quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO - Escola Nova do Ambrósio


ESCOLA NOVA DO AMBRÓSIO MUNICIPAL















PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO











GAROPABA(SC)

2019















































Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.





SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................4
Concepção de escola........................................................................................6
Axiologia............................................................................................................7
Missão...............................................................................................................8
Visão................................................................................................................8
HISTÓRICO......................................................................................................8
RECURSOS......................................................................................................9
MARCO REFERENCIAL.................................................................................14
Marco situacional............................................................................................14
Marco doutrinal...............................................................................................23
            Metodologias ativas.............................................................................25
            Conhecimento empírico-teórico/científico...........................................28
            Princípios básicos para construção de estratégias na construção de conceitos e conhecimentos............................................................................29
Criando subsunçores (estamos onde nosso pensamento está)....................31
Marco operativo.............................................................................................32
            Considerações específicas.................................................................33
            Aula expositiva ...................................................................................37
            Indicativos de soluções.......................................................................38
            Avaliação quantitativa........................................................................49
            Avaliação qualitativa...........................................................................49
            Avaliação qualitativa para dialogar com o aluno em metodologias
            Ativas..................................................................................................51
            Avaliação atitudinal (planilha).............................................................53
            Saber Básico......................................................................................55
            Projeto 300.........................................................................................55
BNCC e Resolução municipal 1/2016 (PME)...................................... .............57
PLANO DE AÇÃO.............................................................................................66
            Metas pedagógicas.................................................................................66
            Metas administrativas.............................................................................68
            Metas para implementação de políticas públicas internas e externas...70
















1.     INTRODUÇÃO

O presente documento foi elaborado por uma equipe de professores, estando aberto aos demais segmentos escolares para participação irrestrita conforme as fases de discussões deliberativas, considerando as diversas expectativas, quanto aobem-estar, eficiência e eficácia dos trabalhos escolares. O referencial doutrinário levou em consideração a Resolução CMEG 06/2010 que estabelece diretrizes para a elaboração dos PPP das escolas municipais de Garopaba, a LDB 9394/96, A Proposta Curricularde Santa Catarina – (2014), RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 2, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2017  que Institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular, a ser respeitada, obrigatoriamente, ao longo das etapas e respectivas modalidades no âmbito da Educação Básica e, por fim, a RESOLUÇÃO DO CMEG 01/2016 que altera o texto da Resolução do CMEG 01/2010 que fixa diretrizes para o Ensino Fundamental de 9 (nove) da Rede Municipal de Ensino de Garopaba, Santa Catarina.

1.2 Projeto Político Pedagógico (conceito)
O Projeto Político-Pedagógico é um instrumento,juridicamente, reconhecido para reger as ações escolares, quanto  a qualidade das ações e o respeito aos direitos e deveres de cada um que compõe a comunidade escolar. Assim, as condições de equidade oferecidas e praticadas, quanto ao acesso aos bens públicos,como os conhecimentos científicos, artísticos, culturais e emocionais ficarão garantidos.
Enquanto projeto, esboça a visão de futuro construída no presente para uma posterior realização mostrando: o que vai ser feito, quando, de que maneira, por quem e onde (quanto aos resultados) quer chegar. É um chamamento a responsabilidade dos agentes com as racionalidades internas e externas.
Já, enquanto político, está introjetado num espaço de sucessivas  discussões e decisões, pois o exercício de nossas ações, está sempre permeado de relações que envolvem debates, sugestões, opiniões, sejam elas , contra ou a favor e mais, como dizia Aristóteles: “ Todo ato humano é um ato político”. Assim, a escola mostra sua origem e finalidade públicas, pois o seu saber e o seu fazer constituem bens e serviços que se realizam pelo e para o povo.
Quanto ao aspecto pedagógico relativo aos bens e serviços oferecidos, uma vez que a pedagogia é o campo de estudos da educação,  como tal, incorpora as questões do ensino, da pesquisa, do saber científico, da aprendizagem e da extensão das ações educacionais.
            Assim, o Projeto Político Pedagógico traz clareza aos conceitos básicos, como as perspectivas, as propostas, o planejamento sócio educacional e as políticas assumidas pela unidade escolar, valorizando sua história, origem, valores, visão e missão.
            Portanto, a construção do PPP é uma elaboração coletiva com a intenção de reconhecer e respeitar a pluralidade cultural existente na escola, como preconiza nossa “Proposta Curricular de Santa Catarina” (2014. P. 41) e, assim, contribuir para o desenvolvimento integral do aluno em todo o processo de ensino e aprendizagem:

O PPP, como um documento síntese, um instrumento e um movimento da escola, carrega consigo a potencialidade de se transformar em um fio condutor entre o contexto escolar e a comunidade, realçando o envolvimento da família, de modo que esta seja parte das decisões da escola. Cabe à escola, assim, entender os sujeitos nessa relação indissociável com seu entorno. A escola é, portanto, o espaço social justificado pelo processo de mediação (VYGOTSKY, 2007), ou seja, é nela que se reúnem sujeitos que interagem uns com outros em favor da elaboração conceitual progressivamente mais complexa, que os leva a pensar diferente, porque deslocam suas representações de mundo. Dessa forma, desenvolver o ato criador, o pensamento teórico, é (ou deveria ser) objetivo que move os sujeitos para a escola e marca a sua especificidade, sendo ela o espaço social da institucionalização do desejo de aprender.
(Proposta Curricular_final.indd 41 21/11/2014 15:58:52 42 Atualização da Proposta Curricular de Santa Catarina – 2014)


1.3 Concepção de Escola

A escola que vem atravessando os séculos, vem sendo aprimorada a cada dia, a cada resolução, a cada nova tecnologia, ou seja, a cada mudança na sociedade brota a necessidade de mais adequações para que possa sempre ensinar mais, melhor e em menor tempo. Mas, ensinar não é mais sua única missão. Hoje a escola tem também a missão de reproduzir com melhorias as novas gerações, ou seja, a humanidade caminha, se multiplica e cresse conforme a escola se aprimora e potencializa cada participante deste sistema de aprendizagem.
Sabe-se que a escola enquanto instituição tem finalidade específica:

“Instituições são estruturas ou mecanismos de ordem social, que regulam o comportamento de um conjunto de indivíduos dentro de uma determinada comunidade. Instituições são identificadas com uma função social, que transcende os indivíduos e as intenções mediando as regras que governam o comportamento vivo.[1] Na definição de Huntington, são "padrões de comportamento recorrentes, valorizados e estáveis."[2]
Organizadas sob o escopo de regras e normas, visam à ordenação das interações entre os indivíduos e entre estes e suas respectivas formas organizacionais. Com outras palavras, a instituição social tem seu papel fundamental no processo de socialização, ou seja, tem como objetivo fazer um indivíduo tornar-se membro da sociedade (grifo nosso).
O termo "instituição" comumente se aplica tanto às instituições informais quanto como a padrões de comportamento ou costumes importantes para uma sociedade, e em particular às instituições formais criadas por entidades como os governos e serviços públicos - instituições como a família são suficientemente amplas para abranger outras instituições.(grifo nosso)
                                   (https://pt.wikipedia.org/wiki/Institui%C3%A7%C3%A3o)

            Uma vez compreendendo, o que é comum a todas as instituições, faz-se necessário apresentar os aspectos diferenciais, que as especificam conforme as diferenças, quanto a missão de cada uma delas.
            Em se tratando da instituição escolar, estas se destinam a formação de indivíduos, preparando-os para um bem-viver, um bem-conviver e autonomia econômico social, tudo isto por intermédio do processo ensino-aprendizagem, do acolhimento e do cuidar. Assim, as escolas públicas e privadas praticam sua missão proporcionando aos alunos um preparo cognitivo e axiológico, o que permite generalizar o sistema escolar como sendo um sistema educacional, dada a relevância do aspecto comportamental e sua relação com a cidadania.
           
1.4 Axiologia/missão
Para finalizar esta introdução, identificaremos nossa escola segundo seus atributos axiológicos apresentando nossos mais elevados valores sempre norteados e amparados pela boa vontade, quando esta prioriza o bem simultâneo para o indivíduo que pratica, para o outro, para sociedade e para a natureza:
·         Propósito – porque julgamos ser de extrema importância que o ser humano se articule com a vida, à medida que busca por algo relevante e que justifica concentrar seus esforços para realizá-lo.
·         Autonomia– porque julgamos ser uma condição humana necessária ao exercício da liberdade livre da alienação. Ou seja, sendo a autonomia como fruto de um aprendizado que permita que, na sociedade, o indivíduo possa transitar como um nadador formado que consegue transitar pelas águas, com maestria, respeito e solidariedade.
·         Responsabilidade – porque esta complementa-se com a autonomia, quanto aos resultados do exercício da liberdade e, ao mesmo tempo, impõe disciplina como condição necessária para a realização do propósito.
·         Solidariedade – porque, sem esta, que é a valorização (do) e respeito ao outro, falharemos na construção de boas relações, seja de trabalho, familiar ou de amizade, portanto, tão necessárias ao bem-viver ou mesmo a felicidade.
·         Empatia –porque desta advém a flexibilidade quanto a mudança, ou ajuste, de ponto de vista, onde nos colocamos no lugar do outro para fins de melhor compreendê-lo e, assim, podendo, inclusive, abrir espaço para a educação vicária onde a vivência do outro pode ser,pelo o observador, internalizada, por conta desta mesma capacidade de perceber pelo olhar do outro.

1.5 Missão:
·        Ajudar o aluno a desenvolver suas inteligências e utilizá-las, sendo estas, norteadas pelos valores institucionais com foco no   bem-viver eno bem-conviver em sociedade, em família, consigo mesmo e no trabalho.

 1.6Visão:
·        Escola autossustentável em 3 anos.

2.    HISTÓRICO

A Escola Nova do Ambrósio, nasceu da necessidade da adequação, para um melhor atendimento escolar as duas comunidades estudantis –Maria Ferreira Couto (Ambrósio) e Isidro Manoel de Amorim ( Areias de Ambrósio), atendendo, assim, a necessidade de ampliação, assim como também de melhores instalações para atender a demanda crescente da população.
A pedra fundamental foi lançada no dia ...............e a obra finalizada em ......................, sendo inaugurada em .............. e tendo como Secretária de Educação a Professora Maria Nadir e como Chefe do executivo, o Prefeito ......................
Hoje a escola conta com 340 alunos, e com a elaboração deste Projeto Político Pedagógico, assim como, com a criação do Conselho Escolar e as assembleias dos alunos, torna-se perfeitamente enquadrada dento do conceito de escola de gestão democrática.


A escola Nova do Ambrósio está localizada na rua Ilha do Corvo s/n no bairro Ambrósio, Município de Garopaba pertencendo a uma comunidade de 961 famílias e, aproximadamente, 2883 indivíduos. São famílias de padrões aquisitivos e estruturas diversos.  Possui uma indústria de médio porte e mais algumas pequenas e microempresas que são responsáveis por grande parte dos empregos.
É significativa, também o somatório das atividades de agricultura e pecuária, assim como a construção civil que servem de fonte de renda para uma outra parcela da população. Tendo ainda, por fim, as prestações de serviço informais lícita e ilícitas praticadas por uma minoria desta população. Nossa escola recebe alunos, praticamente, de todas estas categorias e, portanto, estes são influenciados pelas forças relacionais inerentes as estruturas familiares, assim como, pelo poder aquisitivo de sua família. Tudo isto acarretando significativos fatores limitantes para o aprendizado, a medida que o despreparo dos pais e algumas estruturas familiares não favorecem o bem-estar necessário para a participação do aluno no processo ensino-aprendizagem. E, isto, nos leva a busca de soluções para melhoria do rendimento escolar para fins de aproximar a escola de sua missão original como instituição e com a qualidade esperada.

2.1. Recursos  (Diretora)

Físicos:
Área do terreno

área construída

salas de aulas
06
biblioteca
0
sala de informática
01
laboratório
0
banheiros
7




Humanos:
Gestão
NOME COMPLETO
ESCOLARIDADE
ACT ou EFETIVO
CARGA HORÁRIO
SÔNIA GONÇALVES
PÓS
EFETIVA
40 H
SANDRA CARLSEM
GRADUAÇÃO
EFETIVA
40 H
CLAUDELIR DE AMORIM GONÇALVES
PÓS
EFETIVO
40 H

Professores
NOME COMPLETO
ESCOLARIDADE
ACT ou EFETIVO
CARGA HORÁRIO
ANA PAULA DA SILVA MARTINS
GRADUAÇÃO
EFETIVA
20 H
ANGÉLICA DE AMORIM CONSTANTE
GRADUAÇÃO
EFETIVA
20 H
CELSO JOSÉ BARBOSA DE SOUZA
MESTRADO
EFETIVO
20 H
CLAUDELIR DE AMORIM GONÇALVES
PÓS
EFETIVO
40 H
CLAUDIA DOS PASSOS HARTTWING
PÓS
EFETIVA
40 H
CLAUDIA RENATA GASPARONI OETINGER
PÓS
ACT
40 H
ETIELLE PACHECO DE SOUSA
PÓS
EFETIVA
40 H
ITAMARA MENEGHEL DEMÉTRIO
PÓS
EFETIVA
40 H
MARIA APARECIDA RAMOS DIAS
PÓS
ACT
20 H
MARIA APARECIDA SILVA LAURENTINO
MAGISTÉRIO
EFETIVA
40 H
ANA APARECIDA DE SOUZA
PÓS
EFETIVA
40 H
PATRICIA SILVEIRA TEIXEIRA
MESTRADO
EFETIVA
20 H
ROSIMARI MARIA DA SILVA
PÓS
EFETIVA
40 H
SANDRA CARLSEM
GRADUAÇÃO
EFETIVA
40 H
AMANDA DOS SANTOS ABREU
PÓS
ACT
20 H
SIMONE ROGALSKY
PÓS
EFETIVA
40 H
SÔNIA GONÇALVES
PÓS
EFETIVA
40 H
THIAGO MARQUES DE MIRANDA
PÓS










SERVENTES
NOME COMPLETO
ESCOLARIDADE
ACT ou EFETIVO
CARGA HORÁRIO
CARMINA AMORIM
FUNDAMENTAL I
ACT
40h
ROSANA
FUNDAMENTAL I
EFETIVA
40h









MERENDEIRA
NOME COMPLETO
ESCOLARIDADE
ACT ou EFETIVO
CARGA HORÁRIO
CLACI KAUFMANN
GRADUANDA

40h
SANDRA LOBO
FUNDAMENTAL I

40h










Turmas (alunos)
Especificação
Quantidade
Vacância
Limite
1ª1
27

27
1ª2
26
1
27
2ª1
24
3
27
2ª2
27
0
27
2ª3
25
2
27
3ª1
29
-2
27
3ª2
28
-1
27
4ª1
24
6
31
4ª2
23
8
31
4ª3
25
6
31
5ª1
29
2
31
5ª2
30
1
31

Financeiros
Fonte
Valor – receita





















Data
Saídas  
Discriminação
































Fonte
Valor – receita atualizado – 1º Bimestre





Fonte
Valor – receita atualizado – 2º Bimestre





Fonte
Valor – receita atualizado – 3º Bimestre





Fonte
Valor – receita atualizado – 4º Bimestre












3.    MARCO REFERÊNCIAL

Quem somos,onde estamos e quanto falta para chegar onde queremos estar enquanto escola. Este marco referencial buscará responder a estas perguntas, cujas explanações, nos levarão ao diagnóstico e, consequentemente, ao plano de ação, o qual denotará as ações a serem praticadas em 2019, conforme os objetivos de implementação e execução das ações pedagógicas. Integrando ainda a este projeto a criação da equipe supervisora e mecanismos de avaliação para garantia do sucesso da proposta pedagógica desta forma, os problemas advindos do inesperado, serão dirimidos pelos mecanismos de prontidão como assembleias, conselho escolar e regimento interno.

3.1      Marco situacional

Este marco expressará um conjunto de diagnósticos que serão transformados, portanto, em desafios a serem vencidos. Convertendo-se, assim em metas a serem alcançadas.

3.1.1 Desafio 1
O problema do entretenimento em função do consumismo e novas tecnologias presentes em sala de aula.
            O Brasil, assim como o resto do mundo, vive hoje uma realidade inusitada, por conta do avanço tecnológico, da indústria do entretenimento, que alimenta a alienação, como é o caso da indústria cultural, das redes sociais cibernéticas e todas as facilidades advindas da tecnologia e, tudo isto, imerso num macro sistema que denominamos mercado, que enquadra o indivíduo como ator principal, enquanto consumidor. Uma sociedade líquida, segundo Bauman, com diversos novos e efêmeros modelos que se multiplicam dentro da sociedade, dando a esta, uma qualidade movediça e líquida. Entretanto, o consumo permanece perene e cada vez mais abrangente.
            Então, educar ou escolarizar neste contesto, implica em construir mecanismos capazes de driblar as influências dos entretenimentos, enquanto alienantes. Influência que, segundo Habermas, reduz a capacidade de reflexão, que acarreta a má formação de valores que impedem aos alunos de terem uma postura adequada ao aprendizado, visto que as salas de aula tem sido palco da presença de vários objetos de consumo voltados para o entretenimento.

3.1.2. Desafio 2
            Problema relativo aos resultados do ensino empírico, e a pouca ênfase ao aprendizado dos conhecimentos emocionais, axiológicos, filosóficos, artísticos e científicos.

Não obstante, há que se considerar, também, as pressões mercadológicas que atuam sobre as escolas, por intermédio do currículo extenso, tempo reduzido e metodologias de formato empresarial que não propiciam aprendizagem significativa. Produzindo, assim, pelo despreparo, a mão de obra barata condizente com o interesse do mercado, formando, assim, uma sociedade com baixo aprendizado e baixo potencial criativo, o que acarreta a reprodução de uma sociedade com baixo potencial para alavancar o crescimento da nação brasileira. Formando, assim, uma nação com cidadãos mais direcionados a operacionalidade, por conta da educação empírica e, ainda, um cidadão de pouca inteligência emocional e pobre quanto a epistemologia (conhecimento científico), axiologia (valores) e saúde. Deixando, assim, uma nação com seus esforços voltados quase integralmente para solucionar os problemas advindos destas fraquezas desnecessárias e não resolvidas na escola. Portanto, temos: corrupção, infanticídios, feminicídio, desmatamentos, pouca saúde, poluição, muita violência, muita pobreza e muitas crianças desrespeitadas no seu direito de crescer, aprender e viver em ambiente propício ao seu desenvolvimento,etc. Tudo isto, certamente, tolhendo do brasileiro o bem viver e o bem conviver prejudicando, assim, os brasileiros eo Brasil no cenário mundial, quando se trata de gerar aprimoramentos ou novas descobertas que se tornam mais presentes quando se tem sustentação  emocionais, axiológicos, filosóficos, artísticos e científico.

3.1.3. Desafio  3
Problema relativo a necessidade de reverter, as condições objetivas e subjetivas que contribuem para produzir ineficiência, má qualidade e desigualdade no sistema escolar produzido a partir da Declaração de Jomtien.

Encontramos também, como limitação ao aprendizado, o número reduzido de horas de aula, assim como o engessamento legislativo que impede graus significativos de mudança, quando surgem, com capacidade para alavancar o aprendizado. Ou seja, a ausência de mecanismos de gestão democrática e leis carentes de aprimoramento são, neste caso, o grande desafio que precisa ser vencido para uma operacionalidade educativa eficaz como aprimoramentos humanos e sociais.            Buscando, assim, reverter vinte anos de políticas educacionais no Brasil, elaboradas a partir da Declaração de Jomtien, que selaram o destino da escola pública brasileira e seu declínio, segundo a pesquisadora equatoriana Rosa Maria Torres (1996) que avaliza essa afirmação quando se refere ao pacote do Banco Mundial:

Sustentamos que o referido pacote e o modelo educativo subjacente à chamada “melhoria da qualidade da educação”, do modo como foi apresentado e vem se desenvolvendo, ao invés de contribuir para a mudança no sentido proposto – melhorar a qualidade e a eficiência da educação e, de maneira específica, os aprendizados escolares na escola pública e entre os setores menos favorecidos - está, em boa medida, reforçando as tendências predominantes no sistema escolar e na ideologia que o sustente, ou seja, as condições objetivas e subjetivas que contribuem para produzir ineficiência, má qualidade e desigualdade no sistema escolar. (p. 127).
(O dualismo perverso da escola pública brasileira: escola do conhecimento para os ricos, escola do acolhimento social para os pobres. José Carlos Libâneo, Universidade Federal de Goiás)


3.1.4. Desafio  4

            Problema da aula expositiva, onde se considera que há crença de igualdade, mas na verdade o que ocorre é a predominância da diferença e, isto, implicando em pouco ou nenhum aprendizado.

Continuando, chegamos à sala de aula, verificamos que o ambiente que deveria ter o foco no aprendizado, segundo Pedro Demo, tem no ensino. Isto revela um protagonismo focado no professor e na atividade de ensino. Tudo isto evidenciado pela aula expositiva onde o professor, claramente, protagoniza e, certamente, possui pouca eficácia, pois a ideia de abranger a todos igualmente, é uma incoerência, se considerarmos as diferenças, advindas das características intrínsecas de cada aluno.O que torna inconsistente a afirmativa de que é possível escolarizar satisfatoriamente de forma uniforme uma turma onde cada aluno, por interação social (a maioria oriundas da família), possui preparos diferenciados para o aprendizado dentro desta metodologia igualitária que melhor se adequar às fábricas onde se aplica a produção em série. Portanto, esta metodologia, privilegia os alunos mais preparados familiarmente, que são poucos, e isto reduz em grande escala a missão da escola que é, indiscriminadamente, possibilitar a todos reais condições para seu desenvolvimento.

3.1.5. Desafio  5
            Problema relativo a necessidade de aprimorar os planejamentos, tornando-os mais coletivo e abrangente.

Quanto ao planejamento, ferramenta primordial para o processo de aprendizagem, este, tem sido feito de forma individual, basicamente, entre o professor e a coordenação, impedindo, assim, ações pedagógicas mais abrangentes quanto aos assuntos transversais, de grande valia para oportunizar aos alunos aprimoramentos além do previsto na proposta curricular.


3.1.6. Desafio  6
Problema relativo a desconstrução de relações advindas de hábitos feudais tardios brasileiros.

Quanto a responsabilidade em relação ao ambiente de estudo, não são ministrados nenhum tipo de ensino ou procedimentos capazes de mudar ou aprimorar hábitos sociais para o convívio em comunidade. Pois, as salas de aula, ao final da última aula do turno, normalmente, estão em estado deplorável quanto a arrumação e sujeira, aspectos ignorados pelos alunos e portanto, assim se permite a reprodução, de costumes arcaicos, advindos das relações feudais tardias brasileiras, que persistem nos dias atuais limitando o desenvolvimento do aluno para o bem-conviver em sociedade e nos diversos coletivos que, circunstancialmente, se integram, como na família, no trabalho, nos acampamentos, etc.

3.1.7. Desafio  7
Problema relativo a cardápios alimentícios que ainda apresentam alimentos carregados de componentes, comprovadamente, maléficos para o corpo humano.
Quanto a alimentação, sabemos que é uma necessidade básica e prioritária ao aprendizado, segundo Maslow. Contudo, por conta de mais um hábito congelado e perpetuado, nós escolas e outras instituições, nos petrificamos e regredimos quando ignoramos os avanços da ciência presentes nos artigos mais recentes e que levarão anos ou décadas para chegarem as instituições para então serem, tardiamente, aplicados por estas instituições. Certamente, isto acontece na educação, na medicina e no campo de estudos nutricionais desatrelados dos conhecimentos médicos complementares. Em virtude deste retardo, nossas escolas, quanto a alimentação, ainda caminha com os prejuízos outrora desconhecidos, presentes na alimentação carregada de componentes causadores de diversos tipos de doenças que, certamente, para serem curadas ou remediadas, dispende de muitos esforços ou gastos para resolver problemas possíveis de serem evitados com uma simples adesão aos novos conhecimentos já disponíveis para a humanidade, mas, queainda estão foradas instituições. Lembrando que segundo Hipócrates, o pai da medicina: “Que seu remédio seja o seu alimento e que seu alimento seja o seu remédio”. Assim sendo, fica explicito a necessidade de direcionar esforços para que nossos alunos tenham na sua alimentação, no dia a dia escolar, um potencializador de saúde e aprendizado. Iniciando pela agua, quanto ao pH e sua geometria molecular, pelo menos. Segue-se com as bolachas salgadas -carregadas de gordura trans-, os óleos de vegetais, etc.
           
3.1.8. Desafio  8

Problema relativo a necessidade de uma avaliação qualitativa que valorize a produção do aluno e possa ajudá-lo a se conscientizar quanto a causa do maior ou menor sucesso por ele alcançado, sem descartar a avaliação quantitativa, necessária ao sistema para geração de políticas públicas de melhoria da qualidade do aprendizado.

Quanto a avaliação, fator primordial para garantia de sucesso dos trabalhos implementadores, seja da aprendizagem, ou do andamento da materialização do projeto. Hoje, temos uma avaliação classificatória que menospreza os erros, no sentido de que, estes, são indicativos de ajustes de procedimentos para uma maior aproximação do objetivo esperado. Faz-se hoje uma avaliação desprovida dos elementos atitudinais, tão importantes para agregar qualidade a uma avaliação eficiente, capaz de auxiliar ao aluno na descoberta  ou conscientização sobre os motivos do seu menor ou maior sucesso em suas atividades de aprendizagem.

3.1.9. Desafio  9

Problema relativo a avaliação e implementação das 10 competências gerais dentro da proposta curricular da escola.

Por fim, este ano de 2019 nos lança o desafio da implementação da BNCC e suas dez competências gerais  que passarão a integrar a educação a nível nacional.

 “1. Conhecimento

O que é: Valorizar e utilizar os conhecimentos sobre o mundo físico, social, cultural e digital.Para: Entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar com a sociedade.Incentivo: Fazer escolhas a partir desse conhecimento.

2. Pensamento científico, crítico e criativo

O que é: Exercitar a curiosidade intelectual e utilizar as ciências com criticidade e criatividade. Para: Investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções. Incentivo: o foco está na mobilização de adquirir novas habilidades e desenvolver o processo cognitivo, como a atenção, memória, percepção e o raciocínio. É fazer o aluno investigar sobre o assunto e apresentar soluções com o conhecimento adquirido.

3.Repertóriocultural
O que é: Valorizar as diversas manifestações artísticas e culturais.
Para: Fruir e participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
Incentivo: Consciência multicultural, com incentivo à curiosidade e experimentação. (Aulas como da 
diversidade cultural do filme Viva e Pantera Negra são ótimos exemplos neste tópico)

4.    Comunicação

O que é: Utilizar diferentes linguagens. Para: Expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias, sentimentos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. Incentivo: Domínio de repertórios da comunicação e multiletramento, como acesso à diferentes plataformas e linguagens.

5.    Cultura Digital

O que é: Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de forma crítica, significativa e ética.Para: Comunicar-se, acessar e produzir informações e conhecimentos, resolver problemas e exercer 
protagonismo e autoria.
Incentivo: Contato com ferramentas digitais, produção multimídia e linguagem de programação – tudo de forma ética.

6.    Trabalho e Projeto de Vida

O que é: Valorizar e apropriar-se de conhecimentos e experiências.
Para: Entender o mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas à cidadania e ao seu projeto de vida com liberdade, autonomia, criticidade e responsabilidade. Incentivo: Compreensão sobre o valor do esforço e capacidades, como determinação e auto avaliação.

7.    Argumentação

O que é: Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis.
Para: Formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns, com base em direitos humanos, consciência socioambiental, consumo responsável e ética.Incentivo: Consciência sobre modos de expressão e reconhecimento de pontos de vista diferentes.
8.    Autoconhecimento e autocuidado

O que é: Conhecer-se, compreender-se na diversidade humana e apreciar-se.Para: Cuidar de sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
Incentivo: Reconhecimento de emoções e sentimentos e como influência de suas atitudes. (Lembra da importância de ensinar aos alunos 
habilidades emocionais?)
9.    Empatia e cooperação

O que é: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação. Para: Fazer-se respeitar e promover o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade, sem preconceitos de qualquer natureza. Incentivo: Diálogo como mediador de conflitos e acolhimento da perspectiva do outro.

10. Responsabilidade e cidadania

O que é: Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação. Para: Tomar decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
Incentivo: Participação ativa na avaliação de problemas atuais, levando em conta desafios como valores conflitantes e interesses individuais.As competências gerais serão trabalhadas em cada uma das áreas de conhecimento – Linguagens, Matemática, Ciências Humanas,  Ciências da Natureza e Ensino religioso – e construídas por habilidades desenvolvidas a partir de atividades em sala de aula.A proposta da BNCC é colocar o 
estudante como agente ativo da sua própria educação, fazendo com que ele saiba identificar problemas, compreender conceitos, propor soluções, interagir com os colegas de classe, argumentar e etc. Aprendizagens sintonizadas com as necessidades dos alunos, gerando maior engajamento e adequando-se aos desafios da sociedade atual.
Não existe uma hierarquia entre as 10 competências gerais. De acordo com o MEC, cada uma tem seu valor e todas se articulam para o desenvolvimento positivo da educação dos alunos. Na educação Infantil, por exemplo, os cinco campos de experiência – O eu, o outro e o nós; Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; Escuta, fala, pensamento e imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações – são o foco da aprendizagem, que deve se encaixar na proposta.
Os enfoques das novas diretrizes citadas pelas 10 competências gerais da BNCC são como os novos fundamentos da educação brasileira, a fim de construir um ensino linear. Dessa forma, é legal também estimular os pais e responsáveis a lerem e conhecerem as novas propostas. Assim, todos estarão por dentro das novas mudanças, gerando uma harmonização, boa comunicação entre pais, escola e alunos e um excelente desenvolvimento pedagógico. ”
                        (https://blog.estantemagica.com.br/10-competencias-gerais-da-bncc/)


3.1.10 – Desafio 10
Problema: nosso número reduzido de professores, o qual é adequado, conforme a lei, nosso tempo limitado para planejamento, também adequado, conforme a lei e o nosso despreparo, nos limita em criatividade e ânimo, o que nos leva a preferir seguir estruturas mortas, as quais, mesmo sabendo deste detalhe, seguimos. Sem questionamento, ao invés de se olhar para o que está vivo, necessitando de estruturas novas e vivas, para atender aos que anseiam por desenvolvimento. Nossos alunos.

           
3.2-Marco doutrinal

Com base nos preceitos legislativos, assim como as peculiaridades intrínsecas da comunidade e no pensamentos dos teóricos considerados fundamentais para se pensar aprendizagem, este marco norteará este PPP, quanto as reflexões, assim como, trará luz às questões do “como”. Apresentando, então, o que há de mais avançado e disponível em forma de conhecimento e prática para o nosso PPP.
Portanto, após muita pesquisas e encontros, foi possível percebermos valores consistentes nas metodologias que renegam o conhecimento empírico e priorizam o teórico ou científico e, isto nos leva a Lev Vygotsky com a Teoria Histórico-Cultural, assim como a Davidov, com a Teoria do ensino Desenvolvimental (1988). Sendo estas duas teorias citadas na Proposta Curricular catarinense. Somando-se a estas concepções pedagógicas, abarcaremos também as metodologias ativas que, comprovadamente, têm apresentado excelentes resultados no âmbito educacional como, por exemplo, Aprendizagem por pesquisa (Pedro Demo), “Aprendizagem baseada em equipes”, desenvolvida, inicialmente, por Michaelsen, como uma estratégia instrucional; a construção de mapas conceituais, associada a teoria da aprendizagem significativa de Ausubel, assim como com suas derivações em Novak e Gowin
Portanto, este PPP tem como pressuposto o propósito de reunir o que há de melhor para implementação de nossa missão escolar.
 De alguma forma, nos alinhamos com a legislação que, como citação, complementa este documento e, assim, nos ampara para realização daquilo que se faz necessário para implementação deste projeto:

RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 2, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2017  que institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular, a ser respeitada obrigatoriamente ao longo das etapas e respectivas modalidades no âmbito da Educação Básica

“Art. 3º No âmbito da BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores, para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.
Parágrafo Único: Para os efeitos desta Resolução, com fundamento no caput do art. 35-A e no §1º do art. 36 da LDB, a expressão “competências e habilidades” deve ser considerada como equivalente à expressão “direitos e objetivos de aprendizagem” presente na Lei do Plano Nacional de Educação (PNE).
Art. 4º A BNCC, em atendimento à LDB e ao Plano Nacional de Educação (PNE), aplica-se à Educação Básica, e fundamenta-se nas seguintes competências gerais, expressão dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, a serem desenvolvidas pelos estudantes

3.2.1-Metodologias ativas como bases para mudanças

Sobre as metodologias chamadas ativas, podemos dizer que é uma metodologia que se diferencia das tradicionais de transmissão de conhecimento, como ação do professor, para um conhecimento produzido a partir da ação e reflexão do aluno, proporcionada pela estratégia desenvolvida, pelo professor, que coordena o processo, oportunizando ao aluno por intermédio de uma metodologia ativa, a construção de uma aprendizagem significativa.
 Estratégias e metodologias bem sedimentada no campo teórico do “Histórico cultural” de Vygotsky e “Aprendizagens significativas” de Ausubel. Teorias que precisam ser compreendida para uma aplicabilidade eficaz nas salas de aprendizagem.

Metodologias ativas








            O ensino brasileiro nas escolas públicas, estão focados no conhecimento empírico, ou seja, no também chamado conhecimento escolar, visto que ao adentrar a escola o conhecimento é subtraído de uma construção mais complexa e adaptado para passar a fazer parte de um currículo escolar. Sendo assim, não resta outra alternativa ao aluno, a não ser aprender mecanicamente, ou seja, um pouco de compreensão e fixação daquele segmento recortado do conhecimento. Desta forma, o professor e o aluno, praticam uma tarefa hercúlea para produzir este tipo de aprendizado, o qual chamamos de empírico. Pois a fixação ocorre a partir do uso contínuo. Sem o uso, este conhecimento tende a se apagar e o aluno não tem como mantê-lo, a não ser pela repetição, como sugere a neurociência.
Certamente, esta prática é como querermos que um indivíduo  cresça forte e saudável e só damos para ele, como alimentos,  apenas alguns alimentos, que já possuem água e esta é a única água que eles ingerem. A sede existe mas a única água que tem para sacia-la é a que está no próprio alimento  e, que não é suficiente para que ocorra o processo completo para absorção dos nutrientes. Isto, certamente, limitando a absorção dos nutrientes, obrigará o corpo deste indivíduo a se reestruturar internamente para viver desta forma o quanto for possível, sem se quer vislumbrar a possibilidade de ir além da sobrevivência e, para este individuo não perceber tudo isto, alguns alimentos são gostosos e geram até um certo prazer. Assim, a água que faz a verdadeira diferença e mais potencializa o indivíduo, só é usufruída por alguns outros indivíduos que apresentam maior desenvolvimento e potencialidades.
            Pois bem, para as metodologias ativas, a água que está nos alimentos e são de fácil acesso, é a que é utilizada, mas existe neste mesmo alimento uma grande quantidade água de acesso um pouco mais trabalhoso, porém é mais que suficiente para absorção dos nutrientes e, o que sobra, se armazena como conhecimento prévio (Vygotsky) ou subsunçor (Ausubel) que servirá de âncora para novos conhecimentos que chegarão ao cais.
            Tanto Vygotsky quanto Ausubel,
se referem a importância de ancorar o conhecimento, e, ambos apontam para a importância de estimular o aluno a pensar, como se assim, este aluno aprendesse a cavar seu próprio poço e dele tirar toda a água necessária a construção de seu aprendizado. Ou seja o conhecimento pode vir desconectado, solto, empírico, mas o aluno deve aprender a conectá-lo, investigando, refleti-lo, subsidiado por amigos que ofertam colaborações auxiliando, assim, uns aos outros e todos, ao final do processo terão um conhecimento escolar transformado em científico, super nutrido de conexões, para um crescer contínuo, leve e profundo.
            Podemos dizer também, que no campo pedagógico, os conceitos são essenciais, junto com o subsunçor para dar sentido e aceitação em forma de aprendizado para o aluno. Mas somente o aluno é capaz de caminhar até o conhecimento e, cabendo ao professor, a função de iluminar este caminho, até que o aluno finalize e ilumine sua obra e, lembrando que a luz é a linguagem que serve de mediadora nas descobertas ou reflexões dentro deste sistema de aprendizagem.
            Isto nos remete a Maiêutica, a Sócrates, que sabia perguntar tão bem que não precisava responder para o aluno. Pensemos que ainda é este o papel do professor, dar à luz por intermédio de perguntas ou situações  problemas. Como a mãe de Sócrates era parteira, ele associou sua técnica a atividade de sua mãe, querendo dizer que ensinar é “fazer parir o conhecimento”
            Portanto, não é de se admirar que as metodologias ativas, todas são voltadas para a participação ativa do aluno em seu próprio aprendizado e a ação planejadora do professor para o sucesso do aluno quanto a produção deste aprendizado. Sabendo que o conhecimento inicialmente é empírico e será transformado em teórico ou científico e, posteriormente, operacionalizado pelo aluno. 


3.2.2-  Conhecimento empírico ou escolar versus conhecimento teórico ou científico



           


Nesta alegoria imagética, fica explicita a diferença entre uma memorização sem conceituação de apoio, como ocorre com o conhecimento empírico ou mecânico e uma outra com conceituação primária, que o conhecimento teórico pode proporcionar sendo que o próprio aluno pode realiza a partir de uma estrutura metodológica criada, pelo professor, para esta construção.

3.2.3 - Princípio básico para construção de  estratégias na construção de conceitos e conhecimentos.

            Partindo de um axioma, lançado por Jay Gould, em sua coleção de frases citadas por pensadores diversos, Dhyana diz: “Você está onde seu pensamento está” e para construção conceitual, que corrobore com a prática das metodologias ativa, esta afirmação se encaixa como um axioma perfeito para elucidar sobre o porquê da pertinência destas metodologias.
            Ficando aceito que estamos onde nossos pensamentos então, podemos fazer um pensamento paralelo, construindo a ideia de que pertencemos a um grupo de turistas e, então, somos conduzidos a um museu e lá chegando, o guia turístico nos fala de tudo que tem no museu, a medida que vamos caminhando em nosso itinerário e vamos anotando, tentando memorizar algumas coisas, nos divagando e perdendo parte da explicação, ou, ainda, pode, algum de nós se encantar com algo presente, mas que não está no foco da explicação e o encanto ser tão intenso, que chegamos a nos desgarrar do grupo. Mais ou menos assim, ocorrem o que consideramos como aula em uma sala de aula no ambiente escolar.  Prosseguindo, após alguns dias, será feita uma verificação se o que foi mostrado e explicado, foi fixado pelos “turistas”. Daí, quem acertar 60% das perguntas, continua no itinerário e quem não conseguir, fica para trás e se encaixa no próximo grupo. Agora, se a prova aplicada, for corrigida e aqueles que erraram 40% prestaram a atenção, se outra forma com este mesmo conteúdo for aplicada, então, praticamente todos serão aprovados e assim, todos seguirão o itinerário até o fim e terminarão com um certificado de aprendizado em relação a tudo que o guia turístico explanou. Bom daqui a 10 anos, aqueles participantes terão seus filhos e vão relatar o que aprenderam no museu naquela data. Certamente, alguns pouquíssimos irão ser capazes de relatar o básico: “...Fui com um grupo e visitamos o Museu tal  e lá haviam muitas obras de fulano, ciclano e beltrano”. Tudo isto é conhecimento empírico e só vai lembrar de alguma coisa, quem tiver muito boa memória, principalmente, se colocarmos na equação o fato de que o grupo visitou centenas de museus e, em cada um deles as coisas foram passadas de forma semelhante. Dificilmente tais coisas serão lembradas e embora os certificados certifiquem que mais de 70% foi internalizado, sabemos que, em verdade, nem 10% estará guardado nas memórias destes turistas e, portanto, caberá a seguinte pergunta: que formação ocorreu, de fato? E, sendo uma escola, que conhecimentos, ali ensinados, estarão ajudando ao adulto a desempenhar seu papel profissional? Pois bem, o que ocorreu foi o seguinte: os certificados ajudaram ao adulto a entrarem para uma determinada empresa. Quanto mais amplo o certificado, maior poderá ser o status do trabalhador que, de alguma forma exercerá, sua função, conforme o aprendizado específico para  aqueles afazeres. Normalmente, serão ministrados conhecimentos empíricos e, desta forma, aquele trabalhador estará amarrado àquele aprendizado pela prática. Se parar de praticar, poderá vir a esquecer ou perder o traquejo para li dar com a tal atividade. Ou seja, de qualquer forma, este estudante, em questão, ficará amarrado pelo empirismo, também quando adulto e trabalhador e, consequentemente, amarado ao tipo de trabalho. Ou seja, seguir o currículo e o conhecimento adquirido, ainda assim, não é libertador. Não vai gerar autonomia ampla.
            Agora, vamos voltar ao grupo que está no museu recebendo as informações do guia turístico. E o  guia os separa em grupo e sugere que os mesmos, uma vez , nos grupos formados, escolham espaços físicos do museu e se atenham as poucas obras ali presentes. Podem tocar, fotografar, buscar na internet algumas informações sobre esta ou aquela obra, podendo investigar as relações com fatos da época, presentes, de alguma forma nas subjetividades daquela obra, ou seja, indo além do nome do autor, data e local de produção daquela obra, etc. Logo após o cumprimento desta atividade, faz-se um rodízio de espaços e assim sucessivamente até que todos circulem por todos os espaços. Ao final, um representante de cada grupo apresenta para os demais as constatações elencadas pelo seu grupo e assim, sucessivamente, e, a medida que cada representante atua, o guia turístico, pode, quando necessário, agregar algum dado ou esclarecer algo que não foi bem compreendido. Certamente, esta unidade curricular, foi expandida para além de suas dimensões curriculares, atuando desde relacionamentos entre indivíduos, até conexões entre saberes, o que colabora para uma real autonomia, advinda do aprofundamento que foi possível, graças a esta metodologia. A esta metodologia, damos o nome de ABE, Aprendizagem Baseada em Equipes. Mas...e as prova?!  Não foram necessárias. E daqui a dez anos, como será esta equipe? Será de pessoas capazes de trabalharem em grupo, investigarem trocarem ideias e operacionalizarem os conceitos e conhecimentos advindos do processo. Assim com um grau de autonomia, mais elevado. E a quantidade de visitas, vai interferir para o esquecimento?!  A princípio, se aprenderá mais com menos  museus, digo, unidades curriculares, trabalhadas. E a forma de gerar conhecimento contará como maior ferramenta para relacioná-lo com a aprendizagem significativa relativa ao conhecimento que se fizer necessário. Contudo, o que tiver aprendido empiricamente, ou não, e persistir como conhecimento ativo, podendo facilmente ser acessado pela memória, denotando inteligência, irá, certamente, ampliar as competências e habilidades do indivíduo.

3.2.4 - Criando subsunçores – informações ou conhecimentos apoiadores extraídas de: um vídeo, um texto, um problema...

Estamos onde nosso pensamento está
            Agora Vamos imaginar o museu como um lugar onde todos estamos. Mas estamos porque todos fomos levados a pensar neste lugar, como nos afirma o axioma a cima mencionado. Pois bem. Um texto, um vídeo, um filme, um jogo,,,diversas são as maneiras de levarmos um grupo a pensar em algo comum e, portanto, todos, num dado momento, estarão neste lugar. Em seguida, vamos, por intermédio de um bom planejamento e estratégias, manter estas pessoas neste lugar, dando para elas atividades que realimente esta posição, enquanto esta será minunciosamente, por eles explorada. Vamos exemplificar com um vídeo a ser assistido pelos alunos. Eles assistem junto com os pais ou sozinhos. Chegando no espaço de aprendizado escolar, eles são levados a responderem algumas perguntas chaves que se relacionam com o conceito ou conhecimento, que por conter um fazer, implica em uma habilidade que queremos desenvolver com os alunos. Seguindo, após responderem este questionário, vão ser divididos em grupo e, em seguida, debaterão sobre as respostas divergentes. Ao final, deverão buscar o consenso, quanto as novas respostas, agora, considerando o potencial do grupo. Em seguida, terão acesso as não respostas. Daí se algum grupo considerou resposta certa a alternativa considerada não resposta, voltam a discutir a questão. Assim, sucessivamente.  Ao final, cada grupo indica um representante para explicar como o grupo chegou a tais conclusões. Certamente, procedendo assim, o professor levará os alunos a um determinado lugar e, como no museu, promoverá um compartilhar de saberes e opiniões e ao final procedem com a operacionalidade do que foi desenvolvido como saber. Seja, este, um conhecimento, um conceito ou fato social. Lembrando que, sendo conhecimento, implica em um fazer ou “habilidade” do ponto de vista pedagógico e não empresarial.


3.3 - Marco operativo

Meta 1(desafios 1, 2, 3 e 4)
            Com base em nosso marco situacional, procuramos, aqui, a fundamentação necessária para melhor compreensão do problema, com o intuito de descobrirmos qual a melhor forma de resolvermos a problemática apontada.

·         (Desafio 1)
O problema do entretenimento em função do consumismo e novas tecnologias presentes em sala de aula.

·         (desafio 2)
           
Problema relativo aos resultados do ensino empírico, e a pouca ênfase ao aprendizado dos conhecimentos emocionais, axiológicos, filosóficos, artísticos e científicos.


·         (desafio 3)

Problema relativo a necessidade de reverter , as condições objetivas e subjetivas que contribuem para produzir ineficiência, má qualidade e desigualdade no sistema escolar produzido a partir da Declaração de Jomtien.

·         (desafio 4)
O Problema da aula expositiva, onde se considera que há crença de igualdade, mas na verdade o que ocorre é a predominância da diferença e, isto, implicando em pouco ou nenhum aprendizado.
Como estes quatro desafios estão intimamente ligados, convém uma estratégia de solução que seja abrangente aos quatro. Podendo inclusive abarcar outros desafios elencados.

3.3.1 - Consideração específicas para fundamentação e reflexão sobre estes problemas: 
Segundo Libâneo, em decorrência do que se inicia com a

Conferência Mundial sobre Educação para Todos, realizada em Jomtien, na Tailândia, em 1990, sob os auspícios do Banco Mundial, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização das Nações Unidas para a Educação e Cultura (UNESCO).”
Salienta, que:

 Com base em pesquisa bibliográfica, este estudo argumenta que a associação entre as políticas educacionais do Banco Mundial para os países em desenvolvimento e os traços da escola dualista representa substantivas explicações para o incessante declínio da escola pública brasileira nos últimos trinta anos. Ao final do texto, retoma-se a discussão sobre a necessidade de uma pauta comum dos educadores em torno dos objetivos e das funções da escola pública. Palavras-chave Políticas para a escola pública Declínio da escola pública Conferência Mundial sobre Educação para Todos, de Jomtien Educação e pobreza Escola dualista. Correspondência: José Carlos Libâneo Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 38, n. 1, p

Então, vivendo hoje, este dito “dualismo perverso”, pois, sabemos que nos últimos 30 anos nossos governos e, em consequência, nossas escolas, adotaram como cartilha as políticas internacionais para países subdesenvolvidos ou e em desenvolvimento, onde considera-se que, para população, são suficientes os conhecimentos básicos e   universalizados para uso no dia a dia destes países, assim como se torna fundamental a importância de ser, a escola, o ambiente propício para construção, digo, formação do caráter do indivíduo.
Visto que esta declaração sugere uma escola acolhedora, inclusiva e sócio educativa, basicamente, socializadora como preconiza a psicologia e as ciências políticas, o que acarreta práticas  que, seguem contra a escola tradicional, focada no conhecimento e nas pesquisas, segue Libâneo:
“Em face desses problemas, circula no meio educacional uma variedade de propostas sobre as funções da escola, propostas estas frequentemente antagônicas, indo desde as que pedem o retorno da escola tradicional, até as que preferem que ela cumpra missões sociais e assistenciais. Ambas as posições explicitariam tendências polarizadas, indicando o dualismo da escola brasileira em que, num extremo, estaria a escola assentada no conhecimento, na aprendizagem e nas tecnologias, voltada aos filhos dos ricos, e, em outro, a escola do acolhimento social, da integração social, voltada aos pobres e dedicada, primordialmente, a missões sociais de assistência e apoio às crianças (grifo nosso)”
Já em Marília Gouvea de Miranda (2005), citada por Libâneo, temos:

“...pela flexibilização das práticas de avaliação escolar e pelo clima de convivência tudo em nome da intitulada educação inclusiva. Marília Gouvea de Miranda (2005) assinala a principal mudança na educação de massas em decorrência das reformas educativas neoliberais iniciadas por volta de Segundo ela, [...] a escola constituída sob o princípio do conhecimento estaria dando lugar a uma escola orientada pelo princípio da socialidade (Grifo nosso). O termo socialidade está sendo adotado aqui para ressaltar que a escola organizada em ciclos se situa como um tempo/espaço destinado à convivência dos alunos, à experiência da socialidade, distinguindo-se dos conceitos de socialização e de desenvolvimento da sociabilidade tratados pela sociologia e psicologia”. (p. 641)
            Com base nestes estudos esclarecedores, o próprio Libâneo nos acena com alguma possibilidade de reversão deste processo há décadas desencadeado:
“Por um lado, a noção mais restrita confina a aprendizagem numa mera necessidade natural, desprovida de seu caráter cultural e cognitivo; por outro, a noção ampliada dissolve o papel do ensino, destituindo a possibilidade de desenvolvimento pleno dos indivíduos, já que crianças e jovens acabam obrigados a aceitar escolas enfraquecidas, um ensino reduzido às noções mínimas, professores mal preparados, mal pagos, humilhados e desiludidos. Diferentemente dessa concepção de escola e de aprendizagem, a teoria histórico-cultural, a partir das contribuições de Vygotsky e de seus seguidores, postula que o papel da escola é prover aos alunos a apropriação da cultura e da ciência acumuladas historicamente, como condição para seu desenvolvimento cognitivo, afetivo e moral, e torná-los aptos à reorganização crítica de tal cultura. Nessa condição, a escola é uma das mais importantes instâncias de democratização social e de promoção da inclusão social, desde que atenda à sua tarefa básica: a atividade de aprendizagem dos alunos. Tal aprendizagem não é algo natural que funciona independentemente do ensino e da pedagogia. As mudanças no modo de ser e de agir decorrentes de aprendizagem dependem de mediação do outro pela linguagem, formando dispositivos internos orientadores da personalidade. Tal como expressa Vygotsky, trata-se de uma reconstrução individual da cultura num processo de interação com outros indivíduos: o que inicialmente são processos interpsíquicos converte-se em processos intrapsíquicos. Sendo assim, a intervenção pedagógica por meio do ensino é imprescindível para o desenvolvimento cognitivo, afetivo e moral. Pelo ensino, opera-se a mediação das relações do aluno com os objetos de conhecimento, criando condições para a formação de capacidades cognitivas por meio do processo mental do conhecimento presente nos conteúdos escolares, em associação com formas de interação social nos processos de aprendizagem lastreados no contexto sociocultural.” (LIBÂNEO, 2009).

            Após uma avaliação cuidadosa dos novos conhecimento advindos das pesquisas de nossos cientistas  mais eminentes da área da pedagogia, e levando em consideração a afirmação de Young (2007): “Demandas políticas/econômicas e realidades educacionais é uma das maiores questões educacionais do nosso tempo”, entendemos, então, que em meio a tantas articulações oriundas destas políticas,que reduzem a eficácia do papel da escola dentro da sociedade, precisamos, também, dentro deste universo de novos conhecimentos e novas metodologias pedagógicas encontrar conhecimentos e ter criatividade para arquitetar, com estas novas inteligências, soluções que possam reverter a degradação estabelecidas em nossas escolas.

3.3.2 - Aulas expositivas
Deve-se , ainda, não deixar de notar que a predominância de aulas expositivas nas diversas partes do mundo e, por consequência no Brasil e, portanto em nossa escola, se soma a este conjunto de ações entrópicas dando sua parcela de degradação a qualidade educacional, visto que, estasaulas,além de partirem do falso pressuposto da igualdade, dentre os alunos, perdem força quando os alunos perdem valores, as novas tecnologias viram atrativos tecnológicos e não de cognição, o mercado faz da cultura, mercadoria, nas escolas faltam bibliotecas e a indisciplina bloqueia as ações corretivas.
            Sendo assim, em nossa escola, priorizaremos as metodologias trinas, ativas, como mapas conceituais, aprendizagens em equipe, aprendizagem por pesquisa, e outras, levando em consideração a teoria histórico cultural de Vygotsky e do Ensino desenvolvimental de Davidov, que segundo ele:

“...a escola deve ensinar os alunos a pensar, quer dizer, desenvolver ativamente neles os fundamentos do pensamento contemporâneo, para o qual é necessário organizar um ensino que alavanque o desenvolvimento” (1988, p.03).
Com esta afirmação, Davidov nos acena para o fato de que ensinar a pensar é algo fundamental para o desenvolvimento do ser. O que traz em si grande sabedoria e consistência, visto que os pensamentos são matéria prima que podem se converter em ferramentas de grande diversidade, quanto a utilidade, e quando estas são bem orquestradas por um bom-pensar, são verdadeiras forças motrizes em atuação na vida do indivíduo, assim como, por suas ações, na própria sociedade.
            Um bom-pensar, acarreta boas escolhas e boas escolhas nos levam ao bem-viver e o respeito e a solidariedade ao bem-conviver. Desta forma, entendemos que nossa concepção pedagógica, deve caminhar focada no ensinar a pensar, caminhando do empírico para o teórico, assim como, permitir no ambiente escolar, o desenvolvimento, pela prática, dos valores complementares a boa formação que entendemos ser o papel da escola. Certamente, para se desenvolver o bom-pensar, faz-se necessário apreender informações e alguns conceitos e, com o bom-pensar, criar novos conceitos partindo das informações e também dos conceitos já conhecidos. Da mesma forma se faz necessário informações e conhecimentos para, com estes, o bom-pensar desenvolver o fazer e, com estas duas colunas, erguer ciência, filosofia, tecnologias... e, agregando a estas colunas, a criatividade e imaginação, também erigir a arte e os conhecimentos da espiritualidade para tratar, assim, também do que antecede a materialidade no mundo da existência, assim como, também, adentrar o campo da poesia como estado de ser, o imaterial, para produção do  literário expresso no, também,  mundo da existência.
            Portanto, embora os pensadores apontem aspectos reais na análise da escola contemporânea e estes, aspectos, reajam entre si produzindo desastres escolares e educacionais, entendemos que o bom-pensar, como propomos, possa criar arranjos melódicos e harmoniosos agregados e em consonância para realização de um salto “quântico” civilizatório que possa nos levar por novos caminhos com estruturas mais condizentes com o que há de novo no mundo, sem perdermos a capacidade de reflexão e sem chances para produção de futuros holocaustos (Habermas) .


3.3.3 - Como indicativo de solução, apontamos aqui algumas possibilidades de solução.
1-    Possibilitando que o aluno possa, mais integralmente, dedicar-se as atividades de aprendizagem, quando na escola, assim como proporcionar , paralelamente, condições para o aprimoramento da responsabilidade, assim como: solidariedade, empatia, autodeterminação/autonomia e propósito. Considerando, também, que que se o aluno não der conta destes procedimentos, far-se-á necessário que os pais sejam alertados, para que possam atuar de forma mais enfática com intuito de ajudar, seu filho, neste momento de desenvolvimento atitudinal, de formação de valores e aquisição de conhecimentos. Espera-se, para maior garantia de sucesso, poder contar com um profissional presente na escola para auxiliar nas questões axiológicas (valores).
2-    Devemos orientar e estimular os pais a não permitirem que seus filhos tragam para a escola qualquer tipo  de objeto de entretenimento. Que tragam sim, seu material de uso escolar, seus lápis apontados, canetas, cadernos, livros e agendas.
3-    Para produzir uma solução eficaz e viável que possa alterar para melhor o quadro atual, de baixo rendimento, para uma realidade com mais facilidade de retenção de um maior grau de aprendizagem de conhecimentos para o aluno. Sabendo que com o conhecimento empírico há a necessidade de muita memorização, o que causa um grande desgaste para esta fixação e, consequentemente, o uso da memória torna-se um fardo muito pesado quando este conhecimento é apresentado em quantidade exagerada e, ainda, que a atenção do ser humano alcança seu limite entre 15 e 18 minutos, podemos admitir como solução para estes empecilhos, possibilidades diferentes de atividades de aprendizagem diferente das aulas tradicionalmente empregada nas escolas. Pois sabemos que há o predomínio do empirismo e consequentemente há uma maior dificuldade para retenção, principalmente, pela conjuntura enormemente mais desafiadora, quanto aos estímulos ao entretenimento, prejudicando, assim, o desempenho do aluno.
Levando em consideração os caminhos apontados por Vigotsky, Davidov, Ausubel, e outros pensadores, sobressai a questão de que uma aprendizagem significativa pode acontecer de forma mais ampla quando pensamos em conhecimento prévio (Vigotsky), ou subsunçor (Ausubel), por exemplo. Pedro Demo nos apresenta aprendizagem por pesquisa e  que apontam para a importância da ancoragem do conhecimento novo ao já existente e, ainda, Larry K. Michaelsen, com a aprendizagem baseada em equipes(ABE). Todas estas novas metodologias, nos permite realizarmos a transmutação da sala de aula tradicional, onde o foco é o ensino com o professor ao centro, pela sala de atividades de aprendizagem, onde o professor, o meio (a linguagem e demais recursos) e o aluno, interagem formando o sistema de aprendizagem para produção dos conhecimentos, tornando, assim, um ambiente mais atualizado e mais eficaz, à medida que os alunos se tornam atuantes dentro do processo e, consequentemente, terão mais facilidade para retenção do conhecimento sistematizados a eles próprios. Entendemos que com esta contrapartida, podemos fazer da escola pública, a escola do conhecimento, assim como dos valores tanto para ricos quanto para pobres e que a economia procure outra solução para manter o status quo dos endinheirados e deixe as escolas cumprirem seu papel em seu envolvimento com a humanidade. O direito ao aprendizado de todas as crianças jamais deve ser tolhido por se considerar a escola, como aparelho de regulagem econômica ou social

4. Por fim, conforme, BNCC, Resolução municipal 01/2016, e LDB 9394/96, adequada pela Resolução 05/97 do CNE,

“As atividades escolares se realizam na tradicional sala de aula, do mesmo modo que em outros locais adequados a trabalhos teóricos e práticos, a leituras, pesquisas ou atividades em grupo, treinamento e demonstrações, contato com o meio ambiente e com as demais atividades humanas de natureza cultural e artística, visando à plenitude da formação de cada aluno (grifo nosso). Assim, não são apenas os limites da sala de aula propriamente dita que caracterizam com exclusividade a atividade escolar de que fala a lei. Esta se caracterizará por toda e qualquer programação incluída na proposta pedagógica da instituição, com frequência exigível e efetiva orientação por professores habilitados. Os 200 dias letivos e as 800 horas anuais englobarão todo esse conjunto.”
Assim sendo, nossa escola adotará, além das metodologias ativas, cientificamente, comprovada, como de maior aprendizado, também as assembleias estudantis, devidamente orientada por um número parcial de professores, que se revezarão, conforme a sucessão das assembleias, com os demais professores que concomitantemente, estarão reunidos, também na escola, com o objetivo básico de planejamento coletivo. Tudo isto ocorrendo no intervalo de 1h. Esta ação dupla visa a revigorar a escola, as adequações e as soluções para aspectos pedagógicos conflitantes, para, assim, deliberar sobre adequações necessárias para aprimoramentos metodológicos com fins de manter sempre elevado o aprendizado escolar. 
            Estas assembleias atenderão aos objetivos claros e concretos contidos na LDB, 9394/96, Art. 27 –I, quanto a:

“... difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos  e deveres do cidadão, de respeito ao bem comum e à ordem democrática

                        Na 10ª das 10 competências gerais da BNCC,


O que é: Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação. Para: Tomar decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
Incentivo: Participação ativa na avaliação de problemas atuais, levando em conta desafios como valores conflitantes e interesses individuais.As competências gerais serão trabalhadas em cada uma das áreas de conhecimento – Linguagens, Matemática, Ciências Humanas,  Ciências da Natureza e Ensino religioso – e construídas por habilidades desenvolvidas a partir de atividades em sala de aula.A proposta da BNCC é colocar o 
estudante como agente ativo da sua própria educação, fazendo com que ele saiba identificar problemas, compreender conceitos, propor soluções, interagir com os colegas de classe, argumentar e etc. Aprendizagens sintonizadas com as necessidades dos alunos, gerando maior engajamento e adequando-se aos desafios da sociedade atual.
Não existe uma hierarquia entre as 10 competências gerais. De acordo com o MEC, cada uma tem seu valor e todas se articulam para o desenvolvimento positivo da educação dos alunos. Na educação Infantil, por exemplo, os cinco campos de experiência – O eu, o outro e o nós; Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; Escuta, fala, pensamento e imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações – são o foco da aprendizagem, que deve se encaixar na proposta.
O enfoque das novas diretrizes citadas pelas 10 competências gerais da BNCC são como os novos fundamentos da educação brasileira, a fim de construir um ensino linear (grifo nosso). Dessa forma, é legal também estimular os pais e responsáveis a lerem e conhecerem as novas propostas. Assim, todos estarão por dentro das novas mudanças, gerando uma harmonização, boa comunicação entre pais, escola e alunos e um excelente desenvolvimento pedagógico.”

            Portanto, as assembleias, à medida que atendem estas orientações legais, também permitem os encontros paralelos para o planejamento coletivo e, isto, atende, diretamente,  as necessidades metodológicas para um perfeito arranjo entre as diversas áreas do conhecimento focado no objetivo básico do Ensino Fundamental de 9 anos,  conforme artigo 32 da LDB 9394/96.
Este formato pedagógico proporcionará aprimoramentos relacionais e combaterá a solidão do trabalhador da educação, isolado em seu planejamento, evidenciando, dentro da escola, o principal valor de nossa gama de valores, que é a solidariedade.
Tudo isto, implementado, fará de nossa escola uma verdadeira comunidade de aprendizagem, com tertúlias dialógicas, assembleias e metodologias ativas entre outros aparatos pedagógicos consistentes, só possíveis quando adotamos o propósito, a autonomia, a responsabilidade, a empatia e, é claro, a solidariedade, como nossos principais valores.



Meta 2 (desafio 5)
           
Problema relativo a necessidade de aprimorar os planejamentos pedagógico, tornando-os mais coletivo e abrangente.

Quanto ao planejamento, ferramenta primordial para o processo de aprendizagem, este, tem sido feito de forma individual, basicamente, entre o professor e a coordenação, impedindo, assim, ações pedagógicas mais abrangentes, quanto aos assuntos transversais, de grande valia para oportunizar aos alunos aprimoramentos conforme  previsto na proposta curricular.
Com base nos resultados de pesquisas recentes, relativas as novas metodologias, já apropriada por diversas escolas, entendemos que, por conta da constatação da pouca eficácia das metodologias, hoje, presentes no cotidiano de nossa escola, assim como, na maioria das escolas, atualmente, todos devemos estar engajados na busca de soluções para melhoria dos resultados, observando nossos pontos fracos para, então podermos, com base neles, construir soluções consistentes,aplicáveis e abertas ao aprimoramento, conforme nossa aprendizagem em (e como) equipe. Pois, temos hoje como realidade, um quadro escolar de grande indisciplina, pouquíssimo aprendizado, falta de conselho escolar, alienação, pouca cooperatividade, pouco comprometimento com a missão escolar, com o próprio aprendizado, pouca comunicação, etc.
Contudo, a tomada de decisão para inovações, passam por fortes barreiras internas, a nível de indivíduos, assim como, externas, presentes no sistema e mesmo da sociedade.
Optamos então por iniciar o processo pelo aprendizado do conhecimento necessário para nos tornarmos capazes de transpormos as barreiras individuais que rondam as inovações naturais necessárias ao aprimoramento pedagógico.




Meta 3 (desafio 6)

Problema relativo a desconstrução de relações advindas de hábitos feudais tardios brasileiros.


Quanto a responsabilização em relação ao ambiente de estudo, aos alunos, não são ministrados nenhum tipo de ensino ou procedimentos capazes de mudar ou aprimorar hábitos sociais para o convívio em comunidade. Pois, as salas de aula, ao final da última aula do turno, normalmente, estão em estado deplorável quanto a arrumação e sujeira, aspectos ignorados pelos alunos e portanto, assim, se permite a reprodução, de costumes arcaicos, advindos das relações feudais tardias brasileiras, que persistem nos dias atuais limitando o desenvolvimento do aluno para o bem-conviver em sociedade e nos diversos coletivos que, circunstancialmente, se integram, como na família, no trabalho, nos acampamentos, etc.
Para este desafio, necessita-se que pais e escola possam proporcionar as crianças uma prática de responsabilidade e cooperatividade, quanto aos ambiente por eles usados no âmbito escolar. Ou seja cuidar do ambiente onde desenvolve suas atividades. Isto é condizente com civilidade e valores necessários a humanização.Ou seja, este zelar pelo ambiente imediato, se livrando das pegadas ambientais, preparando, assim, este aluno, para, enquanto no ambiente mais amplo, como a própria natureza, que este também valorize zelar pelo meio ambiente sabendo que é obrigação de todos nós e não apenas de alguns. Ou seja, reproduzir a ideia de que uns estão para sujar e outros para limpar, já está há muito tempo superado, a medida que consideramos que o homem já está civilizado para o próprio homem e já a caminho  de se civilizar para natureza, assim como para os animais.







Meta 4 (desafio 7)

Problema relativo a cardápios alimentícios que ainda apresentam alimentos carregados de componentes, comprovadamente, maléficos para o corpo humano.

Quanto a alimentação, sabemos que é uma necessidade básica e prioritária ao aprendizado, segundo Maslow. Contudo, por conta de mais um hábito congelado e perpetuado, nós escolas e outras instituições, nos petrificamos e regredimos quando ignoramos os avanços da ciência presentes nos artigos mais recentes e que levarão anos ou décadas para chegarem as instituições para então serem, tardiamente, aplicados por estas instituições. Certamente, isto acontece na educação, na medicina e no campo de estudos nutricionais desatrelados dos conhecimentos médicos complementares. Em virtude deste retardo, nossas escolas, quanto a alimentação, ainda caminha com os prejuízos outrora desconhecidos, presentes na alimentação carregada de componentes causadores de diversos tipos de doenças que, certamente, para serem curadas ou remediadas, depende de muitos esforços ou gastos para resolver problemas possíveis de serem evitados com uma simples adesão aos novos conhecimentos já disponíveis para a humanidade, mas, que ainda estão fora das instituições. Lembrando que segundo Hipócrates, o pai da medicina: “Que seu remédio seja o seu alimento e que seu alimento seja o seu remédio”. Assim sendo, fica explicito a necessidade de direcionar esforços para que nossos alunos tenham na sua alimentação, no dia a dia escolar, um potencializador de saúde e aprendizado. Iniciando pela agua, quanto ao pH e sua geometria molecular, pelo menos. Segue-se com as bolachas salgadas -carregadas de gordura trans-, os óleos de vegetais, etc.
           

Meta 5 (desafio 8)

Problema relativo a necessidade de uma avaliação qualitativa que valorize a produção do aluno e possa ajudá-lo a se conscientizar quanto a causa do maior ou menor sucesso por ele alcançado, sem descartar a avaliação quantitativa, necessária ao sistema para geração de políticas públicas de melhoria da qualidade do aprendizado.


Quanto a avaliação, fator primordial para garantia de sucesso dos trabalhos implementadores, seja da aprendizagem, ou do andamento da materialização do projeto. Hoje, temos uma avaliação classificatória que menospreza os erros, no sentido de que, estes, são indicativos de ajustes de procedimentos para uma maior aproximação do objetivo esperado. Faz-se hoje uma avaliação desprovida dos elementos atitudinais, tão importantes para agregar qualidade a uma avaliação eficiente, capaz de auxiliar ao aluno na descoberta  ou conscientização sobre os motivos do seu menor ou maior sucesso em suas atividades de aprendizagem.

·         “Avaliação é: ‘um processo de captação das necessidades, a partir do confronto entre a situação atual e a situação desejada, visando uma intervenção na realidade para favorecer a aproximação entre ambas, que está relacionado no modelo político pedagógico.’”


·         A importância da avaliação está no fato de que é ela quem norteia a construção de ajustes necessários a produção de saberes desenvolvidos pelo aluno no ambiente, ou atitudes, de aprendizado
·         [...] avaliação só faz sentido se favorecer a aprendizagem. Todavia, não se realiza aprendizagem qualitativa, sem avaliar. Quando se combate o tom classificatório, [...] pretende-se, no fundo, superar abusos da avaliação, no que estamos todos de acordo, mas não se poderia retirar daí que avaliação, de si, não é fenômeno classificatório. (LUCKESI, 2002, p.23).

·         Basicamente, busca-se a formação de um sistema da aprendizagem em substituição ao sistema de ensino, meramente instrutivo, onde o professor é o protagonista, diferentemente, portanto, da aprendizagem que tem o aluno e o método co-protagonizando com o professor, assim como, com a avaliação e a produção final sistematizada. Desta forma, o objeto de avaliação  dentro do conceito de avaliação qualitativa, é a produção do aluno que se torna significativa para seu progresso. Onde acertos e erros são, igualmente, significativos para aproximar o aluno cada vez mais de seu máximo potencial produtor de saberes.

·         Com base na LDB 9394/96 no artigo 24:

A verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: avaliação contínua e cumulativa, do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais.”
                                                                (Art. 24, V –a ’)

            Notemos que a LDB, nos deixa numa situação de ambiguidade. Pois devemos priorizar os aspectos qualitativos sobre os quantitativos. Contudo, sabemos que quando consideramos o sistema escolar, este é de fato classificatório e, neste, predomina e prevalece os aspectos quantitativos.
            Contudo, hoje, com o avanço dos estudos pedagógicos, podemos dar a este artigo uma interpretação um pouco menos antagônica, se considerarmos o que é aspectos e o que é qualitativo.
            Quanto a ‘aspectos’ precisamos lembrar que não se fala de aspectos desnecessariamente, pois, estes, como nos diz a professora, AméliaHamze,
“ não são notas, mas sim, registros de acompanhamento do caminhar acadêmico do aluno. O educando, sendo bem orientado, saberá dizer quais são seus pontos fortes, o que construiu na sua aprendizagem o que ainda precisa construir e precisa melhorar”.
            Segundo Pedro Demo, “Não há dicotomia entre quantitativo e qualitativo” e, de fato, sempre há uma certa quantidade de um no outro. Certamente, daí a razão da grande dificuldade para o descarte de um ou de outro. Pois, ambos estão interligados e o que se faz necessário é saber como utilizar as duas partes de modo que haja o maior benefício possível e, é neste sentido que convém apontar a possibilidade de agregar ao sistema, o que é quantitativo e ao professor o que é qualitativo,  pelas características e potencialidades de cada um destes adjetivos. Pois, a qualidade tem ação direta na aprendizagem, ao passo que a quantidade, é “meramente” classificatória e subsidiária do sistema. Pois, a qualidade da aprendizagem, se amplia quando os aspectos qualitativos, se tornam condutores ou orientadores que favorecem o aprimoramento do aluno em sua atuação ativa dentro do processo de aprendizagem, reorientando quanto as reflexões, as fontes de pesquisa e até mesmo, quanto aos hábitos e atitudes no caminhar da aprendizagem. Portanto, os feedbacks para o aluno, tem caráter qualitativo e agrega melhoria de sua ação, enquanto agente ativo dentro do processo de aprendizagem.
            Contudo, a classificação necessária para uso do sistema, também apresenta feedback sistêmico que, de alguma forma, também reorienta ações e políticas públicas para produzir aprimoramento social.
            Desta forma, estes dois adjetivos, se reencontram a medida que enquanto o qualitativo qualifica o micro (indivíduo), o outro, o quantitativo, qualifica  o macro (sociedade) e, assim como indivíduo e sociedade estão intimamente ligados, o qualitativo e o quantitativo, também.
            Com base nesta apresentação retórica, convém, então que nossa escola não descarte nem o qualitativo e nem o quantitativo, pois são inseparáveis, antão, antes, devemos procurar empregar ambos da forma mais cabível e promissora possível. Sendo assim, nossa escola praticará dois tipos de avaliações: qualitativa e quantitativa, priorizando conforme o momento e os objetivos.


3.3.4 - Considerações relativas a avaliação quantitativa

            Avaliação de atuação sistêmica. Voltada para classificação e feedback do sistema. Esta tem sua importância nas questões mais gerais e objetivam, basicamente, a retroalimentação com geração de políticas públicas internas ou externas. Esta avaliação terá como ponto forte, as médias por turmas, por séries, por bimestre e anual. Assim como, a média anual da escola, o que permitirá, se convier a Secretaria de educação, um indicativo a nível municipal, caso as demais escolas adotem esta iniciativa.
            Esta avaliação terá como estrutura básica, um sistema de dados de fácil operação que pode ser operado pelos professores e coordenação escolar. Esta estrutura de dados operará em conjunto com a central de avaliação sistêmica, que receberá as questões dos professores, compilará e, na data determinada, aplicará a todos os alunos em horário também determinado.
            Esta avaliação abordará aspectos cognitivos, abrangendo todas as áreas do conhecimento, previstas para o ensino fundamental, sempre levando em  consideração, também, as dez competências gerais da BNCC, assim como o Art.32 da LDB/96( I, II, III, IV)   

http://appprova.com.br/wp-content/uploads/2016/05/bncc-base-nacional-comum-curricular-ef.png


3.3.5 - Considerações relativas a avaliação qualitativa

            Esta avaliação será parte integrante das metodologias ativas aplicadas. Será voltada para avaliação da metodologia, assim como se focará, também, no retorno para o aluno com o intuito de orientá-lo em sua ação reflexiva na caminhada da aprendizagem. Esta avaliação será implementada pelo professor, no decorrer do processo de aprendizagem, objetivando, sempre, uma avaliação abrangente, que não ignore os aspectos emocionais, culturais, axiológicos e cognitivos. Nesta avaliação, o professor contará com a liberdade necessária para poder melhor observar o desempenho e produtividade do aluno.
            Quando por ocasião de provas finais bimestrais, a avaliação do professor será fundamental para que, em interagindo com o sistema quantitativo, possa possibilitar ajustes necessários a uma maior clareza para fins de evitar uma retenção ou classificação incompatível considerando a produção do aluno em relação a ele mesmo.  Desta forma, esperamos estar praticando uma avaliação para mensuração do conhecimento com o mínimo possível de taxa de erros e o máximo possível de taxa de aprendizado.
            Considerando a 9ª competência que diz:

A proposta da BNCC é colocar o estudante como agente ativo da sua própria educação, fazendo com que ele saiba identificar problemas, compreender conceitos, propor soluções, interagir com os colegas de classe, argumentar e etc. Aprendizagens sintonizadas com as necessidades dos alunos, gerando maior engajamento e adequando-se aos desafios da sociedade atual.”
           
            Isto nos leva a se considerar que, com o uso das metodologias ativas, será possível extrair das prerrogativas da BNCC, o que há de mais avançado na contemporaneidade para reverter o quadro escolar e educacional, tão degradado por medidas econômicas que propagam um modelo  escolar educacional gerador de mão de obra barata, formando, como tem acontecido, jovens com baixíssimo conhecimento e pouca capacidade de reflexão. Salientando que o inesperado são as metodologias ativas e que o sistema que conserva as aulas, seguirão o rumo traçado por forças alheias ao campo da educação. Sendo assim, é mister que o mais rápido possível, todos os nossos professores possam estar preparados para a implementação destas novas metodologias. Um exercício de ação multipotencializada, ou seja efeitos que somam um maior número de resultados acertados que corrigem entropias do sistema. Pois as metodologias ativas além de tirar o aluno da posição estagnado diante das informações, estimula o aluno a movimentar-se mentalmente, caminhando em busca de conclusões e produzindo conhecimento, do qual ele pode expressar com vigor e conhecimento de causa. Diferente daquele conhecimento que só sabemos por que o “professor falou” e “pronto!”. E, certamente, este novo estado dinâmico do aluno enquanto produtor de sua aprendizagem e, consequentemente, da sociedade, pois, transforma a sociedade, criando fluxos e gerando crescimento evolutivo com ampliação das inteligências melhorativas que trazem melhores soluções para os problemas, tanto sociais, quanto individuais.

3.3.6 - Avaliação qualitativa para dialogar com o aluno em metodologias ativas


UNIDADE CURRICULAR
Hab.:

Hab.:

Hab.:

Hab.:

Hab.:

NOME
COMPREENSÇAO
PARTICIPAÇÃO
ARGUMENTAÇÃO
COLABORAÇÃO

A
B
C
D
A
B
C
D
A
B
C
D
A
B
C
D
fulano
 A
 A
 A
 A
ciclano
 A
 A
 A
 A
CASA
 A
 A
 A
 A
SANDRA
 A
 A
 A
 A
JANTAR
 A
 A
 A
 A
MONTANHA
 B
 B
 B
 B
KILOMBO




RIACHUELO




RROM




ANHANGUERA




MAOMI




CATARATA




CATARINA




CATÓDICO




BLUMENAL




VIVIAN




ARUA




CANGAÇO




MARROM




VEDETE




TITITT




TUTU




KARLA




Celtrano




MAMÃO




ABACATE




Abelim




CATUPÉ




VIVER




Bebelim




Cebelim




Dedelim




Ebelim





Recomenda-se o uso de lápis e borracha para as anotações.
Conceitos ‘A’, ‘B’, ‘C’ e ‘D’
Caixa de Texto: X=(NOTA X 4)/10Caixa de Texto: 10 : 4
NOTA: X
Corresponde a:
A= 2,5
B= 2
C=1,5
D=1
Avaliação qualitativa para dialogar com o aluno quanto aos trabalhos ou pesquisa
TEMA DO TRABALHO:
NOME

Compreensão
DATA DE ENTRE-GA
ARGUMENTAÇÃO
CONCLUSÃO

A
B
C
D
A
D
A
B
C
D
A
B
C
D
fulano
 A
 A
 A
 A
ciclano
 A
 A
 A
 A
CASA
 A
 A
 A
 A
SANDRA
 A
 A
 A
 A
JANTAR
 A
 A
 A
 A
MONTANHA
 B
 B
 B
 B
KILOMBO
 B
 B
 B
 B
RIACHUELO
 B
 B
 B
 B
RROM
 B
 B
 B
 B
ANHANGUERA
 B
 B
 B
 B
MAOMI
 B
 A
 A
 A
CATARATA
 B
 A
 A
 A
CATARINA
 B
 A
 B
 A
CATÓDICO
 B
 A
 B
 A
BLUMENAL
 B
 A
 B
 A
VIVIAN
 C
 B
 B
 A
ARUA
 C
 B
 B
 A
CANGAÇO
 C
 B
 A
 A
MARROM
 C
 B
 A
 A
VEDETE
 A
 B
 A
 A
TITITT
 A
 A
 A
 A
TUTU
 A
 A
 A
 A
KARLA
 A
 A
 A
 B
Celtrano
 B
 A
 A
 B
MAMÃO
 B
 A
 A
 B
ABACATE
 B
 A
 A
 B
Abelim
 B
 A
 A
 B
CATUPÉ
 B
 B
 B
 A
VIVER
 B
 B
 B
 A
Bebelim
 B
 B
 B
 A
Cebelim
 B
 B
 B
 A
Dedelim
 C
 B
 B
 A
Ebelim
 C
 A
 A
 B
Texto explicativo 3: O pesoRecomenda-se o uso de lápis e borracha para as anotações.
A= EXCELENTE =2,5
Caixa de Texto: NOTA X 3
10
Caixa de Texto: 10  :    3
NOTA  : X


B=BOM = 2
C=REGULAR= 1,5
D=INSUFICIENTE=1
Avaliação atitudinal
NOME
ASSIDUIDADE
PONTUALIDADE
MATERIAL ESCOLAR
COLABORAÇÃO
NOTA

2,5
2
1,5
1
2,5
2
1,5
1
1
0
2,5
2
1,5
1

A
B
C
D
A
B
C
D
A
D
A
B
C
D
fulano
 A
 A
 A
 A

ciclano
 A
 A
 A
 A

CASA
 A
 A
 A
 A

SANDRA
 A
 A
 A
 A

JANTAR
 A
 A
 A
 A

MONTANHA
 B
 B
 B
 B

KILOMBO
 B
 B
 B
 B

RIACHUELO
 B
 B
 B
 B

RROM
 B
 B
 B
 B

ANHANGUERA
 B
 B
 B
 B

MAOMI
 B
 A
 A
 A

CATARATA
 B
 A
 A
 A

CATARINA
 B
 A
 B
 A

CATÓDICO
 B
 A
 B
 A

BLUMENAL
 B
 A
 B
 A

VIVIAN
 C
 B
 B
 A

ARUA
 C
 A
 B
 A

CANGAÇO
 C
 A
 A
 A

MARROM
 C
 A
 A
 A

VEDETE
 A
 A
 A
 A

TITITT
 A
 A
 A
 A

TUTU
 A
 A
 A
 A

KARLA
 A
 A
 A
 B

Celtrano
 B
 A
 A
 B

MAMÃO
 B
 A
 A
 B

ABACATE
 A
 A
 A
 B

Abelim
 A
 A
 A
 B

CATUPÉ
 A
 B
 B
 A

VIVER
 A
 B
 B
 A

Bebelim
 A
 B
 B
 A

Cebelim
 A
 B
 B
 A

Dedelim
 A
 B
 B
 A

Ebelim
 A
 A
 A
 B


Recomenda-se o uso de lápis e borracha para as anotações.
                                   
A= EXCELENTE =2,5
B=BOM = 2
C=REGULAR = 1,5
D=INSUFICIENTE = 1

Parâmetros avaliativos
Nossas avaliações serão somativas e levarão em consideração os respectivos pesos: 2 para aspectos atitudinais e 8 para aspectos cognitivos
Caixa de Texto: 10  :    2
NOTA  : X


Caixa de Texto: NOTA X 2
10
 

                                     (atitudinal)    


Caixa de Texto: 10  :    8
NOTA  : X


Caixa de Texto: NOTA X 8
10
 

                                 (cognitivo)

3.3.7 - Considerações relativas ao Saber o Básico

            Se faz necessário compreender que uma base comum curricular, precisa ser aquilo que é suficiente para que o indivíduo, por ter este conhecimento, possa ser capaz de fazer boas escolhas capazes de proporcionar a si mesmo, ao outro e a natureza benefícios harmoniosos necessários a boa vida em sociedade ou fora dela. Corrigindo, assim, o encantamento pelas tecnologias e mudando a postura hedonista que norteia o caminho da alienação.  Postura esta, incentivada pelos banqueiros, reformadores empresariais, nas Declarações de Jomtien (Tailândia. 1990), Dakar ( Nova Deli. 1993), e Salamanca (Espanha. 1994), etc.

“...os conteúdos e métodos de educação precisam ser desenvolvidos para servir às necessidades básicas de aprendizagem dos indivíduos e das sociedades, proporcionando-lhes o poder de enfrentar seus problemas mais urgentes - combate à pobreza, aumento da produtividade, melhora das condições de vida e proteção ao meio ambiente - e permitindo que assumam seu papel por direito na construção de sociedades democráticas e no enriquecimento de sua herança cultural;
2.5 os programas educacionais bem sucedidos exigem ações complementares e convergentes, no contexto do papel da família e da comunidade, nas áreas de nutrição adequada, cuidados efetivos da saúde e cuidado e desenvolvimento apropriado para crianças pequenas;”
                                                                                   ( Nova Deli. 1993)

Podemos ir muito além disto. Além do acolhimento e além da escola como ambiente para solucionar os problemas citados, que verdadeiramente, possuem causas instituídas distante do espaço escolar. Cabe a escola aprimorar a aprendizagem e preparar o aluno por intermédio das novas metodologias, prática da democracia e autonomia intelectual.
Exemplo de formato para recuperação.

3.3.8 -  “Projeto 300”

            Ainda dentro das metodologias ativas, o professor Ricardo Fragelli, do curso de engenharia da universidade de Brasília, demonstrou, na prática que os índices de aprovação aumentaram de 50% para 85% com o uso dos valores: cooperatividade, solidariedade e propósito, adotados por seus alunos na turma de cálculo I formada por 200 alunos, dentro do “Projeto 300”. Ele expandiu a prática das metodologias ativas para recuperação dos alunos com dificuldades não superadas na primeira fase. Porém, com uma ressalva determinante para o sucesso da estratégia. Pois, como se sabe, alunos com notas abaixo de 70%, têm direito a recuperação e alunos com notas acima desta marca, não. Porém, ele abriu a possibilidade deste aluno “bom” aumentar sua nota se estivesse presente num grupo onde alguns alunos de rendimento baixo, tivessem seu rendimento aumentado. Ele se baseou no filme Os 300, que conta a história dos 300 soldados que foram praticamente imbatíveis contra exércitos muitas vezes superiores em número e armamento. E, segundo o comandante deste exército, eles eram imbatíveis porque cada soldado de seu exercito não atacava o inimigo e sim, defendia o seu companheiro em campo de batalha.
            Desta forma o professor chega ao nosso PPP como um case de sucesso. Resultado comprovado e chega para complementar nosso arcabouço de metodologias para fazermos de 2019 um ano promissor na educação brasileira.
            Por fim, para encerrar estes aportes teóricos, citamos Carl Rogers

“Nós não nascemos humanos, nós nos tornamos humanos.”
                                                            (Joseph Campbell).


“...a palavra “humano” é conhecida por bem poucas pessoas! A sua etimologia vem do latim “humus”, que significa “terra fértil”. Esse termo é o mesmo que origina a palavra HUMILDADE. Ou seja, só pode ser humilde alguém verdadeiramente humano, e só pode ser humana a pessoa que faz de si uma terra fértil, capaz de gerar algo novo a partir de seus nutrientes cultivados”.

E, por fim, com base em Vitor Hugo:

A águia é grande por voar
O Rouxinol, por cantar
,Assim, a águia conquista o espaço
O rouxinol, as almas, inspirando compaixão e solidariedade.
Então, por que perguntar que alunos queremos formar ao invés de, apenas colaborar para que nossos alunos venham a ser águias que cantam (Fragelli) e, assim completarem sua humanidade.

Como: Implementar o uso de metodologias ativas, reestruturar as avaliações, criar o conselho escolar e introduzir problemas de lógica, com o intuito de desenvolver o pensamento lógico.

Meta 6 (desafio 9)

Problema relativo a implementação das 10 competências gerais dentro da proposta curricular da escola.

3.3.9 - Considerações iniciais

Sobre o desafio 9, este ano de 2019 nos lança o desafio da implementação da BNCC e suas dez competências gerais  que passarão a integrar a educação a nível nacional, corroborada pela resolução municipal  01/2016 do Conselho Municipal de Educação.

BNCCAs 10 competências gerais
“ 1. Conhecimento

O que é: Valorizar e utilizar os conhecimentos sobre o mundo físico, social, cultural e digital.Para: Entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar com a sociedade.Incentivo: Fazer escolhas a partir desse conhecimento.

2. Pensamento científico, crítico e criativo

O que é: Exercitar a curiosidade intelectual e utilizar as ciências com criticidade e criatividade. Para: Investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções .Incentivo: o foco está na mobilização de adquirir novas habilidades e desenvolver o processo cognitivo, como a atenção, memória, percepção e o raciocínio. É fazer o aluno investigar sobre o assunto e apresentar soluções com o conhecimento adquirido.

3.Repertóriocultural

O que é: Valorizar as diversas manifestações artísticas e culturais.
Para: Fruir e participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
Incentivo: Consciência multicultural, com incentivo à curiosidade e experimentação. (Aulas como da 
diversidade cultural do filme Viva e Pantera Negra são ótimos exemplos neste tópico)

4.Comunicação
O que: é Utilizar diferentes linguagens.Para: Expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias, sentimentos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.Incentivo: Domínio de repertórios da comunicação e multiletramento, como acesso à diferentes plataformas e linguagens.

5.Cultura Digital

O que é: Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de forma crítica, significativa e ética.Para: Comunicar-se, acessar e produzir informações e conhecimentos, resolver problemas e exercer 
protagonismo e autoria.
Incentivo: Contato com ferramentas digitais, produção multimídia e linguagem de programação – tudo de forma ética.

6.Trabalho e Projeto de Vida

O que é: Valorizar e apropriar-se de conhecimentos e experiências.
Para: Entender o mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas à cidadania e ao seu projeto de vida com liberdade, autonomia, criticidade e responsabilidade. Incentivo: Compreensão sobre o valor do esforço e capacidades, como determinação e auto avaliação.

7.Argumentação

O que é: Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis.
Para: Formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns, com base em direitos humanos, consciência socioambiental, consumo responsável e ética.Incentivo: Consciência sobre modos de expressão e reconhecimento de pontos de vista diferentes.
8.Autoconhecimento e autocuidado

O que é: Conhecer-se, compreender-se na diversidade humana e apreciar-se.Para: Cuidar de sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
Incentivo: Reconhecimento de emoções e sentimentos e como influência de suas atitudes. (Lembra da importância de ensinar aos alunos 
habilidades emocionais?)
9.Empatia e cooperação

O que é: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação.Para: Fazer-se respeitar e promover o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade, sem preconceitos de qualquer natureza.Incentivo: Diálogo como mediador de conflitos e acolhimento da perspectiva do outro.

10.Responsabilidade e cidadania

O que é: Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação. Para: Tomar decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
Incentivo: Participação ativa na avaliação de problemas atuais, levando em conta desafios como valores conflitantes e interesses individuais.As competências gerais serão trabalhadas em cada uma das áreas de conhecimento – Linguagens, Matemática, Ciências Humanas,  Ciências da Natureza e Ensino religioso – e construídas por habilidades desenvolvidas a partir de atividades em sala de aula.A proposta da BNCC é colocar o 
estudante como agente ativo da sua própria educação, fazendo com que ele saiba identificar problemas, compreender conceitos, propor soluções, interagir com os colegas de classe, argumentar e etc. Aprendizagens sintonizadas com as necessidades dos alunos, gerando maior engajamento e adequando-se aos desafios da sociedade atual.
Não existe uma hierarquia entre as 10 competências gerais. De acordo com o MEC, cada uma tem seu valor e todas se articulam para o desenvolvimento positivo da educação dos alunos. Na educação Infantil, por exemplo, os cinco campos de experiência – O eu, o outro e o nós; Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; Escuta, fala, pensamento e imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações – são o foco da aprendizagem, que deve se encaixar na proposta.
O enfoque das novas diretrizes citadas pelas 10 competências gerais da BNCC são como os novos fundamentos da educação brasileira, a fim de construir um ensino linear. Dessa forma, é legal também estimular os pais e responsáveis a lerem e conhecerem as novas propostas. Assim, todos estarão por dentro das novas mudanças, gerando uma harmonização, boa comunicação entre pais, escola e alunos e um excelente desenvolvimento pedagógico.”
                        (https://blog.estantemagica.com.br/10-competencias-gerais-da-bncc/)


Resolução municipal do CMEG 01/2016, Art. 23

Art.23Amatriz Curricular para o ensino de nove anos do Ensino Fundamental garantirá aos estudantes:

O estudo da língua portuguesa e a matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política;

II-desenvolver habilidades intelectuais, criar atitude se comportamentos desejáveis para a vida e o convívio em sociedade;

III-compreender a cidadania como participação social e política, como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, constituindo no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustas, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito;

IV-conhecer características fundamentais do Brasil em suas dimensões físicas, sociais, culturais, geográficas e  econômicas para a construção progressiva da identidade civil e nacional;

V- valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural do Brasil e de outros povos e nações, em especial daqueles cujas matrizes formam o povo brasileiro, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crença, de sexo, de etnia ou de outras características individuais e sociais;

VI -A questão ambiental contemporânea deve ser trabalhada partindo da realidade local, mobilizando as emoções e energia das crianças para a preservação do planeta e do ambiente onde vivem.


VII -conhecer suas dimensões  afetiva, física, cognitiva, ética, estética, percebendo-as nas inter-relações pessoais, na inserção social e desenvolvendo sua auto estima e autoconfiança no processo de construção do conhecimento e no exercício da cidadania;

VIII – cuidar do pprio corpo, agir com responsabilidade em relação à sde pessoal e coletiva, como aspectos sicos para a qualidade de vida;

IX -apropriar-se das diferentes linguagens -verbal, musical, matemática, gráfica, plástica e corporal-como meio para produzir, expressar e comunicar suas ideias, interpretar e usufruir das produções culturais, em contextos públicos e privados;

X-recorrer a diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para construir o conhecimento;

XI l – utilizar o pensamento lógico,  a criatividade, a intuão e a capacidade de análise crítica para questionar a realidade e formular problemas, resolvendo-os por meio da seleção de procedimentos e verificação da sua adequação.”

Então, se juntarmos as 10 competências da BNCC com, especialmente, o artigo 23 da resolução 01/2016 do CMEG, concluiremos que nossa proposta pedagógica estará,perfeitamente, alinhada e em consonância com o pensamento contemporâneo preconizado pela Declaração de Jomtien e demais posteriores a esta. Contudo, embora os resultados até hoje alcançados, têm sido desastrosos. Evasão escolar tem aumentado e o nível de aprendizado tem caído. Concomitantemente o aumento da indisciplina, falta de foco e falta de esforço discente e aprimoramento docentes, assim como, a falta de mecanismos orientadores para correção de postura que estão em desalinho com a aprendizagem. Tudo isto nos leva a busca incessante de soluções. De novas metodologias e, para nosso alento, elas estão acontecendo. São as chamadas metodologias ativas que tira o aluno da posição passiva e o coloca dinâmico dentro do processo de aprendizagem. Sem monotonia e sem retenção empírica, efêmera e pouco significativa. E, ainda, mudanças que precisam dar respostas ao que já tem sido apontado como causa de evasão nas séries finais do ensino fundamental, assim como do ensino médio.
            Portanto, seria um contrassenso, como diria Albert Einstein, querermos novos resultados se continuamos fazendo sempre igual ao que fazíamos antes.
Por isto, nossa escola adotará novas metodologias, priorizando aquelas que contemplam estruturas de aprendizagem onde o aluno, de fato exerça solidariedade, ação investigativa, reflexão individual e coletiva, argumentação e operacionalidade quanto aos conhecimentos e conceitos construídos. E, assim, implementando as leis que se tornarão realidade dentro da comunidade de aprendizagem.
            Basta lermos as 10 competências da BNCC, a resolução CMEG 01/2016 e a proposta curricular do Estado de Santa Catarina, que logo concluiremos que a opção pela mudança é acertada e cabe a nós, escola, num prazo reduzido, nos aprimorarmos e implementarmos metodologias ativas e fortalecermos nosso sistema de aprendizagem, dando um retorno homeostático para cada indivíduo e para a sociedade, como uma retro alimentação sistêmica e assim nos aproximarmos mais e mais de nossa missão e fortalecimento de nossos valores,pois, nossos valores serão de fundamental importância, visto que a escola, são as pessoas e, estas, são seus valores e, estes, devidamente, energizados, produzem e orientam projetos, que por sua vez, abrem os caminhos para o aprendizado.
            Consequentemente, o se dar conta do diagnóstico da estrutura atual, quanto aos embaraços impeditivos de uma aprendizagem apropriada ao indivíduo na contemporaneidade abarrotada de efemeridade, hedonismo, consumismo e cultura corrompida pelo mercado, só resta as instituições escolares, a reestruturação. Cito o caso do Japão: se lá os terremotos são frequentes, que os prédios possuam estruturas antissísmicas. Estas estruturas chamam-se: amortecedores de molas. Cito uma aeronave: se frequentemente ela tem que navegar por espaços turbulentos, que o sistema automático de voo possua mecanismos que a protejam dos efeitos de mudanças bruscas que acarretam perigo de quebra e de queda. Esta ferramenta chama-se: “modo soft”.
            Assim como o sistema automático de navegação ou o sistema padrão de construção civil, conforme os acontecimentos, precisam de mecanismos de prontidão para contornar os perigos trazidos por certos acontecimentos, a escola necessita de mecanismos de monitoramento e tomadas de decisão em tempo hábil para evitar transtornos prejudiciais ao sistema. Estes mecanismos são: conselhos escolares geradores e as assembleias criadas por estes. Assembleias deliberativas, políticas e pedagógicas.
            Politicas por que buscam soluções para comunidade e pedagógicas porque os que participam aprendem e se aprimoram no exercício político e, isto, significa que os alunos não podem ficar de fora deste exercício pedagógico.
            Por fim, resta o exercício da sensatez do sistema quanto a dar a alforria as escolas e subsidiá-las com os recursos públicos financeiros e capacitações de direito legal da comunidade para que possam exercer sua missão plenamente e, ao mesmo tempo, ampliar a supervisão e avaliações dos resultados alcançados e, daí gerar políticas públicas que auxiliem os mecanismos de gestão da escola deficiente no cumprimento de sua missão.
           
3.3.10 - Considerações iniciais
            Primeiramente, vamos evidenciar a matriz curricular, depois, construir os planos de cursos (anuais) e planos de ensino (bimestrais), observar os mecanismos de avaliação e adotar as metodologias, priorizando as trinas, ou seja: as que preconizam atuações ativas para o aluno, para a linguagem e para o professor, conforme a unidade curricular a ser trabalhada.
            Observando, que há estabelecimentos escolares, capazes de encurtar caminhos utilizando o querer de cada aluno, simplesmente, ensinando a partir do que o aluno tem interesse. São escolas criativas nos talentos dos professores bem preparados, capazes de adaptar a matriz curricular e até de produzir outras matrizes de consistência igualmente elevada. Estas escolas possuem uma menor razão aluno professor, são escolas muito bem equipadas com bibliotecas com enciclopédias, obras literárias e outros meios de pesquisa. Possuem conselhos, assembleias e praticam uma metodologia trina. Acima de tudo possuem pessoas com valores, que geram projetos focados no interesse do aluno, e constroem conhecimentos, que  são operacionalizados e partilhados.
           

Meta 10 (desafio 10)
Problema: Nosso número reduzido de professores, o qual é adequado, conforme a lei, nosso tempo limitado para planejamento, também adequado, conforme a lei e o nosso despreparo, que nos limita em criatividade e ânimo,  nos levando a preferir seguir estruturas mortas, as quais, mesmo sabendo deste detalhe, seguimos. Sem questionamento, ao invés de se olhar para o que está vivo, necessitando de estruturas novas e vivas, para atender aos que anseiam por desenvolvimento. Nossos alunos.

3.3.11 - Considerações preliminares 

Como nossa escola não tem uma baixa razão, aluno professor, não tem biblioteca e nem meios para pesquisa, conforme as necessidades de busca dos alunos, nem conselhos, nem assembleias, nem valores, nem metodologia trina, precisamos decidir rapidamente por onde vamos começar para, que em um determinado prazo, possamos ser uma escola alinhada com a missão de orientar os alunos nos caminhos da aprendizagem com a certeza de estarmos fazendo nosso melhor para alcançarmos o bom aproveitamento.
Contudo, resta, a nossa escola com recursos reduzidos, apresentar ao aluno o que está contido no currículo oficial e contar com a motivação, conforme o propósito ou plano de vida do aluno para que, em aceitando o desafio, ou simplesmente aderindo a proposta, possa, então, participar do processo aceitando, assim, a metodologia adotada pelo professor, seja ela una (palestra conhecida como aula expositiva) de ensino, planejamento, com explicação, prova e recuperação ou trina, sem palestra. De aprendizagem, com leitura, pesquisa, elaboração e autoria. 













4 - PLANO DE AÇÃO
4.1 -  Metas pedagógicas

META
REFERENCIAL SITUACIONAL – PROBLEMAS
APROFUNDAMENTO PARA
SOLUÇÃO
QUANDO


















META 1
3.1.1 Desafio 1
O problema do entretenimento em função do consumismo e novas tecnologias presentes em sala de aula.
           



3.1.2. desafio 2
            Problema relativo aos resultados do ensino empírico, e a pouca ênfase ao aprendizado dos conhecimentos emocionais, axiológicos, filosóficos, artísticos e científicos.




3.1.3. Desafio  3
Problema relativo a necessidade de reverter , as condições objetivas e subjetivas que contribuem para produzir ineficiência, má qualidade e desigualdade no sistema escolar produzido a partir da Declaração de Jomtien.



3.1.4. Desafio número 4

            Problema da aula expositiva, onde se considera que há crença de igualdade, mas na verdade o que ocorre é a predominância da diferença e, isto, implicando em pouco ou nenhum aprendizado.









META 2
3.1.5. Desafio  5
            Problema relativo a necessidade de aprimorar os planejamentos, tornando-os mais coletivos e abrangentes.







META 3
3.1.6. Desafio  6
Problema relativo a desconstrução de relações advindas de hábitos feudais tardios brasileiros.







META 4
3.1.7. Desafio  7
Problema relativo a cardápios alimentícios que ainda apresentam alimentos carregados de componentes, comprovadamente, maléficos para o corpo humano.












META 5
3.1.8. Desafio  8
Problema relativo a necessidade de uma avaliação qualitativa que valorize a produção do aluno e possa ajudá-lo a se conscientizar quanto a causa do maior ou menor sucesso por ele alcançado.







META 6
3.1.9. Desafio  9
Problema relativo a implementação das 10 competências gerais dentro da proposta curricular da escola.




















META 7
3.1.10 – Desafio 10
Problema: nosso número reduzido de professores, o qual é adequado, conforme a lei, nosso tempo limitado para planejamento, também adequado, conforme a lei e o nosso despreparo, nos limita em criatividade e ânimo,  o que nos leva a preferir seguir estruturas mortas, as quais, mesmo sabendo deste detalhe, seguimos. Sem questionamento, ao invés de se olhar para o que está vivo, necessitando de estruturas novas e vivas, para atender aos que anseiam por desenvolvimento. Nossos alunos.





4.2 -Metas administrativas
META
DISCRIMINAÇÃO
APROFUNDAMENTO PARA
SOLUÇÃO
QUANDO
1
Fazer o inventário do material carga da escola
Considerando que todo o material carga da escola é um bem público e de total responsabilidade do diretor, convém que todo o material seja catalogado e recebido pela direção da escola

2
Prova avaliativa de aprendizado das turmas
Visto que é de responsabilidade do Conselho Escolar, avaliar o aprendizado dos alunos, convém que seja implementado o provão para avaliação quantitativa para que se possa, a partir dos resultados, serem traçadas as políticas públicas internas para garantir a qualidade do aprendizado em nossa escola

3
Implementação das assembleias dos alunos
Esta assembleia se justifica pela necessidade do exercício político, administrativo, social, retórico e axiológico dos dissentes que caminham para uma realidade onde só haverá, para eles, autonomia se os mesmos desenvolverem-se nestes aspectos educativos atrelados ao aprendizado praticado em nossa escola.

4
Implementação das fontes de conhecimento para pesquisa em grande escala.

·         Uma grande biblioteca
·         Um wi-fi potente (fibra ótica)
·         Um laboratório para experimentos científicos



Justifica-se a necessidade desta fonte potente de pesquisa para o aprendizado, para que nossa escola não se perca no pressuposto de adotar como sua missão principal apenas o “acolher” e o sociabilizar em detrimento do valoroso aprendizado significativo, científico e prático, altamente necessário a autonomia, auto eficácia e sucesso profissional e pessoal, quando integrados como reais cidadãos em seus papéis na sociedade quando adultos.

5
Um sistema de fornecimento de água potável, corrigida e Ph conforme o Ph sanguíneo, assim como a redução de gordura trans. Na alimentação escolar.
A criança que é o indivíduo em pleno desenvolvimento cognitivo e biológico, tem suas potencialidades futuras afetadas, prejudicialmente, a medida que sobrecarregam seu corpo com alimentos inadequados, obrigando o corpo, assim, a um maior desgaste para manter o equilíbrio biológico, desviando energia que seria empregada em seu desenvolvimento, para sanar  entropia provocada por má alimentação.


Escolha de um nome para a nossa escola que atenda aos anseios da comunidade escolar.
Se o governo é do povo e para o povo, significa dizer que o governo deve acatar o que, democraticamente, é decidido pelo povo, assim, reforçando ao poder público que este é o princípio primordial e norteador para as ações governamentais. Para que não haja confusão quanto aos interesses que devam ser atendidos e executados pelo poder público.  Ou seja: não são os desejos dos governante que devem ser acatados, por apropriação indevida da coisa pública e,  sim, os anseios da comunidade, de onde emana o poder de execução exercido pelo governo.







4.3 –Metas para implementação de políticas públicas internas e externas
META
DISCRIMINAÇÃO
APROFUNDAMENTO PARA
SOLUÇÃO
QUANDO
1
Captação de recurso financeiro, via editais, doações e subvenções.
Uma escola autônoma, tem seu crescimento pautado, também nos recursos financeiros e, dada insuficiência dos recursos públicos previstos, faz-se necessário a capitação por outras fontes para  a implementação de projetos voltados para a ampliação do aprendizado, portanto, convém que as escolas se organizem com seu pessoal para concorrer as diversas  ofertas direcionadas para apoio de projetos consistentes e voltados para o bem comum das comunidades

2



3



4



5




















5.    ANEXOS/


·         Matriz curricular
·         Marcos de aprendizagem

6.    PROJETOS ESPECIAIS

Como projetos especiais, teremos:

·         Avaliação de aprendizagem (sistema Excel – quantitativa e avaliativa) –Professor Celso.
·         Oficina de Redação – Professor Celso.
·         Surf Educa –Professor Thiago
·         Estudo de lógica –Professor Celso
·         Clubinho de xadrez – Professora Cláudia e professor Celso
·         Feira de artes e ciências –todos os professores
·         Projeto leitura -
·         Outros
·         Meditação laica – Professora Ana Martins e professor Thiago
·         OBA –todos os professores
·         Horta – Professor Thiago e Patrícia
·         Jornalzinho-
·         Banco de tempo – Professor Thiago e Ana Martins.
·         Biblioteca distribuída – professora Cida e professor Celso
·          

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