”
Salienta,
que:
Com base em pesquisa bibliográfica, este
estudo argumenta que a associação entre as políticas educacionais do Banco
Mundial para os países em desenvolvimento e os traços
da escola dualista representa substantivas explicações para o incessante
declínio da escola pública brasileira nos últimos trinta anos. Ao final do
texto, retoma-se a discussão sobre a necessidade de uma pauta comum dos
educadores em torno dos objetivos e das funções da escola pública.
Palavras-chave Políticas para a escola pública Declínio da escola pública Conferência
Mundial sobre Educação para Todos, de Jomtien Educação e pobreza Escola
dualista. Correspondência: José Carlos Libâneo Educação e Pesquisa, São Paulo,
v. 38, n. 1, p
Então, vivendo hoje, este dito
“dualismo perverso”, pois, sabemos que nos últimos 30 anos nossos governos e,
em consequência, nossas escolas, adotaram como cartilha as políticas
internacionais para países subdesenvolvidos ou e em desenvolvimento, onde
considera-se que, para população, são suficientes os conhecimentos básicos e universalizados para uso no dia a dia destes
países, assim como se torna fundamental a importância de ser, a escola, o
ambiente propício para construção, digo, formação do caráter do indivíduo.
Visto que esta declaração sugere
uma escola acolhedora, inclusiva e sócio educativa, basicamente, socializadora
como preconiza a psicologia e as ciências políticas, o que acarreta práticas que, seguem contra a escola tradicional,
focada no conhecimento e nas pesquisas, segue Libâneo:
“Em
face desses problemas, circula no meio educacional uma variedade de propostas
sobre as funções da escola, propostas estas frequentemente antagônicas, indo
desde as que pedem o retorno da escola tradicional, até as que preferem que ela
cumpra missões sociais e assistenciais. Ambas as posições explicitariam
tendências polarizadas, indicando o dualismo da escola brasileira em que, num extremo, estaria a escola assentada no
conhecimento, na aprendizagem e nas tecnologias, voltada aos filhos dos ricos,
e, em outro, a escola do acolhimento social, da integração social, voltada aos
pobres e dedicada, primordialmente, a missões sociais de assistência e apoio às
crianças (grifo nosso)”
Já
em Marília Gouvea de Miranda (2005), citada por Libâneo, temos:
“...pela
flexibilização das práticas de avaliação escolar e pelo clima de convivência
tudo em nome da intitulada educação inclusiva. Marília Gouvea de Miranda (2005)
assinala a principal mudança na educação de massas em decorrência das reformas
educativas neoliberais iniciadas por volta de Segundo ela, [...] a escola constituída sob o princípio do conhecimento estaria
dando lugar a uma escola orientada pelo princípio da socialidade (Grifo nosso).
O termo socialidade está sendo adotado aqui para ressaltar que a escola
organizada em ciclos se situa como um tempo/espaço destinado à convivência dos
alunos, à experiência da socialidade, distinguindo-se dos conceitos de
socialização e de desenvolvimento da sociabilidade tratados pela sociologia e
psicologia”. (p. 641)
“
Com
base nestes estudos esclarecedores, o próprio Libâneo nos acena com alguma
possibilidade de reversão deste processo há décadas desencadeado:
“Por um lado, a
noção mais restrita confina a aprendizagem numa mera necessidade natural,
desprovida de seu caráter cultural e cognitivo; por outro, a noção ampliada
dissolve o papel do ensino, destituindo a possibilidade de desenvolvimento
pleno dos indivíduos, já que crianças e jovens acabam obrigados a aceitar
escolas enfraquecidas, um ensino reduzido às noções mínimas, professores mal
preparados, mal pagos, humilhados e desiludidos. Diferentemente dessa concepção
de escola e de aprendizagem, a teoria histórico-cultural, a partir das
contribuições de Vygotsky e de seus seguidores, postula que o papel da escola é
prover aos alunos a apropriação da cultura e da ciência acumuladas
historicamente, como condição para seu desenvolvimento cognitivo, afetivo e
moral, e torná-los aptos à reorganização crítica de tal cultura. Nessa
condição, a escola é uma das mais importantes instâncias de democratização social
e de promoção da inclusão social, desde que atenda à sua tarefa básica: a
atividade de aprendizagem dos alunos. Tal aprendizagem não é algo natural que
funciona independentemente do ensino e da pedagogia. As mudanças no modo de ser
e de agir decorrentes de aprendizagem dependem de mediação do outro pela
linguagem, formando dispositivos internos orientadores da personalidade. Tal
como expressa Vygotsky, trata-se de uma reconstrução individual da cultura num
processo de interação com outros indivíduos: o que inicialmente são processos
interpsíquicos converte-se em processos intrapsíquicos. Sendo assim, a
intervenção pedagógica por meio do ensino é imprescindível para o
desenvolvimento cognitivo, afetivo e moral. Pelo ensino, opera-se a mediação
das relações do aluno com os objetos de conhecimento, criando condições para a
formação de capacidades cognitivas por meio do processo mental do conhecimento
presente nos conteúdos escolares, em associação com formas de interação social
nos processos de aprendizagem lastreados no contexto sociocultural.”
(LIBÂNEO, 2009).
Após
uma avaliação cuidadosa dos novos conhecimento advindos das pesquisas de nossos
cientistas mais eminentes da área da
pedagogia, e levando em consideração a afirmação de Young (2007): “Demandas
políticas/econômicas e realidades educacionais é uma das maiores questões
educacionais do nosso tempo”, entendemos, então, que em meio a tantas
articulações oriundas destas políticas,que reduzem a eficácia do papel da
escola dentro da sociedade, precisamos, também, dentro deste universo de novos
conhecimentos e novas metodologias pedagógicas encontrar conhecimentos e ter
criatividade para arquitetar, com estas novas inteligências, soluções que
possam reverter a degradação estabelecidas em nossas escolas.
3.3.2
- Aulas expositivas
Deve-se , ainda, não deixar de notar que
a predominância de aulas expositivas nas diversas partes do mundo e, por
consequência no Brasil e, portanto em nossa escola, se soma a este conjunto de
ações entrópicas dando sua parcela de degradação a qualidade educacional, visto
que, estasaulas,além de partirem do falso pressuposto da igualdade, dentre os
alunos, perdem força quando os alunos perdem valores, as novas tecnologias
viram atrativos tecnológicos e não de cognição, o mercado faz da cultura,
mercadoria, nas escolas faltam bibliotecas e a indisciplina bloqueia as ações
corretivas.
Sendo
assim, em nossa escola, priorizaremos as metodologias trinas, ativas, como
mapas conceituais, aprendizagens em equipe, aprendizagem por pesquisa, e
outras, levando em consideração a teoria histórico cultural de Vygotsky e do
Ensino desenvolvimental de Davidov, que segundo ele:
“...a escola deve ensinar os alunos a
pensar, quer dizer, desenvolver ativamente neles os fundamentos do pensamento
contemporâneo, para o qual é necessário organizar um ensino que alavanque o
desenvolvimento” (1988, p.03).
Com esta afirmação, Davidov nos acena
para o fato de que ensinar a pensar é algo fundamental para o desenvolvimento
do ser. O que traz em si grande sabedoria e consistência, visto que os
pensamentos são matéria prima que podem se converter em ferramentas de grande
diversidade, quanto a utilidade, e quando estas são bem orquestradas por um bom-pensar,
são verdadeiras forças motrizes em atuação na vida do indivíduo, assim como,
por suas ações, na própria sociedade.
Um
bom-pensar, acarreta boas escolhas e boas escolhas nos levam ao bem-viver e o
respeito e a solidariedade ao bem-conviver. Desta forma, entendemos que nossa
concepção pedagógica, deve caminhar focada no ensinar a pensar, caminhando do
empírico para o teórico, assim como, permitir no ambiente escolar, o
desenvolvimento, pela prática, dos valores complementares a boa formação que
entendemos ser o papel da escola. Certamente, para se desenvolver o bom-pensar,
faz-se necessário apreender informações e alguns conceitos e, com o bom-pensar,
criar novos conceitos partindo das informações e também dos conceitos já
conhecidos. Da mesma forma se faz necessário informações e conhecimentos para,
com estes, o bom-pensar desenvolver o fazer e, com estas duas colunas, erguer
ciência, filosofia, tecnologias... e, agregando a estas colunas, a criatividade
e imaginação, também erigir a arte e os conhecimentos da espiritualidade para
tratar, assim, também do que antecede a materialidade no mundo da existência,
assim como, também, adentrar o campo da poesia como estado de ser, o imaterial,
para produção do literário expresso no,
também, mundo da existência.
Portanto,
embora os pensadores apontem aspectos reais na análise da escola contemporânea
e estes, aspectos, reajam entre si produzindo desastres escolares e
educacionais, entendemos que o bom-pensar, como propomos, possa criar arranjos
melódicos e harmoniosos agregados e em consonância para realização de um salto
“quântico” civilizatório que possa nos levar por novos caminhos com estruturas
mais condizentes com o que há de novo no mundo, sem perdermos a capacidade de
reflexão e sem chances para produção de futuros holocaustos (Habermas) .
3.3.3 - Como indicativo de solução,
apontamos aqui algumas possibilidades de solução.
1-
Possibilitando
que o aluno possa, mais integralmente, dedicar-se as atividades de
aprendizagem, quando na escola, assim como proporcionar , paralelamente, condições
para o aprimoramento da responsabilidade, assim como: solidariedade, empatia,
autodeterminação/autonomia e propósito. Considerando, também, que que se o
aluno não der conta destes procedimentos, far-se-á necessário que os pais sejam
alertados, para que possam atuar de forma mais enfática com intuito de ajudar,
seu filho, neste momento de desenvolvimento atitudinal, de formação de valores
e aquisição de conhecimentos. Espera-se, para maior garantia de sucesso, poder
contar com um profissional presente na escola para auxiliar nas questões axiológicas
(valores).
2- Devemos orientar e estimular os pais a
não permitirem que seus filhos tragam para a escola qualquer tipo de objeto de entretenimento. Que tragam sim,
seu material de uso escolar, seus lápis apontados, canetas, cadernos, livros e
agendas.
3- Para produzir uma solução eficaz e
viável que possa alterar para melhor o quadro atual, de baixo rendimento, para
uma realidade com mais facilidade de retenção de um maior grau de aprendizagem
de conhecimentos para o aluno. Sabendo que com o conhecimento empírico há a
necessidade de muita memorização, o
que causa um grande desgaste para esta fixação e, consequentemente, o uso da
memória torna-se um fardo muito pesado quando este conhecimento é apresentado
em quantidade exagerada e, ainda, que a atenção do ser humano alcança seu
limite entre 15 e 18 minutos, podemos admitir como solução para estes
empecilhos, possibilidades diferentes de atividades de aprendizagem diferente
das aulas tradicionalmente empregada nas escolas. Pois sabemos que há o
predomínio do empirismo e consequentemente há uma maior dificuldade para
retenção, principalmente, pela conjuntura enormemente mais desafiadora, quanto
aos estímulos ao entretenimento, prejudicando, assim, o desempenho do aluno.
Levando em
consideração os caminhos apontados por Vigotsky, Davidov, Ausubel, e outros
pensadores, sobressai a questão de que uma aprendizagem significativa pode
acontecer de forma mais ampla quando pensamos em conhecimento prévio (Vigotsky), ou subsunçor
(Ausubel), por exemplo. Pedro Demo nos apresenta aprendizagem por pesquisa e que apontam para a importância da ancoragem do
conhecimento novo ao já existente e, ainda, Larry K. Michaelsen, com a aprendizagem baseada em equipes(ABE).
Todas estas novas metodologias, nos permite realizarmos a transmutação da sala
de aula tradicional, onde o foco é o ensino com o professor ao centro, pela
sala de atividades de aprendizagem, onde o professor, o meio (a linguagem e
demais recursos) e o aluno, interagem formando o sistema de aprendizagem para
produção dos conhecimentos, tornando, assim, um ambiente mais atualizado e mais
eficaz, à medida que os alunos se tornam atuantes dentro do processo e,
consequentemente, terão mais facilidade para retenção do conhecimento
sistematizados a eles próprios. Entendemos que com esta contrapartida, podemos
fazer da escola pública, a escola do conhecimento, assim como dos valores tanto
para ricos quanto para pobres e que a economia procure outra solução para
manter o status quo dos endinheirados e deixe as escolas cumprirem seu papel em
seu envolvimento com a humanidade. O direito ao aprendizado de todas as
crianças jamais deve ser tolhido por se considerar a escola, como aparelho de
regulagem econômica ou social
4. Por fim, conforme, BNCC, Resolução
municipal 01/2016, e LDB 9394/96, adequada pela Resolução 05/97 do CNE,
“As
atividades escolares se realizam na tradicional sala de aula, do mesmo modo que
em outros locais adequados a trabalhos teóricos e práticos, a leituras,
pesquisas ou atividades em grupo, treinamento e demonstrações, contato com o
meio ambiente e com as demais atividades humanas de natureza cultural e
artística, visando à plenitude da
formação de cada aluno (grifo nosso). Assim, não são apenas os limites da
sala de aula propriamente dita que caracterizam com exclusividade a atividade
escolar de que fala a lei. Esta se caracterizará por toda e qualquer
programação incluída na proposta pedagógica da instituição, com frequência
exigível e efetiva orientação por professores habilitados. Os 200 dias letivos
e as 800 horas anuais englobarão todo esse conjunto.”
Assim sendo, nossa escola adotará, além
das metodologias ativas, cientificamente, comprovada, como de maior
aprendizado, também as assembleias estudantis, devidamente orientada por um
número parcial de professores, que se revezarão, conforme a sucessão das
assembleias, com os demais professores que concomitantemente, estarão reunidos,
também na escola, com o objetivo básico de planejamento coletivo. Tudo isto
ocorrendo no intervalo de 1h. Esta ação dupla visa a revigorar a escola, as
adequações e as soluções para aspectos pedagógicos conflitantes, para, assim,
deliberar sobre adequações necessárias para aprimoramentos metodológicos com
fins de manter sempre elevado o aprendizado escolar.
Estas
assembleias atenderão aos objetivos claros e concretos contidos na LDB, 9394/96,
Art. 27 –I, quanto a:
“...
difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres do cidadão, de respeito ao bem
comum e à ordem democrática”
Na
10ª das 10 competências gerais da BNCC,
O
que é: Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade,
flexibilidade, resiliência e determinação. Para: Tomar decisões com base em
princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
Incentivo: Participação ativa na avaliação de problemas atuais, levando em conta desafios como valores conflitantes e interesses individuais.As competências gerais serão trabalhadas em cada uma das áreas de conhecimento – Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Ensino religioso – e construídas por habilidades desenvolvidas a partir de atividades em sala de aula.A proposta da BNCC é colocar o estudante como agente ativo da sua própria educação, fazendo com que ele saiba identificar problemas, compreender conceitos, propor soluções, interagir com os colegas de classe, argumentar e etc. Aprendizagens sintonizadas com as necessidades dos alunos, gerando maior engajamento e adequando-se aos desafios da sociedade atual.
Incentivo: Participação ativa na avaliação de problemas atuais, levando em conta desafios como valores conflitantes e interesses individuais.As competências gerais serão trabalhadas em cada uma das áreas de conhecimento – Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Ensino religioso – e construídas por habilidades desenvolvidas a partir de atividades em sala de aula.A proposta da BNCC é colocar o estudante como agente ativo da sua própria educação, fazendo com que ele saiba identificar problemas, compreender conceitos, propor soluções, interagir com os colegas de classe, argumentar e etc. Aprendizagens sintonizadas com as necessidades dos alunos, gerando maior engajamento e adequando-se aos desafios da sociedade atual.
Não existe uma hierarquia
entre as 10 competências gerais. De acordo com o MEC, cada uma tem seu valor e
todas se articulam para o desenvolvimento positivo da educação dos alunos. Na
educação Infantil, por exemplo, os cinco campos de experiência – O eu, o outro
e o nós; Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; Escuta,
fala, pensamento e imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e
transformações – são o foco da aprendizagem, que deve se encaixar na proposta.
O
enfoque das novas diretrizes citadas pelas 10 competências gerais da BNCC são
como os novos fundamentos da educação brasileira, a fim de construir um ensino
linear (grifo nosso). Dessa forma, é legal também estimular
os pais e responsáveis a lerem e conhecerem as novas propostas. Assim, todos
estarão por dentro das novas mudanças, gerando uma harmonização, boa
comunicação entre pais, escola e alunos e um excelente desenvolvimento
pedagógico.”
Portanto,
as assembleias, à medida que atendem estas orientações legais, também permitem
os encontros paralelos para o planejamento coletivo e, isto, atende,
diretamente, as necessidades metodológicas
para um perfeito arranjo entre as diversas áreas do conhecimento focado no
objetivo básico do Ensino Fundamental de 9 anos, conforme artigo 32 da LDB 9394/96.
Este formato
pedagógico proporcionará aprimoramentos relacionais e combaterá a solidão do
trabalhador da educação, isolado em seu planejamento, evidenciando, dentro da
escola, o principal valor de nossa gama de valores, que é a solidariedade.
Tudo isto,
implementado, fará de nossa escola uma verdadeira comunidade de aprendizagem,
com tertúlias dialógicas, assembleias e metodologias ativas entre outros
aparatos pedagógicos consistentes, só possíveis quando adotamos o propósito, a
autonomia, a responsabilidade, a empatia e, é claro, a solidariedade, como
nossos principais valores.
Meta
2 (desafio 5)
Problema relativo a necessidade de aprimorar os
planejamentos pedagógico, tornando-os mais coletivo e abrangente.
Quanto ao planejamento, ferramenta primordial para o processo de
aprendizagem, este, tem sido feito de forma individual, basicamente, entre o
professor e a coordenação, impedindo, assim, ações pedagógicas mais abrangentes, quanto aos assuntos transversais, de
grande valia para oportunizar aos alunos aprimoramentos conforme previsto na proposta curricular.
Com base nos resultados de pesquisas recentes, relativas as novas
metodologias, já apropriada por diversas escolas, entendemos que, por conta da
constatação da pouca eficácia das metodologias, hoje, presentes no cotidiano de
nossa escola, assim como, na maioria das escolas, atualmente, todos devemos
estar engajados na busca de soluções para melhoria dos resultados, observando
nossos pontos fracos para, então podermos, com base neles, construir soluções
consistentes,aplicáveis e abertas ao aprimoramento, conforme nossa aprendizagem
em (e como) equipe. Pois, temos hoje como realidade, um quadro escolar de grande indisciplina, pouquíssimo
aprendizado, falta de conselho escolar, alienação, pouca cooperatividade, pouco
comprometimento com a missão escolar, com o próprio aprendizado, pouca
comunicação, etc.
Contudo, a tomada de decisão para inovações, passam por fortes barreiras
internas, a nível de indivíduos, assim como, externas, presentes no sistema e
mesmo da sociedade.
Optamos então por iniciar o processo pelo aprendizado do conhecimento
necessário para nos tornarmos capazes de transpormos as barreiras individuais
que rondam as inovações naturais necessárias ao aprimoramento pedagógico.
Meta
3 (desafio 6)
Problema relativo a desconstrução de relações advindas de hábitos
feudais tardios brasileiros.
Quanto a responsabilização em relação ao ambiente de estudo, aos alunos,
não são ministrados nenhum tipo de ensino ou procedimentos capazes de mudar ou
aprimorar hábitos sociais para o convívio em comunidade. Pois, as salas de
aula, ao final da última aula do turno, normalmente, estão em estado deplorável
quanto a arrumação e sujeira, aspectos ignorados pelos alunos e portanto, assim,
se permite a reprodução, de costumes arcaicos, advindos das relações feudais
tardias brasileiras, que persistem nos dias atuais limitando o desenvolvimento
do aluno para o bem-conviver em sociedade e nos diversos coletivos que,
circunstancialmente, se integram, como na família, no trabalho, nos
acampamentos, etc.
Para este desafio, necessita-se que pais e escola possam proporcionar
as crianças uma prática de responsabilidade e cooperatividade, quanto aos
ambiente por eles usados no âmbito escolar. Ou seja cuidar do ambiente onde
desenvolve suas atividades. Isto é condizente com civilidade e valores
necessários a humanização.Ou seja, este zelar pelo ambiente imediato, se
livrando das pegadas ambientais, preparando, assim, este aluno, para, enquanto
no ambiente mais amplo, como a própria natureza, que este também valorize zelar
pelo meio ambiente sabendo que é obrigação de todos nós e não apenas de alguns.
Ou seja, reproduzir a ideia de que uns estão para sujar e outros para limpar,
já está há muito tempo superado, a medida que consideramos que o homem já está
civilizado para o próprio homem e já a caminho
de se civilizar para natureza, assim como para os animais.
Meta
4 (desafio 7)
Problema relativo a cardápios alimentícios que
ainda apresentam alimentos carregados de componentes, comprovadamente,
maléficos para o corpo humano.
Quanto a alimentação, sabemos que é uma necessidade básica e
prioritária ao aprendizado, segundo Maslow. Contudo, por conta de mais um
hábito congelado e perpetuado, nós escolas e outras instituições, nos
petrificamos e regredimos quando ignoramos os avanços da ciência presentes nos
artigos mais recentes e que levarão anos ou décadas para chegarem as
instituições para então serem, tardiamente, aplicados por estas instituições.
Certamente, isto acontece na educação, na medicina e no campo de estudos
nutricionais desatrelados dos conhecimentos médicos complementares. Em virtude
deste retardo, nossas escolas, quanto a alimentação, ainda caminha com os
prejuízos outrora desconhecidos, presentes na alimentação carregada de
componentes causadores de diversos tipos de doenças que, certamente, para serem
curadas ou remediadas, depende de muitos esforços ou gastos para resolver
problemas possíveis de serem evitados com uma simples adesão aos novos
conhecimentos já disponíveis para a humanidade, mas, que ainda estão fora das
instituições. Lembrando que segundo Hipócrates, o pai da medicina: “Que seu
remédio seja o seu alimento e que seu alimento seja o seu remédio”. Assim
sendo, fica explicito a necessidade de direcionar esforços para que nossos
alunos tenham na sua alimentação, no dia a dia escolar, um potencializador de
saúde e aprendizado. Iniciando pela agua, quanto ao pH e sua geometria
molecular, pelo menos. Segue-se com as bolachas salgadas -carregadas de gordura
trans-, os óleos de vegetais, etc.
Meta
5 (desafio 8)
Problema relativo a necessidade de uma avaliação
qualitativa que valorize a produção do aluno e possa ajudá-lo a se
conscientizar quanto a causa do maior ou menor sucesso por ele alcançado, sem
descartar a avaliação quantitativa, necessária ao sistema para geração de
políticas públicas de melhoria da qualidade do aprendizado.
Quanto a avaliação,
fator primordial para garantia de sucesso dos trabalhos implementadores, seja
da aprendizagem, ou do andamento da materialização do projeto. Hoje, temos uma
avaliação classificatória que menospreza os erros, no sentido de que, estes,
são indicativos de ajustes de procedimentos para uma maior aproximação do
objetivo esperado. Faz-se hoje uma avaliação desprovida dos elementos
atitudinais, tão importantes para agregar qualidade a uma avaliação eficiente,
capaz de auxiliar ao aluno na descoberta
ou conscientização sobre os motivos do seu menor ou maior sucesso em
suas atividades de aprendizagem.
·
“Avaliação é: ‘um processo de captação das necessidades, a
partir do confronto entre a situação atual e a situação desejada, visando uma
intervenção na realidade para favorecer a aproximação entre ambas, que está
relacionado no modelo político pedagógico.’”
·
A
importância da avaliação está no fato de que é ela quem norteia a construção de
ajustes necessários a produção de saberes desenvolvidos pelo aluno no ambiente,
ou atitudes, de aprendizado
·
[...] avaliação só faz sentido se
favorecer a aprendizagem. Todavia, não se realiza aprendizagem qualitativa, sem
avaliar. Quando se combate o tom classificatório, [...] pretende-se, no fundo,
superar abusos da avaliação, no que estamos todos de acordo, mas não se poderia
retirar daí que avaliação, de si, não é fenômeno classificatório. (LUCKESI,
2002, p.23).
·
Basicamente,
busca-se a formação de um sistema da aprendizagem em substituição ao sistema de
ensino, meramente instrutivo, onde o professor é o protagonista,
diferentemente, portanto, da aprendizagem que tem o aluno e o método
co-protagonizando com o professor, assim como, com a avaliação e a produção
final sistematizada. Desta forma, o objeto de avaliação dentro do conceito de avaliação qualitativa,
é a produção do aluno que se torna significativa para seu progresso. Onde
acertos e erros são, igualmente, significativos para aproximar o aluno cada vez
mais de seu máximo potencial produtor de saberes.
·
Com
base na LDB 9394/96 no artigo 24:
“ A verificação do rendimento escolar
observará os seguintes critérios: avaliação contínua e cumulativa, do
desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os
quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas
finais.”
(Art. 24, V –a ’)
Notemos
que a LDB, nos deixa numa situação de ambiguidade. Pois devemos priorizar os
aspectos qualitativos sobre os quantitativos. Contudo, sabemos que quando
consideramos o sistema escolar, este é de fato classificatório e, neste,
predomina e prevalece os aspectos quantitativos.
Contudo,
hoje, com o avanço dos estudos pedagógicos, podemos dar a este artigo uma
interpretação um pouco menos antagônica, se considerarmos o que é aspectos e o
que é qualitativo.
Quanto
a ‘aspectos’ precisamos lembrar que
não se fala de aspectos
desnecessariamente, pois, estes, como nos diz a professora, AméliaHamze,
“ não são
notas, mas sim, registros de acompanhamento do caminhar acadêmico do aluno. O
educando, sendo bem orientado, saberá dizer quais são seus pontos
fortes, o que construiu na sua aprendizagem o que ainda precisa construir e
precisa melhorar”.
Segundo Pedro Demo, “Não há dicotomia entre quantitativo e
qualitativo” e, de fato, sempre há uma certa quantidade de um no outro.
Certamente, daí a razão da grande dificuldade para o descarte de um ou de
outro. Pois, ambos estão interligados e o que se faz necessário é saber como
utilizar as duas partes de modo que haja o maior benefício possível e, é neste
sentido que convém apontar a possibilidade de agregar ao sistema, o que é
quantitativo e ao professor o que é qualitativo, pelas características e potencialidades de
cada um destes adjetivos. Pois, a qualidade tem ação direta na aprendizagem, ao
passo que a quantidade, é “meramente” classificatória e subsidiária do sistema.
Pois, a qualidade da aprendizagem, se amplia quando os aspectos qualitativos,
se tornam condutores ou orientadores que favorecem o aprimoramento do aluno em sua
atuação ativa dentro do processo de aprendizagem, reorientando quanto as
reflexões, as fontes de pesquisa e até mesmo, quanto aos hábitos e atitudes no
caminhar da aprendizagem. Portanto, os feedbacks para o aluno, tem caráter
qualitativo e agrega melhoria de sua ação, enquanto agente ativo dentro do
processo de aprendizagem.
Contudo, a classificação necessária
para uso do sistema, também apresenta feedback sistêmico que, de alguma forma,
também reorienta ações e políticas públicas para produzir aprimoramento social.
Desta forma, estes dois adjetivos,
se reencontram a medida que enquanto o qualitativo qualifica o micro
(indivíduo), o outro, o quantitativo, qualifica
o macro (sociedade) e, assim como indivíduo e sociedade estão intimamente
ligados, o qualitativo e o quantitativo, também.
Com base nesta apresentação
retórica, convém, então que nossa escola não descarte nem o qualitativo e nem o
quantitativo, pois são inseparáveis, antão, antes, devemos procurar empregar
ambos da forma mais cabível e promissora possível. Sendo assim, nossa escola
praticará dois tipos de avaliações: qualitativa e quantitativa, priorizando
conforme o momento e os objetivos.
3.3.4 - Considerações relativas a avaliação
quantitativa
Avaliação de atuação sistêmica.
Voltada para classificação e feedback do sistema. Esta tem sua importância nas
questões mais gerais e objetivam, basicamente, a retroalimentação com geração
de políticas públicas internas ou externas. Esta avaliação terá como ponto
forte, as médias por turmas, por séries, por bimestre e anual. Assim como, a
média anual da escola, o que permitirá, se convier a Secretaria de educação, um
indicativo a nível municipal, caso as demais escolas adotem esta iniciativa.
Esta avaliação terá como estrutura
básica, um sistema de dados de fácil operação que pode ser operado pelos
professores e coordenação escolar. Esta estrutura de dados operará em conjunto
com a central de avaliação sistêmica, que receberá as questões dos professores,
compilará e, na data determinada, aplicará a todos os alunos em horário também
determinado.
Esta avaliação abordará aspectos
cognitivos, abrangendo todas as áreas do conhecimento, previstas para o ensino
fundamental, sempre levando em
consideração, também, as dez competências gerais da BNCC, assim como o
Art.32 da LDB/96( I, II, III, IV)

3.3.5
- Considerações relativas a avaliação qualitativa
Esta
avaliação será parte integrante das metodologias ativas aplicadas. Será voltada
para avaliação da metodologia, assim como se focará, também, no retorno para o
aluno com o intuito de orientá-lo em sua ação reflexiva na caminhada da
aprendizagem. Esta avaliação será implementada pelo professor, no decorrer do
processo de aprendizagem, objetivando, sempre, uma avaliação abrangente, que
não ignore os aspectos emocionais, culturais, axiológicos e cognitivos. Nesta
avaliação, o professor contará com a liberdade necessária para poder melhor
observar o desempenho e produtividade do aluno.
Quando
por ocasião de provas finais bimestrais, a avaliação do professor será
fundamental para que, em interagindo com o sistema quantitativo, possa
possibilitar ajustes necessários a uma maior clareza para fins de evitar uma
retenção ou classificação incompatível considerando a produção do aluno em
relação a ele mesmo. Desta forma,
esperamos estar praticando uma avaliação para mensuração do conhecimento com o
mínimo possível de taxa de erros e o máximo possível de taxa de aprendizado.
Considerando
a 9ª competência que diz:
“A
proposta da BNCC é colocar o estudante como agente ativo da sua própria
educação, fazendo com que ele saiba
identificar problemas, compreender conceitos, propor soluções, interagir com os
colegas de classe, argumentar e etc. Aprendizagens
sintonizadas com as necessidades dos alunos, gerando maior engajamento e
adequando-se aos desafios da sociedade atual.”
Isto
nos leva a se considerar que, com o uso das metodologias ativas, será possível
extrair das prerrogativas da BNCC, o que há de mais avançado na
contemporaneidade para reverter o quadro escolar e educacional, tão degradado
por medidas econômicas que propagam um modelo
escolar educacional gerador de mão de obra barata, formando, como tem
acontecido, jovens com baixíssimo conhecimento e pouca capacidade de reflexão.
Salientando que o inesperado são as metodologias ativas e que o sistema que
conserva as aulas, seguirão o rumo traçado por forças alheias ao campo da
educação. Sendo assim, é mister que o mais rápido possível, todos os nossos
professores possam estar preparados para a implementação destas novas
metodologias. Um exercício de ação multipotencializada, ou seja efeitos que
somam um maior número de resultados acertados que corrigem entropias do
sistema. Pois as metodologias ativas além de tirar o aluno da posição estagnado
diante das informações, estimula o aluno a movimentar-se mentalmente,
caminhando em busca de conclusões e produzindo conhecimento, do qual ele pode
expressar com vigor e conhecimento de causa. Diferente daquele conhecimento que
só sabemos por que o “professor falou” e “pronto!”.
E, certamente, este novo estado dinâmico do aluno enquanto produtor de sua
aprendizagem e, consequentemente, da sociedade, pois, transforma a sociedade,
criando fluxos e gerando crescimento evolutivo com ampliação das inteligências
melhorativas que trazem melhores soluções para os problemas, tanto sociais,
quanto individuais.
3.3.6 - Avaliação qualitativa para
dialogar com o aluno em metodologias ativas
UNIDADE CURRICULAR
|
Hab.:
|
Hab.:
|
|
Hab.:
|
|
Hab.:
|
|
Hab.:
|
NOME
|
COMPREENSÇAO
|
PARTICIPAÇÃO
|
ARGUMENTAÇÃO
|
COLABORAÇÃO
|
||||||||||||
A
|
B
|
C
|
D
|
A
|
B
|
C
|
D
|
A
|
B
|
C
|
D
|
A
|
B
|
C
|
D
|
|
fulano
|
A
|
A
|
A
|
A
|
||||||||||||
ciclano
|
A
|
A
|
A
|
A
|
||||||||||||
CASA
|
A
|
A
|
A
|
A
|
||||||||||||
SANDRA
|
A
|
A
|
A
|
A
|
||||||||||||
JANTAR
|
A
|
A
|
A
|
A
|
||||||||||||
MONTANHA
|
B
|
B
|
B
|
B
|
||||||||||||
KILOMBO
|
||||||||||||||||
RIACHUELO
|
||||||||||||||||
RROM
|
||||||||||||||||
ANHANGUERA
|
||||||||||||||||
MAOMI
|
||||||||||||||||
CATARATA
|
||||||||||||||||
CATARINA
|
||||||||||||||||
CATÓDICO
|
||||||||||||||||
BLUMENAL
|
||||||||||||||||
VIVIAN
|
||||||||||||||||
ARUA
|
||||||||||||||||
CANGAÇO
|
||||||||||||||||
MARROM
|
||||||||||||||||
VEDETE
|
||||||||||||||||
TITITT
|
||||||||||||||||
TUTU
|
||||||||||||||||
KARLA
|
||||||||||||||||
Celtrano
|
||||||||||||||||
MAMÃO
|
||||||||||||||||
ABACATE
|
||||||||||||||||
Abelim
|
||||||||||||||||
CATUPÉ
|
||||||||||||||||
VIVER
|
||||||||||||||||
Bebelim
|
||||||||||||||||
Cebelim
|
||||||||||||||||
Dedelim
|
||||||||||||||||
Ebelim
|
||||||||||||||||
Recomenda-se
o uso de lápis e borracha para as anotações.
Conceitos ‘A’, ‘B’, ‘C’ e ‘D’
B= 2
C=1,5
D=1
Avaliação
qualitativa para dialogar com o aluno quanto aos trabalhos ou pesquisa
TEMA DO TRABALHO:
|
||||||||||||||
NOME
|
Compreensão
|
DATA
DE ENTRE-GA
|
ARGUMENTAÇÃO
|
CONCLUSÃO
|
||||||||||
A
|
B
|
C
|
D
|
A
|
D
|
A
|
B
|
C
|
D
|
A
|
B
|
C
|
D
|
|
fulano
|
A
|
A
|
A
|
A
|
||||||||||
ciclano
|
A
|
A
|
A
|
A
|
||||||||||
CASA
|
A
|
A
|
A
|
A
|
||||||||||
SANDRA
|
A
|
A
|
A
|
A
|
||||||||||
JANTAR
|
A
|
A
|
A
|
A
|
||||||||||
MONTANHA
|
B
|
B
|
B
|
B
|
||||||||||
KILOMBO
|
B
|
B
|
B
|
B
|
||||||||||
RIACHUELO
|
B
|
B
|
B
|
B
|
||||||||||
RROM
|
B
|
B
|
B
|
B
|
||||||||||
ANHANGUERA
|
B
|
B
|
B
|
B
|
||||||||||
MAOMI
|
B
|
A
|
A
|
A
|
||||||||||
CATARATA
|
B
|
A
|
A
|
A
|
||||||||||
CATARINA
|
B
|
A
|
B
|
A
|
||||||||||
CATÓDICO
|
B
|
A
|
B
|
A
|
||||||||||
BLUMENAL
|
B
|
A
|
B
|
A
|
||||||||||
VIVIAN
|
C
|
B
|
B
|
A
|
||||||||||
ARUA
|
C
|
B
|
B
|
A
|
||||||||||
CANGAÇO
|
C
|
B
|
A
|
A
|
||||||||||
MARROM
|
C
|
B
|
A
|
A
|
||||||||||
VEDETE
|
A
|
B
|
A
|
A
|
||||||||||
TITITT
|
A
|
A
|
A
|
A
|
||||||||||
TUTU
|
A
|
A
|
A
|
A
|
||||||||||
KARLA
|
A
|
A
|
A
|
B
|
||||||||||
Celtrano
|
B
|
A
|
A
|
B
|
||||||||||
MAMÃO
|
B
|
A
|
A
|
B
|
||||||||||
ABACATE
|
B
|
A
|
A
|
B
|
||||||||||
Abelim
|
B
|
A
|
A
|
B
|
||||||||||
CATUPÉ
|
B
|
B
|
B
|
A
|
||||||||||
VIVER
|
B
|
B
|
B
|
A
|
||||||||||
Bebelim
|
B
|
B
|
B
|
A
|
||||||||||
Cebelim
|
B
|
B
|
B
|
A
|
||||||||||
Dedelim
|
C
|
B
|
B
|
A
|
||||||||||
Ebelim
|
C
|
A
|
A
|
B
|
||||||||||
A= EXCELENTE =2,5
D=INSUFICIENTE=1
Avaliação
atitudinal
NOME
|
ASSIDUIDADE
|
PONTUALIDADE
|
MATERIAL
ESCOLAR
|
COLABORAÇÃO
|
NOTA
|
||||||||||
2,5
|
2
|
1,5
|
1
|
2,5
|
2
|
1,5
|
1
|
1
|
0
|
2,5
|
2
|
1,5
|
1
|
||
A
|
B
|
C
|
D
|
A
|
B
|
C
|
D
|
A
|
D
|
A
|
B
|
C
|
D
|
||
fulano
|
A
|
A
|
A
|
A
|
|||||||||||
ciclano
|
A
|
A
|
A
|
A
|
|||||||||||
CASA
|
A
|
A
|
A
|
A
|
|||||||||||
SANDRA
|
A
|
A
|
A
|
A
|
|||||||||||
JANTAR
|
A
|
A
|
A
|
A
|
|||||||||||
MONTANHA
|
B
|
B
|
B
|
B
|
|||||||||||
KILOMBO
|
B
|
B
|
B
|
B
|
|||||||||||
RIACHUELO
|
B
|
B
|
B
|
B
|
|||||||||||
RROM
|
B
|
B
|
B
|
B
|
|||||||||||
ANHANGUERA
|
B
|
B
|
B
|
B
|
|||||||||||
MAOMI
|
B
|
A
|
A
|
A
|
|||||||||||
CATARATA
|
B
|
A
|
A
|
A
|
|||||||||||
CATARINA
|
B
|
A
|
B
|
A
|
|||||||||||
CATÓDICO
|
B
|
A
|
B
|
A
|
|||||||||||
BLUMENAL
|
B
|
A
|
B
|
A
|
|||||||||||
VIVIAN
|
C
|
B
|
B
|
A
|
|||||||||||
ARUA
|
C
|
A
|
B
|
A
|
|||||||||||
CANGAÇO
|
C
|
A
|
A
|
A
|
|||||||||||
MARROM
|
C
|
A
|
A
|
A
|
|||||||||||
VEDETE
|
A
|
A
|
A
|
A
|
|||||||||||
TITITT
|
A
|
A
|
A
|
A
|
|||||||||||
TUTU
|
A
|
A
|
A
|
A
|
|||||||||||
KARLA
|
A
|
A
|
A
|
B
|
|||||||||||
Celtrano
|
B
|
A
|
A
|
B
|
|||||||||||
MAMÃO
|
B
|
A
|
A
|
B
|
|||||||||||
ABACATE
|
A
|
A
|
A
|
B
|
|||||||||||
Abelim
|
A
|
A
|
A
|
B
|
|||||||||||
CATUPÉ
|
A
|
B
|
B
|
A
|
|||||||||||
VIVER
|
A
|
B
|
B
|
A
|
|||||||||||
Bebelim
|
A
|
B
|
B
|
A
|
|||||||||||
Cebelim
|
A
|
B
|
B
|
A
|
|||||||||||
Dedelim
|
A
|
B
|
B
|
A
|
|||||||||||
Ebelim
|
A
|
A
|
A
|
B
|
|||||||||||
Recomenda-se o uso de lápis e borracha
para as anotações.
A= EXCELENTE =2,5
B=BOM = 2
C=REGULAR = 1,5
D=INSUFICIENTE = 1
Parâmetros
avaliativos
Nossas avaliações serão
somativas e levarão em consideração os respectivos pesos: 2 para aspectos
atitudinais e 8 para aspectos cognitivos
3.3.7 - Considerações relativas ao Saber o
Básico
Se faz necessário compreender que uma base comum
curricular, precisa ser aquilo que é suficiente para que o indivíduo, por ter
este conhecimento, possa ser capaz de fazer boas escolhas capazes de
proporcionar a si mesmo, ao outro e a natureza benefícios harmoniosos
necessários a boa vida em sociedade ou fora dela. Corrigindo, assim, o
encantamento pelas tecnologias e mudando a postura hedonista que norteia o
caminho da alienação. Postura esta,
incentivada pelos banqueiros, reformadores empresariais, nas Declarações de
Jomtien (Tailândia. 1990), Dakar ( Nova Deli. 1993), e Salamanca (Espanha.
1994), etc.
“...os conteúdos e métodos de educação precisam ser
desenvolvidos para servir às necessidades básicas de aprendizagem dos
indivíduos e das sociedades, proporcionando-lhes o poder de enfrentar seus
problemas mais urgentes - combate à pobreza, aumento da produtividade, melhora
das condições de vida e proteção ao meio ambiente - e permitindo que assumam
seu papel por direito na construção de sociedades democráticas e no
enriquecimento de sua herança cultural;
2.5 os programas educacionais bem sucedidos exigem ações complementares e convergentes, no contexto do papel da família e da comunidade, nas áreas de nutrição adequada, cuidados efetivos da saúde e cuidado e desenvolvimento apropriado para crianças pequenas;”
2.5 os programas educacionais bem sucedidos exigem ações complementares e convergentes, no contexto do papel da família e da comunidade, nas áreas de nutrição adequada, cuidados efetivos da saúde e cuidado e desenvolvimento apropriado para crianças pequenas;”
(
Nova Deli. 1993)
Podemos ir muito além disto.
Além do acolhimento e além da escola como ambiente para solucionar os problemas
citados, que verdadeiramente, possuem causas instituídas distante do espaço
escolar. Cabe a escola aprimorar a aprendizagem e preparar o aluno por
intermédio das novas metodologias, prática da democracia e autonomia
intelectual.
Exemplo
de formato para recuperação.
3.3.8 - “Projeto 300”
Ainda dentro das metodologias ativas, o professor Ricardo
Fragelli, do curso de engenharia da universidade de Brasília, demonstrou, na
prática que os índices de aprovação aumentaram de 50% para 85% com o uso dos
valores: cooperatividade, solidariedade e propósito, adotados por seus alunos
na turma de cálculo I formada por 200 alunos, dentro do “Projeto 300”. Ele
expandiu a prática das metodologias ativas para recuperação dos alunos com
dificuldades não superadas na primeira fase. Porém, com uma ressalva
determinante para o sucesso da estratégia. Pois, como se sabe, alunos com notas
abaixo de 70%, têm direito a recuperação e alunos com notas acima desta marca,
não. Porém, ele abriu a possibilidade deste aluno “bom” aumentar sua nota se
estivesse presente num grupo onde alguns alunos de rendimento baixo, tivessem
seu rendimento aumentado. Ele se baseou no filme Os 300, que conta a história
dos 300 soldados que foram praticamente imbatíveis contra exércitos muitas
vezes superiores em número e armamento. E, segundo o comandante deste exército,
eles eram imbatíveis porque cada soldado de seu exercito não atacava o inimigo
e sim, defendia o seu companheiro em campo de batalha.
Desta
forma o professor chega ao nosso PPP como um case de sucesso. Resultado
comprovado e chega para complementar nosso arcabouço de metodologias para fazermos
de 2019 um ano promissor na educação brasileira.
Por
fim, para encerrar estes aportes teóricos, citamos Carl Rogers
“Nós não nascemos humanos, nós nos tornamos humanos.”
“...a palavra “humano” é conhecida por
bem poucas pessoas! A sua etimologia vem do latim “humus”, que significa “terra fértil”. Esse termo é o mesmo
que origina a palavra HUMILDADE. Ou
seja, só pode ser humilde alguém verdadeiramente humano, e só pode ser humana a
pessoa que faz de si uma terra fértil, capaz de gerar algo novo a partir de seus
nutrientes cultivados”.
E,
por fim, com base em Vitor Hugo:
A
águia é grande por voar
O
Rouxinol, por cantar
,Assim,
a águia conquista o espaço
O rouxinol, as almas, inspirando
compaixão e solidariedade.
Então, por que perguntar que alunos
queremos formar ao invés de, apenas colaborar para que nossos alunos venham a
ser águias que cantam (Fragelli) e, assim completarem sua humanidade.
Como:
Implementar o uso de metodologias ativas, reestruturar as avaliações, criar o
conselho escolar e introduzir problemas de lógica, com o intuito de desenvolver
o pensamento lógico.
Meta 6 (desafio 9)
Problema relativo a
implementação das 10 competências gerais dentro da proposta curricular da
escola.
3.3.9 - Considerações iniciais
Sobre o desafio 9, este ano de 2019 nos lança o desafio da
implementação da BNCC e suas dez competências gerais que passarão a integrar a educação a nível
nacional, corroborada pela resolução municipal
01/2016 do Conselho Municipal de Educação.
BNCC– As 10 competências gerais
“ 1. Conhecimento
O que é: Valorizar e utilizar os conhecimentos sobre o mundo físico, social, cultural e digital.Para: Entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar com a sociedade.Incentivo: Fazer escolhas a partir desse conhecimento.
2.
Pensamento científico, crítico e criativo
O
que é: Exercitar a curiosidade intelectual e utilizar as ciências com
criticidade e criatividade. Para: Investigar causas, elaborar e testar
hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções .Incentivo: o foco
está na mobilização de adquirir novas habilidades e desenvolver o processo
cognitivo, como a atenção, memória, percepção e o raciocínio. É fazer o aluno
investigar sobre o assunto e apresentar soluções com o conhecimento adquirido.
3.Repertóriocultural
O
que é: Valorizar as diversas manifestações artísticas e culturais.
Para: Fruir e participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
Incentivo: Consciência multicultural, com incentivo à curiosidade e experimentação. (Aulas como da diversidade cultural do filme Viva e Pantera Negra são ótimos exemplos neste tópico)
Para: Fruir e participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
Incentivo: Consciência multicultural, com incentivo à curiosidade e experimentação. (Aulas como da diversidade cultural do filme Viva e Pantera Negra são ótimos exemplos neste tópico)
4.Comunicação
O
que: é Utilizar diferentes linguagens.Para: Expressar-se e partilhar
informações, experiências, ideias, sentimentos e produzir sentidos que levem ao
entendimento mútuo.Incentivo: Domínio de repertórios da comunicação e multiletramento,
como acesso à diferentes plataformas e linguagens.
5.Cultura
Digital
O que é: Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de forma crítica, significativa e ética.Para: Comunicar-se, acessar e produzir informações e conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria.
Incentivo: Contato com ferramentas digitais, produção multimídia e linguagem de programação – tudo de forma ética.
6.Trabalho
e Projeto de Vida
O que é: Valorizar e apropriar-se de conhecimentos e experiências.
Para: Entender o mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas à cidadania e ao seu projeto de vida com liberdade, autonomia, criticidade e responsabilidade. Incentivo: Compreensão sobre o valor do esforço e capacidades, como determinação e auto avaliação.
7.Argumentação
O que é: Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis.
Para: Formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns, com base em direitos humanos, consciência socioambiental, consumo responsável e ética.Incentivo: Consciência sobre modos de expressão e reconhecimento de pontos de vista diferentes.
8.Autoconhecimento
e autocuidado
O que é: Conhecer-se, compreender-se na diversidade humana e apreciar-se.Para: Cuidar de sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
Incentivo: Reconhecimento de emoções e sentimentos e como influência de suas atitudes. (Lembra da importância de ensinar aos alunos habilidades emocionais?)
9.Empatia
e cooperação
O que é: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação.Para: Fazer-se respeitar e promover o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade, sem preconceitos de qualquer natureza.Incentivo: Diálogo como mediador de conflitos e acolhimento da perspectiva do outro.
10.Responsabilidade
e cidadania
O que é: Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação. Para: Tomar decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
Incentivo: Participação ativa na avaliação de problemas atuais, levando em conta desafios como valores conflitantes e interesses individuais.As competências gerais serão trabalhadas em cada uma das áreas de conhecimento – Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Ensino religioso – e construídas por habilidades desenvolvidas a partir de atividades em sala de aula.A proposta da BNCC é colocar o estudante como agente ativo da sua própria educação, fazendo com que ele saiba identificar problemas, compreender conceitos, propor soluções, interagir com os colegas de classe, argumentar e etc. Aprendizagens sintonizadas com as necessidades dos alunos, gerando maior engajamento e adequando-se aos desafios da sociedade atual.
Não existe uma hierarquia
entre as 10 competências gerais. De acordo com o MEC, cada uma tem seu valor e
todas se articulam para o desenvolvimento positivo da educação dos alunos. Na educação
Infantil, por exemplo, os cinco campos de experiência – O eu, o outro e o nós;
Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; Escuta, fala,
pensamento e imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e
transformações – são o foco da aprendizagem, que deve se encaixar na proposta.
O enfoque das novas
diretrizes citadas pelas 10 competências gerais da BNCC são como os novos
fundamentos da educação brasileira, a fim de construir um ensino linear. Dessa
forma, é legal também estimular os pais e responsáveis a lerem e conhecerem as
novas propostas. Assim, todos estarão por dentro das novas mudanças, gerando
uma harmonização, boa comunicação entre pais, escola e alunos e um excelente
desenvolvimento pedagógico.”
Resolução municipal do CMEG 01/2016, Art.
23
“Art.23–Amatriz
Curricular
para
o ensino de nove
anos do Ensino Fundamental
garantirá aos
estudantes:
O estudo da
língua
portuguesa
e a matemática, o conhecimento
do mundo
físico
e natural
e da realidade social e política;
II-desenvolver
habilidades intelectuais,
criar
atitude
se comportamentos desejáveis
para
a vida
e o convívio
em sociedade;
III-compreender
a cidadania como
participação
social
e política, como exercício
de direitos e deveres políticos, civis
e sociais, constituindo
no dia-a-dia,
atitudes de
solidariedade,
cooperação e repúdio às
injustiças,
respeitando
o outro e exigindo para si o mesmo respeito;
IV-conhecer
características
fundamentais do
Brasil
em suas dimensões
físicas, sociais,
culturais, geográficas e
econômicas para
a construção
progressiva
da identidade civil
e nacional;
V- valorizar a pluralidade
do patrimônio
sociocultural do
Brasil e de
outros povos
e nações,
em especial daqueles
cujas
matrizes formam o povo
brasileiro,
posicionando-se
contra qualquer discriminação baseada em
diferenças
culturais, de
classe social, de crença, de sexo,
de etnia
ou de outras
características individuais
e sociais;
VI -A questão ambiental contemporânea deve
ser trabalhada partindo da realidade local, mobilizando as emoções e energia
das crianças para a preservação do planeta e do ambiente onde vivem.
VII -conhecer suas
dimensões afetiva,
física, cognitiva, ética, estética,
percebendo-as
nas inter-relações pessoais, na
inserção social e desenvolvendo
sua auto estima e autoconfiança
no processo
de construção
do conhecimento e no
exercício da
cidadania;
VIII – cuidar do próprio
corpo, agir com
responsabilidade em
relação à saúde pessoal
e coletiva,
como
aspectos
básicos para a qualidade
de vida;
IX -apropriar-se
das diferentes
linguagens -verbal,
musical, matemática,
gráfica, plástica
e corporal-como
meio
para
produzir, expressar e comunicar
suas ideias, interpretar
e usufruir
das produções
culturais, em
contextos públicos
e privados;
X-recorrer
a diferentes
fontes de
informação e recursos
tecnológicos
para
construir o conhecimento;
XI l – utilizar
o pensamento
lógico, a criatividade, a intuição
e a capacidade de análise
crítica para questionar a realidade e formular problemas, resolvendo-os
por meio da
seleção de
procedimentos e verificação da
sua adequação.”
Então, se
juntarmos as 10 competências da BNCC com, especialmente, o artigo 23 da resolução
01/2016 do CMEG, concluiremos que nossa proposta pedagógica estará,perfeitamente,
alinhada e em consonância com o pensamento contemporâneo preconizado pela
Declaração de Jomtien e demais posteriores a esta. Contudo, embora os
resultados até hoje alcançados, têm sido desastrosos. Evasão escolar tem
aumentado e o nível de aprendizado tem caído. Concomitantemente o aumento da
indisciplina, falta de foco e falta de esforço discente e aprimoramento docentes,
assim como, a falta de mecanismos orientadores para correção de postura que
estão em desalinho com a aprendizagem. Tudo isto nos leva a busca incessante de
soluções. De novas metodologias e, para nosso alento, elas estão acontecendo.
São as chamadas metodologias ativas que tira o aluno da posição passiva e o
coloca dinâmico dentro do processo de aprendizagem. Sem monotonia e sem
retenção empírica, efêmera e pouco significativa. E, ainda, mudanças que
precisam dar respostas ao que já tem sido apontado como causa de evasão nas
séries finais do ensino fundamental, assim como do ensino médio.
Portanto, seria um contrassenso,
como diria Albert Einstein, querermos novos resultados se continuamos fazendo
sempre igual ao que fazíamos antes.
Por
isto, nossa escola adotará novas metodologias, priorizando aquelas que
contemplam estruturas de aprendizagem onde o aluno, de fato exerça
solidariedade, ação investigativa, reflexão individual e coletiva, argumentação
e operacionalidade quanto aos conhecimentos e conceitos construídos. E, assim,
implementando as leis que se tornarão realidade dentro da comunidade de
aprendizagem.
Basta lermos as 10 competências da
BNCC, a resolução CMEG 01/2016 e a proposta curricular do Estado de Santa
Catarina, que logo concluiremos que a opção pela mudança é acertada e cabe a
nós, escola, num prazo reduzido, nos aprimorarmos e implementarmos metodologias
ativas e fortalecermos nosso sistema de aprendizagem, dando um retorno
homeostático para cada indivíduo e para a sociedade, como uma retro alimentação
sistêmica e assim nos aproximarmos mais e mais de nossa missão e fortalecimento
de nossos valores,pois,
nossos valores serão de fundamental importância, visto que a escola, são as
pessoas e, estas, são seus valores e, estes, devidamente, energizados, produzem
e orientam projetos, que por sua vez, abrem os caminhos para o aprendizado.
Consequentemente,
o se dar conta do diagnóstico da estrutura atual, quanto aos embaraços
impeditivos de uma aprendizagem apropriada ao indivíduo na contemporaneidade
abarrotada de efemeridade, hedonismo, consumismo e cultura corrompida pelo mercado,
só resta as instituições escolares, a reestruturação. Cito o caso do Japão: se
lá os terremotos são frequentes, que os prédios possuam estruturas
antissísmicas. Estas estruturas chamam-se: amortecedores de molas. Cito uma
aeronave: se frequentemente ela tem que navegar por espaços turbulentos, que o
sistema automático de voo possua mecanismos que a protejam dos efeitos de
mudanças bruscas que acarretam perigo de quebra e de queda. Esta ferramenta
chama-se: “modo soft”.
Assim
como o sistema automático de navegação ou o sistema padrão de construção civil,
conforme os acontecimentos, precisam de mecanismos de prontidão para contornar
os perigos trazidos por certos acontecimentos, a escola necessita de mecanismos
de monitoramento e tomadas de decisão em tempo hábil para evitar transtornos
prejudiciais ao sistema. Estes mecanismos são: conselhos escolares geradores e
as assembleias criadas por estes. Assembleias deliberativas, políticas e
pedagógicas.
Politicas
por que buscam soluções para comunidade e pedagógicas porque os que participam
aprendem e se aprimoram no exercício político e, isto, significa que os alunos
não podem ficar de fora deste exercício pedagógico.
Por
fim, resta o exercício da sensatez do sistema quanto a dar a alforria as
escolas e subsidiá-las com os recursos públicos financeiros e capacitações de
direito legal da comunidade para que possam exercer sua missão plenamente e, ao
mesmo tempo, ampliar a supervisão e avaliações dos resultados alcançados e, daí
gerar políticas públicas que auxiliem os mecanismos de gestão da escola
deficiente no cumprimento de sua missão.
3.3.10 - Considerações
iniciais
Primeiramente,
vamos evidenciar a matriz curricular, depois, construir os planos de cursos
(anuais) e planos de ensino (bimestrais), observar os mecanismos de avaliação e
adotar as metodologias, priorizando as trinas, ou seja: as que preconizam
atuações ativas para o aluno, para a linguagem e para o professor, conforme a
unidade curricular a ser trabalhada.
Observando,
que há estabelecimentos escolares, capazes de encurtar caminhos utilizando o
querer de cada aluno, simplesmente, ensinando a partir do que o aluno tem
interesse. São escolas criativas nos talentos dos professores bem preparados,
capazes de adaptar a matriz curricular e até de produzir outras matrizes de
consistência igualmente elevada. Estas escolas possuem uma menor razão aluno
professor, são escolas muito bem equipadas com bibliotecas com enciclopédias,
obras literárias e outros meios de pesquisa. Possuem conselhos, assembleias e
praticam uma metodologia trina. Acima de tudo possuem pessoas com valores, que
geram projetos focados no interesse do aluno, e constroem conhecimentos,
que são operacionalizados e partilhados.
Meta
10 (desafio 10)
Problema:
Nosso número reduzido de professores, o qual é adequado, conforme a lei, nosso
tempo limitado para planejamento, também adequado, conforme a lei e o nosso
despreparo, que nos limita em criatividade e ânimo, nos levando a preferir seguir estruturas
mortas, as quais, mesmo sabendo deste detalhe, seguimos. Sem questionamento, ao
invés de se olhar para o que está vivo, necessitando de estruturas novas e
vivas, para atender aos que anseiam por desenvolvimento. Nossos alunos.
3.3.11 - Considerações preliminares
Como nossa escola não tem uma baixa razão, aluno professor,
não tem biblioteca e nem meios para pesquisa, conforme as necessidades de busca
dos alunos, nem conselhos, nem assembleias, nem valores, nem metodologia trina,
precisamos decidir rapidamente por onde vamos começar para, que em um
determinado prazo, possamos ser uma escola alinhada com a missão de orientar os
alunos nos caminhos da aprendizagem com a certeza de estarmos fazendo nosso
melhor para alcançarmos o bom aproveitamento.
Contudo, resta, a nossa
escola com recursos reduzidos, apresentar ao aluno o que está contido no currículo
oficial e contar com a motivação, conforme o propósito ou plano de vida do aluno
para que, em aceitando o desafio, ou simplesmente aderindo a proposta, possa,
então, participar do processo aceitando, assim, a metodologia adotada pelo
professor, seja ela una (palestra
conhecida como aula expositiva) de ensino, planejamento, com explicação, prova
e recuperação ou trina, sem palestra. De aprendizagem, com leitura, pesquisa,
elaboração e autoria.
4
- PLANO DE AÇÃO
4.1
- Metas pedagógicas
META
|
REFERENCIAL SITUACIONAL – PROBLEMAS
|
APROFUNDAMENTO
PARA
SOLUÇÃO
|
QUANDO
|
META 1
|
3.1.1
Desafio 1
O
problema do entretenimento em função do consumismo e novas tecnologias
presentes em sala de aula.
|
||
3.1.2. desafio 2
Problema relativo aos resultados
do ensino empírico, e a pouca ênfase ao aprendizado dos conhecimentos
emocionais, axiológicos, filosóficos, artísticos e científicos.
|
|||
3.1.3.
Desafio 3
Problema
relativo a necessidade de reverter , as condições objetivas e subjetivas que
contribuem para produzir ineficiência, má qualidade e desigualdade no sistema
escolar produzido a partir da Declaração
de Jomtien.
|
|||
3.1.4. Desafio número 4
Problema
da aula expositiva, onde se considera que há crença de igualdade, mas na
verdade o que ocorre é a predominância da diferença e, isto, implicando em
pouco ou nenhum aprendizado.
|
|||
META 2
|
3.1.5. Desafio
5
Problema
relativo a necessidade de aprimorar os planejamentos, tornando-os mais
coletivos e abrangentes.
|
||
META 3
|
3.1.6. Desafio
6
Problema relativo a desconstrução de relações
advindas de hábitos feudais tardios brasileiros.
|
||
META 4
|
3.1.7. Desafio
7
Problema relativo a cardápios alimentícios que
ainda apresentam alimentos carregados de componentes, comprovadamente,
maléficos para o corpo humano.
|
||
META 5
|
3.1.8. Desafio
8
Problema relativo a necessidade de uma avaliação
qualitativa que valorize a produção do aluno e possa ajudá-lo a se
conscientizar quanto a causa do maior ou menor sucesso por ele alcançado.
|
||
META 6
|
3.1.9. Desafio
9
Problema relativo a implementação das 10
competências gerais dentro da proposta curricular da escola.
|
||
META 7
|
3.1.10
– Desafio 10
Problema:
nosso número reduzido de professores, o qual é adequado, conforme a lei,
nosso tempo limitado para planejamento, também adequado, conforme a lei e o
nosso despreparo, nos limita em criatividade e ânimo, o que nos leva a preferir seguir estruturas
mortas, as quais, mesmo sabendo deste detalhe, seguimos. Sem questionamento,
ao invés de se olhar para o que está vivo, necessitando de estruturas novas e
vivas, para atender aos que anseiam por desenvolvimento. Nossos alunos.
|
4.2
-Metas administrativas
META
|
DISCRIMINAÇÃO
|
APROFUNDAMENTO
PARA
SOLUÇÃO
|
QUANDO
|
1
|
Fazer o inventário do material carga
da escola
|
Considerando que todo o material carga
da escola é um bem público e de total responsabilidade do diretor, convém que
todo o material seja catalogado e recebido pela direção da escola
|
|
2
|
Prova avaliativa de aprendizado das
turmas
|
Visto que é de responsabilidade do
Conselho Escolar, avaliar o aprendizado dos alunos, convém que seja
implementado o provão para avaliação quantitativa para que se possa, a partir
dos resultados, serem traçadas as políticas públicas internas para garantir a
qualidade do aprendizado em nossa escola
|
|
3
|
Implementação das assembleias dos
alunos
|
Esta assembleia se justifica pela
necessidade do exercício político, administrativo, social, retórico e
axiológico dos dissentes que caminham para uma realidade onde só haverá, para
eles, autonomia se os mesmos desenvolverem-se nestes aspectos educativos
atrelados ao aprendizado praticado em nossa escola.
|
|
4
|
Implementação das fontes de
conhecimento para pesquisa em grande
escala.
·
Uma
grande biblioteca
·
Um
wi-fi potente (fibra ótica)
·
Um
laboratório para experimentos científicos
|
Justifica-se a necessidade desta fonte
potente de pesquisa para o aprendizado, para que nossa escola não se perca no
pressuposto de adotar como sua missão principal apenas o “acolher” e o
sociabilizar em detrimento do valoroso aprendizado significativo, científico
e prático, altamente necessário a autonomia, auto eficácia e sucesso
profissional e pessoal, quando integrados como reais cidadãos em seus papéis
na sociedade quando adultos.
|
|
5
|
Um sistema de fornecimento de água
potável, corrigida e Ph conforme o Ph sanguíneo, assim como a redução de
gordura trans. Na alimentação escolar.
|
A criança que é o indivíduo em pleno
desenvolvimento cognitivo e biológico, tem suas potencialidades futuras
afetadas, prejudicialmente, a medida que sobrecarregam seu corpo com
alimentos inadequados, obrigando o corpo, assim, a um maior desgaste para
manter o equilíbrio biológico, desviando energia que seria empregada em seu
desenvolvimento, para sanar entropia provocada
por má alimentação.
|
|
Escolha de um nome para a nossa escola
que atenda aos anseios da comunidade escolar.
|
Se o governo é do povo e para o povo,
significa dizer que o governo deve acatar o que, democraticamente, é decidido
pelo povo, assim, reforçando ao poder público que este é o princípio
primordial e norteador para as ações governamentais. Para que não haja
confusão quanto aos interesses que devam ser atendidos e executados pelo
poder público. Ou seja: não são os
desejos dos governante que devem ser acatados, por apropriação indevida da
coisa pública e, sim, os anseios da
comunidade, de onde emana o poder de execução exercido pelo governo.
|
||
4.3
–Metas para implementação de políticas públicas internas e externas
META
|
DISCRIMINAÇÃO
|
APROFUNDAMENTO
PARA
SOLUÇÃO
|
QUANDO
|
1
|
Captação de recurso financeiro, via
editais, doações e subvenções.
|
Uma escola autônoma, tem seu
crescimento pautado, também nos recursos financeiros e, dada insuficiência
dos recursos públicos previstos, faz-se necessário a capitação por outras
fontes para a implementação de projetos
voltados para a ampliação do aprendizado, portanto, convém que as escolas se
organizem com seu pessoal para concorrer as diversas ofertas direcionadas para apoio de projetos consistentes
e voltados para o bem comum das comunidades
|
|
2
|
|||
3
|
|||
4
|
|||
5
|
|||
5. ANEXOS/
·
Matriz
curricular
·
Marcos
de aprendizagem
6. PROJETOS
ESPECIAIS
Como projetos especiais, teremos:
·
Avaliação
de aprendizagem (sistema Excel – quantitativa e avaliativa) –Professor Celso.
·
Oficina
de Redação – Professor Celso.
·
Surf
Educa –Professor Thiago
·
Estudo
de lógica –Professor Celso
·
Clubinho
de xadrez – Professora Cláudia e professor Celso
·
Feira
de artes e ciências –todos os professores
·
Projeto
leitura -
·
Outros
·
Meditação
laica – Professora Ana Martins e professor Thiago
·
OBA
–todos os professores
·
Horta
– Professor Thiago e Patrícia
·
Jornalzinho-
·
Banco
de tempo – Professor Thiago e Ana Martins.
·
Biblioteca
distribuída – professora Cida e professor Celso
·